Política

Temer evita noticiário e altera rotina por medo de ‘efeito Sarney’

Virou costume. Quase um ritual. Quando televisores e jornais dentro do Palácio do Planalto começam a priorizar notícias negativas para o governo, o presidente da República decide criticá-los ou, até mesmo, abandoná-los de vez.

Foi assim com Fernando Collor, que às vésperas da votação de seu impeachment disse que a televisão servia apenas para “poluir sua cabeça”, com Fernando Henrique Cardoso, que classificava os jornais como “desastrosos”, e com Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

A petista deixou de acompanhar tudo que lia sobre o Brasil —de colunas de opinião a revistas estrangeira— depois da Copa do Mundo de 2014, quando a crise de seu governo começou a recrudescer. Não foi diferente com Michel Temer.

Antes audiência assídua da maior parte dos jornais e revistas do país, o presidente tem diminuído a leitura que fazia dos principais veículos de imprensa e se informado com o resumo de relatórios elaborados por sua equipe de comunicação.

Com reportagens e análises adversas para o governo desde maio do ano passado, quando a delação da JBS veio a público implicando-o diretamente, Temer diminuiu o tempo dedicado às notícias diárias e se aprofundou nas articulações para que não seja alvo do que auxiliares têm chamado de “efeito Sarney”.

“Ninguém gosta de noticiário negativo, ainda mais quem foi vítima de ‘fake news’ ou de ‘ilação news’ para derrubá-lo. Não se pode ficar feliz com meses de uma exploração midiática dessa”, diz Elsinho Mouco, marqueteiro do governo, referindo-se às denúncias apresentadas pela Procuradoria-Geral da República.

“Agora, na média, Temer aceita o noticiário com serenidade. Ele sabe que quem tem coragem de mudar é criticado e demora a ser compreendido”, completa Mouco.

O presidente, porém, não quer parecer alienado e instalou alertas em seu smartphone que o avisam das notícias de última hora. No mais, prefere conversas com ministros, senadores e deputados, geralmente com a TV de seu gabinete desligada. Os baixíssimos índices de popularidade e as poucas chances de aprovar sua principal bandeira, a reforma da Previdência, fizeram com que assessores passassem a temer que o presidente não tenha poder político suficiente para chegar ao fim do mandato com alguma influência eleitoral.

Ministros avaliam que, na ânsia de não ficar isolado na formação de uma aliança de centro, Temer tem feito movimentos erráticos e pode terminar como o ex-presidente José Sarney (1985-1990).

Alçado ao Planalto após a morte de Tancredo Neves, Sarney encontrou seu auge em 1986, com o Plano Cruzado. Após o fracasso das medidas, no entanto, terminou o governo com popularidade baixa, reações negativas do mercado e sem força política —nem mesmo o candidato de seu partido, Ulysses Guimarães, defendeu seu mandato.

Assessores de Temer querem evitar repetir o histórico.

NA PRÁTICA

O presidente tem se movimentado para tentar mostrar que ainda é capaz de liderar um bloco de centro-direita.
Publicamente, colocou restrições a uma possível candidatura do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), e tentou erguer barreiras às articulações do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), enquanto ensaiava uma reaproximação com Geraldo Alckmin (PSDB) —os três disputam o posto de candidato ao centro que pode ser apoiado pela coalizão governista.

O tucano, porém, não dá indícios de que se venderá como o nome do Planalto. Mas trabalha para ter as siglas da base de Temer em sua órbita. Na outra ponta, a avaliação de aliados de Meirelles é a de que Maia conseguiu capitalizar melhor o debate da reforma da Previdência. Se ela for aprovada, o deputado consegue surfar no sucesso da articulação do governo. Caso contrário, pode transferir o ônus do fracasso ao Planalto.

Com informações da Folha de São Paulo


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Poder

Filha de Roberto Jefferson vai assumir o Ministério do Trabalho

O presidente Michel Temer aceitou nesta quarta-feira (3) a indicação da deputada Cristiane Brasil para ministra do Trabalho.

