Crime

Maranhão deve transferir chefes de quadrilha para penitenciárias federais

Choque invade Pedrinhas

Em meio a grave crise de segurança, o governo do Maranhão aceitou transferir os chefes de facções criminosas para penitenciárias federais de segurança máxima.

Assustados, motoristas e cobradores pararam pelo terceiro dia consecutivo para pedir mais segurança de madrugada. Segundo o sindicato, apenas 30% dos ônibus estão circulando.

Entre sexta-feira e sábado, quatro ônibus foram incendiados e duas delegacias e um posto da polícia foram atacados em São Luis. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, as ordens para os ataques partiram de dentro do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, que está ocupado pela Polícia Militar e pela Força Nacional de Segurança.

Quinze pessoas foram presas suspeitas de participarem dos atentados. Entre elas, o homem que, segundo a polícia, jogou combustível e ateou fogo em cinco pessoas em um ônibus. Ele está com parte do rosto e um dos braços queimados.

Quatro vítimas do ataque estão internadas, duas em estado grave. A quinta vítima, a menina Ana Clara, de seis anos, morreu nesta segunda-feira. No velório, a família estava inconformada com tamanha brutalidade.

A governadora Roseana Sarney divulgou nota se solidarizando com a morte de Ana Clara e chamou de selvageria a ação dos criminosos.

Nesta noite, a Tropa de Choque fez mais uma vistoria na penitenciária de Pedrinhas. O comando da PM ficou surpreso com o que encontrou, apesar das revistas constantes que vêm ocorrendo há uma semana. Nas celas, segundo a PM, havia munição, celulares, dois aparelhos de DVD e seis televisores.

O governo do estado anunciou que vai aceitar a ajuda do Ministério da Justiça, que ofereceu 25 vagas em presídios federais de segurança máxima para os chefes das facções criminosas que estão em Pedrinhas. A Secretaria de Segurança, por questões estratégicas, não divulgou quantos serão transferidos.

A governadora do Maranhão está em delicada situação, já que o governo federal está determinando a política de segurança.

Até a situação ficar insustentável, a governadora Roseana Sarney, do PMDB, se mostrava mais preocupada em refutar as críticas, de olho nos adversários da eleição de outubro, do que em encarar a gravidade do problema.

Foi preciso lembrar a ela que o desgaste político será ainda maior se o Supremo Tribunal Federal aceitar um eventual pedido de intervenção no estado feito pelo procurador-geral da República.

A conta ainda não foi fechada, mas o Ministério da Justiça estima em dezenas o número de detentos que serão transferidos para presídios federais. “O Governo Federal fez esse oferecimento ao governo do estado, a governadora aceitou muito bem esse oferecimento, nos mandou estudar a necessidade de fazer essa transferência e a quantidade. É isso que nós estamos fazendo nesse momento”, afirma Aluísio Mendes, secretário de Segurança Pública/MA.

Roseana está no segundo mandato consecutivo e não pode disputar um terceiro, mas o clã Sarney, aliado de primeira hora das gestões Lula e Dilma, há meio século no poder no Maranhão, terá um representante na sucessão de Roseana. Representante que vai enfrentar Flávio Dino, do PC do B, presidente da Embratur, e líder nas pesquisas.

A situação é ruim para Roseana, reprovada hoje por quase metade do eleitorado, mas é delicada também para o governo Dilma, porque o PT ainda está dividido sobre abandonar ou não o clã Sarney. Uma intervenção federal no estado seria algo muito mais custoso, sob todos os aspectos, do que o envio da Força Nacional e a remoção de presos.

Jornal da Globo;


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Maranhão

Governo coloca mais policiais nas ruas e prende três suspeitos

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Cúpula da Segurança do Maranhão resolveu aumentar o efetivo das polícias civil e militar em resposta a ataques desta sexta, quando seis ônibus foram queimados, um policial morto e cinco pessoas feridas – todas internadas com queimaduras.

Segundo SSP, três suspeitos de participar dos ataques a ônibus foram presos. Secretário de Segurança Aluisio Mendes informou que série operações contra facções será desencadeada a partir deste sábado, com efetivo reforçado nas ruas. As medidas foram discutidas durante reunião realizada no gabinete do secretário, com a presença da cúpula das Polícias Civil e Militar e do Corpo de Bombeiros.

