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Filho de Lobão já havia sido citado em delação de Sérgio Machado

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Alvo da Operação Leviatã, deflagrada nesta quinta-feira (16), Márcio Lobão, filho do senador Edison Lobão (PMDB-MA), já havia sido citado na delação que mais trouxe acusações sobre lideranças do PMDB: a do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.

Enquanto a Leviatã apura supostas propinas pagas na construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, com provas coletadas na Lava Jato, a delação de machado trouxe informações sobre a importante subsidiária da Petrobras comandada pelo PMDB.

Em sua colaboração, Machado afirmou que Edison Lobão, “na qualidade de ministro, queria receber a maior propina mensal paga aos membros do PMDB”. À época dos supostos pagamentos, Lobão era ministro das Minas e Energia e a Transpetro, vinculada à pasta.

Na versão apresentada pelo delator ao Ministério Público Federal, Lobão pediu R$ 500 mil por mês, mas Machado disse que só tinha condições de pagar R$ 300 mil.

Segundo Machado, o ex-ministro das Minas e Energia o teria orientado a “receber esse recurso em dinheiro e no Rio de Janeiro, frisando que só poderia ser no Rio de Janeiro e que o elo era seu filho, Márcio Lobão”.

Lobão sempre negou as acusações de seu envolvimento com o esquema denunciado por Machado. Ele é defendido pelo criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay.

Nesta quinta (16), Márcio Lobão surge como um dos alvos de inquérito em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o setor de energia, que apura pagamentos, por parte das empresas do consórcio de Belo Monte, de 1% dos valores da usina ao PT e ao PMDB.

A delação de Machado não está ligada a essa investigação, mas o ex-presidente da Transpetro afirmou ao MPF que a Petrobras era a madame mais honesta dos cabarés do Brasil e que práticas corruptas existiam em outros setores do país.

Do Blog do Matheus Leitão


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