O nome da deputada foi levado ao presidente, segundo informou o Blog do Camarotti, em uma reunião no Palácio do Jaburu entre Temer e o pai dela, o ex-deputado Roberto Jefferson, presidente nacional do partido e condenado pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do mensalão – em março de 2016, ele obteve o perdão da pena.

Após a reunião com Temer e o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, Jefferson, em entrevista coletiva, confirmou a indicação e disse que o presidente aceitou (leia íntegra de nota oficial ao final desta reportagem). O ex-deputado chorou ao fazer o anúncio (veja no vídeo abaixo).

“Eu não indiquei [a própria filha], surgiu o nome dela”, disse o ex-deputado. Segundo Jefferson, consultado, o líder do PTB na Câmara, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), “anuiu”.

De acordo com o presidente do PTB, a nomeação deve ser publicada na edição desta quinta (4) do “Diário Oficial da União”, e a posse está prevista para a semana que vem.

O cargo de ministro do Trabalho está vago desde o último dia 27, quando Ronaldo Nogueira (PTB-RS) deixou o posto para retomar as atividades como deputado na Câmara. Ele argumentou, ao se demitir, que pretende se candidatar à reeleição.

De acordo com Jefferson, Cristiane Brasil não vai se candidatar à reeleição e, por isso, tem condições de permanecer no ministério até o final do mandato de Temer.

Jefferson afirmou que, em vez da filha, ele próprio vai se candidatar a deputado, mas por São Paulo e não pelo Rio de Janeiro, estado de origem da família e pelo qual a filha é parlamentar.

Inicialmente, o indicado do PTB para ministro do Trabalho foi o deputado Pedro Fernandes (PTB-MA). O parlamentar chegou a dizer que tinha sido convidado e que aceitou. Mas nesta terça-feira (2), ele afirmou que não assumiria mais a pasta por ter sido “vetado” pelo ex-presidente José Sarney (PMDB), que negou o suposto veto.

O parlamentar maranhense disse que “não deu” para ser ministro porque seu nome criaria “embaraço” entre o presidente Michel Temer e Sarney, um dos políticos mais influentes do PMDB e do Maranhão, base eleitoral de Pedro Fernandes.

‘Resgate’
Na entrevista em que anunciou que a filha será ministra do Trabalho, Roberto Jefferson se emocionou e não conteve as lágrimas diante dos jornalistas.

Segundo ele, a chegada de Cristiane à Esplanada é um “orgulho” e um “resgate”. Questionado se tratava-se de um resgaste da sua carreira e da família, após a condenação de no mensalão, Jefferson concordou.

Jefferson foi perguntado se foi um erro ter indicado o deputado Pedro Fernandes (PTB-MA) para o ministério, uma vez que ele está em campo oposto ao do ex-presidente José Sarney no Maranhão.

Para o petebista, disse que não imaginava a reação, que ele definiu como um “embaraço”. “Na hora em que vem o nome, a gente não pensa em desdobramento do presidente Sarney”, disse.

Jefferson também foi questionado na entrevista sobre a saúde do presidente Michel Temer. Segundo ele, Temer está com a voz “surdinada”, mas com aparência “ótima”, “mais magro” e “mais corado”.

Temer reduziu o ritmo de trabalho na virada de 2017 para 2018. Em dezembro, passou por cirurgia para desobstruir a uretra e ainda teve lidar com uma infecção urinária nos últimos dias. Nesta quarta, o presidente despachou pela manhã do Palácio do Planalto e à tarde seguiu para o Jaburu.


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Poder

Pedro Fernandes errou em não conversar com Sarney, diz Roberto Jefferson

O presidente Michel Temer chamou nesta quarta-feira (3) o presidente do PTB, Roberto Jefferson, para discutir o futuro do Ministério do Trabalho, após o veto de José Sarney ao deputado Pedro Fernandes (MA).

Jefferson afirmou que a conversa está marcada para 15h. Segundo ele, a reunião servirá para “aparar as arestas” após a irritação da bancada do PTB com o veto de Sarney.