“As ações que estão sendo deflagradas são uma estratégia de estabilização dessa situação que houve na noite de ontem [sexta-feira]. Temos informações comprovadas do Setor de Inteligência Policial de que esses ataques são uma resposta ao sistema de moralização e de retomada da disciplina do Sistema Penitenciário, determinado pela governadora Roseana Sarney. É uma ação que vai continuar ocorrendo, para que não haja mais mortes nas unidades prisionais do estado”, declarou Aluisio Mendes.

Segundo Aluisio, essas os ataques são uma tentativa de reação às medidas adotadas pelo Governo Estadual por meio da Polícia Militar. Nos últimos dias, a PM tomou as unidades prisionais para evitar mais mortes, problema que ganhou repercussão nacional.

Plantões

A Polícia Civil ampliará suas equipes nos quatro plantões da capital, bem como da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic). O Serviço de Inteligência, com apoio de homens do Batalhão de Choque, de todas as unidades e de duas aeronaves do Grupo Tático Aéreo (GTA), desenvolverá ações e operações de modo a ocupar toda a grande São Luís.

Além das medidas de aumento no efetivo, deflagração de operações simultâneas em pontos estratégicos, equipes do Corpo de Bombeiros também estarão espalhadas em vários pontos de São Luís com uma ação de prevenção a novos episódios que ocorram. “Todo o sistema de segurança está mobilizado de uma forma mais intensa e presente para coibir estes crimes,” afirmou o secretário. (O imparcial)


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Poder

Deu no Globo: Dilma, Lula e PMDB tentarão resolver amanhã crise no Maranhão

Dilma-Sarney-Lula

A presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula, além do presidente do PT, Rui Falcão, vão se reunir com a cúpula do PMDB, amanhã, em Brasília, para tentar resolver problemas entre os dois partidos em sete estados: Rio de Janeiro, Maranhão, Minas, Ceará, Mato Grosso do Sul, Paraná e Paraíba. Essas divergências afetam o projeto de reeleição da presidente e, em alguns casos, asseguram palanques para dois adversários: o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e o senador Aécio Neves (MG).

No Maranhão, a direção nacional do PT deve forçar a aliança com o PMDB da família Sarney, embora o PCdoB cobre apoio à candidatura do presidente da Embratur, Flávio Dino, que também tem conversado com Eduardo Campos.

Na quinta-feira, o senador José Sarney (PMDB-AP) teve audiência com Dilma. Ele afirmou que a conversa foi sobre obras no Amapá, sem relação com as eleições, até porque, segundo ele, o apoio do PT ao PMDB no Maranhão estaria assegurado:

— O grupo que nos apoia (no PT) ganhou (o comando do diretório regional), então não há problema mais — disse.

Mas o resultado da eleição do PT no Maranhão está em litígio. O atual presidente, Raimundo Monteiro, pró-Sarney, proclamou sua reeleição. Mas seus adversários não reconheceram o resultado e fizeram um segundo turno à revelia da direção nacional, que não autorizou nova votação. O tema será discutido pela Executiva Nacional do PT na próxima terça-feira.

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Maranhão

Assembleia Legislativa aguardará posição de Dilma para criar municípios

Assembleia Legislativa do Maranhão.

Assembleia Legislativa do Maranhão.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Arnaldo Melo (PDMB), anunciou, durante a sessão ordinária desta quarta-feira (23), que o Poder Legislativo só vai discutir os projetos de criação de novos municípios no Estado do Maranhão depois que a presidente da República, Dilma Housseff (PT), analisar a proposição aprovada pelo Senado Federal e encaminhada à sanção ou veto do Executivo.

A reação do presidente foi motivada porque o líder da Oposição, deputado Rubens Júnior (PC do B), lembrou que nesta legislatura vários deputados levantaram a pauta. Júnior perguntou como a Assembleia Legislativa irá se comportar em relação à criação dos novos municípios, já que o Senado Federal acaba de aprovar a medida para todos os estados do Brasil.

Para Arnaldo, não é conveniente abrir a discussão neste momento, porque o projeto ainda não foi sancionado e publicado. “Se Presidência da República vetar algum artigo, parágrafo ou inciso, teremos que recomeçar tudo. Vamos aguardar a publicação para reajustar nossa Constituição. Se for necessário, elaboraremos uma nova Resolução, em consenso entre nós”, disse.

