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Associações de jornalismo de sete países, divulgaram nota sobre execução de Décio Sá

O Jornal da Globo voltou a citar o crime bárbaro ocorrido com o jornalista/blogueiro Décio Sá, morto no dia, 23, do mês anterior, em São Luís. Segundo reportagem, no Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, associações de jornalismo de sete países, divulgaram uma nota em virtude da violência contra a categoria. Leia abaixo:

Décio Sá foi assassinado com cinco tiros

Décio Sá foi assassinado com cinco tiros

Décio Sá, de 42 anos, foi morto com tiros a queima roupa num restaurante, por pistoleiro. Além de Décio, outros 3 jornalistas ja foram brutalmente assassinados este ano no país. Em 2011, foram 29 mortes em toda a América Latina, 1/3 do total mundial.

A violência contra jornalistas foi um dos motivos que levaram associações que representam a imprensa no Brasil e em outros cinco países da região a formalizar a “Declaração de Santiago sobre a liberdade de imprensa na América Latina”. O documento foi divulgado nesta quinta-feira (3), Dia Mundial da Liberdade de Imprensa.

Na declaração é reafirmada a importância da liberdade para o debate público, para a formação de valores democráticos e para a fiscalização das autoridades por parte dos cidadãos. O documento diz ainda que alguns governos de origem democrática têm práticas autoritárias e buscam instaurar uma cultura de intolerância em relação à imprensa, o que incentiva agressões contra meios de comunicação e jornalistas.

“O que essa declaração busca é chamar atenção das pessoas, das sociedades desses países, pra importância da liberdade de imprensa não apenas para os jornais e os jornalistas, mas para todos nós”, diz o diretor-executivo da ANJ, Ricardo Pedreira.

No fim de março, o Brasil votou contra a implantação imediata de um plano das Nações Unidas para a proteção de jornalistas. Nesta quinta-feira em Brasília, a secretária de Direitos Humanos, Maria do Rosário, da secretaria de Direitos Humanos, discutiu com representantes de empresas de comunicação e associações do setor a federalização de crimes contra jornalistas.

“Esses crimes contra os jornalistas, contra os comunicadores, são crimes contra a democracia, são crimes contra a sociedade, são crimes também contra os direitos humanos”, diz a secretária.

A declaração feia pela secretária de Direitos Huanos, Maria do Rosário, sirva de exemplo para o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Seccional da OAB-MA,  que referenciou o jornalismo de Décio Sá, a um gorila diplomado. Um verdadeiro absurdo!


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