Para Jefferson, no entanto, o deputado Fernandes “errou” em não aceitar conversar com o ex-presidente Sarney. “Como recusa uma conversa com Sarney? Um homem importantíssimo do PMDB, de honra do PMDB? Não dá, né?”, afirmou Jefferson.

Ele disse que o deputado Sérgio Moraes (RS) está cotado para a vaga, e que discutirá o tema com Temer.

“Se eles aceitarem, preciso resolver o Rio Grande do Sul. O Moraes tem arestas com o pessoal lá, mas preciso trabalhar o pessoal para apoiar o nome dele”, afirmou.

Moraes ficou conhecido como o deputado que “se lixa” para a opinião pública em 2009.

Presidente

Após passar esta terça-feira (2) assinando despachos na residência oficial do Jaburu, Temer volta a trabalhar no Palácio do Planalto nesta quarta (3).

Por recomendação médica, o presidente, que se recupera de uma infecção urinária, não deixou Brasília no feriado de Ano Novo e adotou uma agenda menos intensa nos últimos dias.

Temer passou por um procedimento cirúrgico de desobstrução da uretra no dia 13 de dezembro. Após o procedimento, ele colocou uma sonda, que foi retirada nos últimos dias.

Blog da Andréa Sadi


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Poder

Temer não podia nomear aliado de crítico ‘severo’, diz assessor

Do G1

O presidente Michel Temer desistiu de nomear o deputado Pedro Fernandes (PTB-MA) ao Ministério do Trabalho por ele ser um aliado de um “dos mais severos críticos de seu governo”, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PC do B).

Essa é a justificativa dada por um assessor direto de Temer para a desistência de aceitar a indicação de Pedro Fernandes para substituir Ronaldo Nogueira na pasta.

A mudança de rumo na escolha do novo ministro do Trabalho se deu depois de conversas do ex-presidente José Sarney com interlocutores do presidente Temer, lembrando que, hoje, Pedro Fernandes é ligado a Flávio Dino, inimigo político da família Sarney no Maranhão e adversário do Palácio do Planalto.

Antes, o deputado foi aliado do ex-presidente e chegou a ser secretário da filha dele, Roseana Sarney, durante um de seus mandatos como governadora do estado.

O assessor presidencial disse que em nenhum momento o Palácio do Planalto confirmou oficialmente o nome de Fernandes como novo ministro do Trabalho, mas ele chegou, sim, a ter uma aprovação inicial de Temer.

Foi na última quarta-feira (27), durante conversa em seu gabinete no Planalto com o presidente do PTB, Roberto Jefferson, e com o líder do PTB na Câmara, Jovair Arantes, na qual Ronaldo Nogueira formalizou seu pedido de demissão.

Assessores de Temer destacaram ainda que o filho de Pedro Fernandes, Pedro Lucas Fernandes, trabalha no governo de Flávio Dino e vai disputar a próxima eleição para deputado federal aliado ao atual governador na sua campanha pela reeleição.

“Não dava ter no governo um ministro cujo filho iria fazer campanha contra o Temer, aliado de um dos mais severos críticos do seu governo”, afirmou um auxiliar do peemedebista.


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Poder

‘O presidente Sarney não concorda com o nome’, diz Roberto Jefferson

O presidente da República, Michel Temer, não vai mais nomear o deputado Pedro Fernandes (PTB-MA) para assumir o Ministério do Trabalho. O Palácio do Planalto comunicou a desistência nesta terça-feira, 2, à cúpula do PTB, por causa de uma interferência atribuída ao ex-presidente José Sarney (PMDB), amigo de Temer.

Temer avisou ao ex-deputado Roberto Jefferson, presidente nacional do partido, que Sarney vetou a nomeação de Fernandes, segundo integrantes da Executiva Nacional do PTB.

“O Palácio me avisou hoje que tinha subido no telhado a nomeação do Pedro Fernandes, me ligou pedindo que pensássemos um novo nome por causa do problema de relação do Fernandes com o Sarney”, disse Jefferson ao Estadão/Broadcast. “O presidente Sarney não concorda com o nome. Ele queria conversar, mas o Fernandes não quis conversar com o presidente Sarney sobre o Maranhão, Então deu problema.”

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Sarney controla o PMDB no Maranhão e pediu para Temer não nomear Fernandes para não fortalecer politicamente um adversário histórico, o governador Flávio Dino (PCdoB). O PTB é base do governo Dino. Em 2014, o comunista desbancou o clã Sarney do Palácio dos Leões, após meio século de aliados do ex-presidente no poder. Dino disputará a reeleição tendo como potencial adversária a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), filha do ex-presidente.

FILHO

A posse de Fernandes ocorreria na quinta-feira, 4. O parlamentar havia anunciado que, após cinco mandatos de deputado, não disputaria a reeleição para dar a vaga a seu filho Pedro Lucas Fernandes, que é secretário estadual no governo Dino. Pedro Lucas se elegeu vereador em São Luís (MA), mas assumiu a Agência Executiva Metropolitana, órgão do Estado, com o ingresso do PTB na base de Dino.

Temer pediu a indicação de um novo nome pelo PTB, o que ainda não ocorreu formalmente. O PTB quer evitar outras indicações e desistências consideradas abruptas, por causa de composições eleitorais regionais.

“Vamos aguardar. Não temos pressa, para não parecer que o nome do Pedro Fernandes pode ser descartado assim. Vamos deixar decantar a crise por uns dez dias. Até que tenhamos nome de consenso, bem medido e remediado, o secretário executivo (Helton Yomura) pode ir muito bem tocando seu trabalho como ministro interino”, disse Jefferson.

Em nota, a assessoria de imprensa de Sarney disse que ele “não foi consultado e não vetou o deputado Pedro Fernandes”.

O ministro anterior, deputado Ronaldo Nogueira (PTB-RS), foi exonerado a pedido, na última sexta-feira. Ele pediu demissão argumentando que iria preparar sua campanha à reeleição na Câmara, em meio a suspeita de irregularidades em contratos de informática do ministério, apontados pela Controladoria-Geral da União (CGU).


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Política

Temer continuará a ser investigado com celeridade, diz diretor-geral da PF

Depois de se dizer lisonjeado com a presença de Michel Temer em sua cerimônia de posse, o novo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, disse que o presidente continuará a ser investigado com a “celeridade de todos os outros inquéritos”. A afirmação de Segovia sobre a continuidade das investigações se deu diante da insistência de jornalistas. Em um primeiro momento, o novo diretor-geral havia dito que as investigações contra o peemedebista já haviam sido concluídas.,

Segovia criticou a Procuradoria-Geral da República que, na gestão Rodrigo Janot, denunciou uma primeira vez o presidente por corrupção passiva no caso da mala dos R$ 500 mil que a JBS pagou para o ex-assessor especial de Temer, Rodrigo Rocha Loures. “Uma única mala talvez não desse toda a materialidade criminosa que a gente necessitaria para resolver se havia ou não crime, quem seriam os partícipes e se haveria ou não corrupção”, declarou o novo diretor da PF.

Para Segovia, ‘a Procuradoria-Geral da República é a melhor indicada para explicar possíveis erros no acordo de colaboração premiada firmado com executivos do grupo J&F, entre eles, o empresário Joesley Batista’.

“Quem colocou esse deadline que finalizou a investigação foi a PGR, talvez seja ela melhor para explicar porque foi feito aquilo naquele momento e porque o senhor Joesley sabia quando ia acontecer para ganhar milhões no mercado de capitais”, afirmou Segovia.

Sobre a existência do crime de corrupção na entrega de mala ao ex-assessor do presidente Michel Temer, Rodrigo Rocha Loures, o novo diretor-geral deu a entender que a investigação foi encerrada precocemente. “É um ponto de interrogação que fica no imaginário popular brasileiro e que poderia ter sido resolvido se a investigação tivesse tido mais tempo”, afirmou Segovia. “Talvez seria bom que houvesse transparência maior sobre como foi conduzida essa investigação”.

“Não temos mais nada a executar dentro dessas investigações que estão à disposição do Supremo Tribunal Federal”, afirmou, em relação aos dois inquéritos que apuravam o crime de corrupção, obstrução de justiça e organização criminosa, que a Câmara dos Deputados decidiu não dar prosseguimento.

Questionado sobre a existência da investigação sobre possíveis irregularidades na elaboração da MP dos Portos, que supostamente concedeu benefícios a empresa Rodrimar, Segovia voltou atrás e afirmou que Temer “continuará a ser investigado”.

O novo diretor-geral também falou sobre sua disposição em acelerar os inquéritos que tramitam no STF. Segundo ele, a partir de agora todos os inquéritos deverão ter um plano de investigação. “Devemos ter em 15 dias essas pesquisas e esse planejamento. Traremos os meios necessários pra colocar esses inquéritos para atingir maturidade. Se não houver conclusão até esse prazo elas continuarão”, afirmou.

Questionado sobre sua intenção em promover mudanças no grupo de delegados que atuam perante ao STF, Segovia disse que não pretende se “imiscuir na escolha de determinados postos”. Segundo ele, a equipe hoje comandada pelo delegado Josélio Azevedo é pequena, mas quem escolherá nomes será o novo diretor de combate ao crime organizado Eugênio Ricas. “Acredito que a equipe hoje é pequena pelos objetivos que queremos alcançar. A ideia que conversei com o Ricas é que ele amplie a equipe.”

Do Estadão Conteúdo


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Poder

Ministro do PSDB entrega carta de demissão para Temer

O ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB), encaminhou nesta segunda-feira (13) ao presidente Michel Temer uma carta pedindo demissão do governo federal. O pedido de exoneração se deu em meio ao racha político no PSDB, que está dividido entre uma ala que defende a permanência no governo federal e outra que quer desembarcar da gestão peemedebista.

Na tarde desta segunda, Bruno Araújo chegou a participar de uma cerimônia, no Palácio do Planalto, ao lado do presidente Michel Temer e de outros ministros. No evento, foram entregues os primeiros cartões reforma do programa do Ministério da Cidades que prevê o repasse de dinheiro a beneficiários do Minha Casa, Minha Vida para eles reformarem as moradias.

O movimento de Bruno Araújo abre caminho para a reforma ministerial. A ideia do presidente da República era tirar dois ministros do PSDB, entre os quais Bruno de Araújo.

A ministra de Direitos Humanos, Luislinda Vallois, também pode deixar o primeiro escalão.

Leia abaixo a íntegra da carta de demissão de Bruno Araújo:


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Política

Com aval de Temer, Roseana Sarney tentará retomar governo do Maranhão

Folha de São Paulo

Afastada da política desde que deixou o governo do Maranhão em 2014, a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) vai disputar o governo estadual pela quinta vez, com o aval e apoio do presidente Michel Temer (PMDB).

O anúncio foi feito na semana passada em entrevista ao jornal “O Estado do Maranhão” e à rádio Mirante FM, ambas de propriedade da família Sarney. “Após muito refletir sobre o momento político do Brasil e do Maranhão, seus problemas e desafios, e entendendo o desejo dos maranhenses que reconhecem o trabalho que realizei ao longo de inúmeros mandatos que exerci, coloco o meu nome à disposição do meu partido”, afirmou a ex-governadora ao lançar-se como pré-candidata.

O anúncio da candidatura foi feito cerca de um mês depois da ex-governadora ter retornado à cena política em uma visita ao Congresso e um encontro com Temer no Palácio do Jaburu.

Na ocasião, Roseana e Temer discutiram o cenário político nacional e do Maranhão. Além do apoio do partido para a disputa eleitoral, Roseana obteve recursos para convênios federais com prefeituras maranhenses e para emendas de deputados aliados.

Roseana Sarney, 64, foi governadora do Maranhão em quatro mandatos –de 1995 a 2002 e de 2009 a 2014. O grupo político comandado por seu pai, o ex-presidente José Sarney, comandou o Estado por cerca de cinco décadas.

Em 2014, contudo, o grupo perdeu as eleições para o hoje governador Flávio Dino (PC do B). Ex-deputado e ex-juiz federal, Dino derrotou o ex-senador Lobão Filho (PMDB) em uma ampla base de oposição que incluiu PSDB, PSB e setores do PT.

Ao se lançar pré-candidata, Roseana fez críticas veladas ao governo Flávio Dino sem citá-lo diretamente. Afirmou que suas gestões foram “melhores quea atual” e disse estar preocupada om os rumos do governo sob Dino.

“Não sou de fugir de lutas e embates. Já demonstrei minha honestidade, seriedade, experiência”, afirmou.

Presidente estadual do PMDB, o senador João Alberto Souza (PMDB) afirma que o partido “vê com bons olhos” a entrada de Roseana na disputa. “Evidente que é ela será nossa candidata”, disse à Folha. Além de Dino e Roseana, devem disputar o governo do Maranhão o senador Roberto Rocha (PSB), a ex-deputada estadual Maura Jorge (Podemos).

AFASTAMENTO DO PT

O aval de Temer ao retorno de Roseana deve afastar o grupo político de José Sarney de uma possível candidatura do ex-presidente Lula (PT) em 2018. Sarney apoiou Lula em 2002 e a a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em 2010 e 2014.

Em contrapartida, os petistas aliaram-se formalmente a Roseana nas duas últimas eleições para o governo do Maranhão.

A expectativa é que os petistas apoiem a reeleição do governador Flávio Dino no próximo ano. O partido participa da gestão de Dino na qual ocupa a Secretaria Estadual da Mulher e a Agência Estadual de Mobilidade Urbana.

O afastamento de PT e PMDB no Maranhão já vinha sendo cogitado desde agosto, quando Lula passou pelo Estado em sua caravana pelo Nordeste, mas não encontrou publicamente com nenhum membro da família Sarney.

Além do apoio da máquina federal, Roseana terá em seu palanque o seu próprio irmão, o ministro do Meio Ambiente Sarney Filho (PV), como candidato ao Senado.

A outra vaga para o Senado será disputa pelos hoje senadores Edison Lobão (PMDB) e João Alberto Souza (PMDB) –este último já admite que pode disputar outo cargo em 2018: “Sou um homem de partido. Qualquer coisa que o partido decidir, vou acatar”.

Já o governador Flávio Dino perdeu recentemente o apoio do senador Roberto Rocha, que trocou o PSB pelo PSDB. Por outro lado, ganhou aliados que antes orbitavam em torno do grupo de Sarney como o PP e negocia a adesão do DEM, cujos deputados estaduais já votam com o seu governo.


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Política

Escolha do novo diretor da PF foi acertada entre Temer e Sarney, diz jornal

A indicação do novo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia, foi acertada com o presidente Michel Temer (PMDB) em encontro fora de sua agenda oficial, no último sábado (4), com o ex-presidente José Sarney. De acordo com informações do jornal Folha de S. Paulo, “Sarney chegou ao Palácio do Jaburu na tarde de sábado, após reuniões entre Temer, o ministro Moreira Franco (Secretaria-Geral), o líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR), e o marqueteiro Elsinho Mouco”. Sarney e Temer conversaram a sós.

O jornal informa que o encontro entre Temer e Sarney ocorreu quatro dias antes de Temer anunciar a nomeação de Segóvia para o lugar de Leandro Daiello, que comandava a PF há quase sete anos, desde o governo Dilma Rousseff (PT). No comando da PF desde 2011, Leandro Daiello, trocado por Temer, foi o diretor-geral mais longevo desde a redemocratização (1985) e estava à frente das operações da Lava Jato desde o início das investigações, cujas primeiras ações foram deflagradas em março de 2014.

Alvos da Operação Lava Jato, Temer é apontado pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como o chefe do “Quadrilhão do PMDB”, em denúncia realizada em setembro deste ano ao Supremo Tribunal Federal (STF). Ao lado dele, também são acusados o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e os ex-ministros Henrique Alves (PMDB-RN) e Geddel Vieira Lima (PMDB) – ambos presos na Operação Lava Jato. Além deles, seus atuais ministros Eliseu Padilha, Casa Civil, e Moreira Franco, Secretaria-Geral da Presidência, foram denunciados por organização criminosa e obstrução de Justiça.

Sarney também era um dos alvos da Operação Lava Jato, denunciado por obstrução de Justiça, ao lado dos senadores peemedebistas Renan Calheiros (AL) e Romero Jucá (RR). No entanto, em outubro o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato na Corte, arquivou o inquérito

Esse fato suscitou a hipótese de que, com a troca de Daiello, Temer e demais políticos investigados passariam a procurar alguém de perfil moderado para a função. De fato, a substituição foi bem recebida pela cúpula do Palácio do Planalto, repleta de investigados.

Segóvia foi superintendente da Polícia Federal no Maranhão. O ministro da Justiça, Torquato Jardim, apesar de ter assumido o posto com declarações que apontavam para uma mudança na PF, não participou do processo de escolha e apenas foi comunicado da decisão nessa terça-feira (7), um dia antes de a indicação ser oficializada pelo presidente.

Segóvia foi superintendente regional da PF no Maranhão, base política do ex-presidente da República José Sarney.

Do Congresso em Foco


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Política

Confira o voto dos deputados do Maranhão na denúncia contra Temer

A maioria da bancada do Maranhão na Câmara dos Deputados votou, na noite desta quarta-feira (25), pelo arquivamento da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer. De acordo com a Secretaria da Câmara, 11 deputados maranhenses votaram pelo arquivamento, enquanto outros seis parlamentares se manifestaram a favor do prosseguimento da denúncia no Supremo Tribunal Federal (STF).

A única deputada maranhense que não compareceu à votação foi Luana Costa, do PSB, que se manifestou a favor do prosseguimento da denúncia na primeira votação contra Temer.

A segunda votação contou com a presença de 486 deputados: foram 251 votos a favor do relatório, 233 contra e duas abstenções. Houve 25 ausências. Com o resultado, a Câmara não aprova a admissibilidade para que o STF investigue Temer.

A denúncia

No dia 14 de setembro, o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot apresentou ao STF a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer. Em junho, Janot já havia denunciado o presidente pelo crime de corrupção passiva. Desta vez, Temer foi acusado de liderar uma organização criminosa desde maio de 2016 até 2017.

De acordo com a denúncia, o presidente e outros membros do PMDB teriam praticado ações ilícitas em troca de propina, por meio da utilização de diversos órgãos públicos. Além de Temer, foram acusados de participar da organização os integrantes do chamado “PMDB da Câmara”: Eduardo Cunha, Henrique Alves, Geddel Vieira Lima, Rodrigo Rocha Loures, Eliseu Padilha e Moreira Franco. Todos os denunciados negam as acusações.

Com o resultado de hoje, o processo fica parado enquanto Michel Temer estiver no exercício do mandato de presidente da República, ou seja, até 31 de dezembro de 2018.

Votaram pelo SIM (arquivamento da denúncia):

Aluísio Mendes (Podemos)
André Fufuca (PP)
Cléber Verde (PRB)
Hildo Rocha (PMDB)
João Marcelo Souza (PMDB)
José Reinaldo (PSB)
Junior Marreca (PEN)
Juscelino Filho (Democratas)
Pedro Fernandes (PTB)
Sarney Filho (PV)
Victor Mendes (PSD)

Votaram pelo NÃO (prosseguimento da denúncia):

Eliziane Gama (PPS)
Julião Amin (PDT)
Rubens Pereira Júnior (PC do B)
Waldir Maranhão (Avante)
Weverton Rocha (PDT)
Zé Carlos (PT)

Ausente

Luana Costa (PSB)


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