Na oportunidade, o presidente recomendou aos deputados não tentarem fazer deste assunto “cavalo de batalha” para a eleição do ano que vem. Melo lembrou que essa recomendação é de dois anos atrás, quando ele pediu aos colegas que tivessem muita calma, porque não haverá emancipação de município no Maranhão de forma eleitoreira. “A Assembleia tratará a emancipação de municípios com muita seriedade. Só passarão os que apresentarem melhores condições, independentemente da autoria dos projetos”, avisou.

De acordo com Arnaldo, o trabalho de emancipação dos novos municípios será feito para que os poderes e a sociedade entendam que a Assembleia Legislativa fez algo com muita responsabilidade, contemplando as comunidades que realmente têm condições de autonomia. “Não vamos deixar que a emoção do momento pré-eleitoral nos leve a nos comprometer com as comunidades, criando expectativas que possam ser danosas no futuro”, apelou.

PROJETO COM DILMA

O projeto de lei que permite a criação de novos municípios foi aprovado na quarta-feira (16) pelo Senado Federal. O projeto foi proposto em 2008 pelo Senado, mas depois sofreu alteração na Câmara e, por isso, voltou para nova votação pelos senadores. Agora, seguirá para sanção ou veto da presidente Dilma Rousseff (PT).

Segundo o relator do projeto de lei, senador Valdir Raupp (PMDB-RO), atualmente, o projeto já permitiria dar início a processos de emancipação – e transformação em municípios – de pelo menos 188 distritos.

Uma nova lei sobre a criação de municípios precisava ser aprovada, porque uma emenda constitucional aprovada em 1996 proibiu a criação de municípios por leis estaduais, e definiu que isso só poderia ser feito por meio de autorização em lei complementar federal.

A matéria aprovada pelo Senado Federal regulamenta a Constituição ao estabelecer regras de incorporação, fusão, criação e desmembramento de municípios e determina que distritos poderão se emancipar após a realização de um plebiscito.

Ficou estabelecido que o primeiro passo para a criação de um município é a apresentação, na Assembleia Legislativa, de um pedido assinado por 20% dos eleitores residentes na área geográfica diretamente afetada, tanto no caso da criação ou desmembramento quanto nas situações em que houver fusão ou incorporação de cidades.

Após o pedido, a assembleia legislativa deverá coordenar um “estudo de viabilidade” do novo município. Se houver viabilidade financeira e populacional, com base nos critérios estabelecidos na lei, será realizado o plebiscito que definirá a criação ou não do novo município.

De acordo com relator da proposta, não há estimativa de custo da criação dos municípios, com a criação de cargos e instalação de prédios públicos, como os das câmaras de vereadores, por exemplo. Os novos municípios receberão recursos que seriam aplicados em outras regiões do mesmo estado.

ETAPAS DE CRIAÇÃO

A primeira etapa é protocolar na Assembleia Legislativa pedido de criação do município assinado por pelo menos 20% dos eleitores do distrito, obedecendo às seguintes condições: Eleitorado igual ou superior a 50% da população do distrito; ter “núcleo urbano já constituído” e dotado de infraestrutura, edificações e equipamentos “compatíveis com a condição de município”; ter arrecadação superior à média de 10% dos atuais municípios do estado; área urbana não pode estar situada em reserva indígena, área de preservação ambiental ou área pertencente à União, a autarquia ou fundação do governo federal.

A segunda etapa é pedir a elaboração, em 180 dias, pela Assembleia Legislativa, de “estudo de viabilidade” do novo municípío e área remanescente do município do qual o distrito pretende se separar. O estudo deverá verificar a viabilidade econômica, ambiental e política do novo município. Concluída essa etapa, o relatório terá de ser apreciado pelos deputados estaduais, que poderão arquivar ou aprovar o projeto.

A terceira etapa diz que se o pedido for aprovado pela Assembleia Legislativa, será realizado um plebiscito que envolverá a população do distrito interessado em se emancipar e a do município ao qual o distrito pertence.

Na quarta etapa, se no plebiscito vencer a opção “sim”, a Assembleia Legislativa terá de votar uma lei estadual autorizando a criação do novo município. A quinta e última etapa diz que depois da aprovação da lei pela Assembleia Legislativa, será marcada data para eleição de prefeito, vice e vereadores do novo município.


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Brasil

Advogado que mora em São Luis e falou mal do nordeste nega autoria dos textos racistas

GustavoO advogado Gustavo Zanelli, que teve um post em suas redes sociais amplamente criticado por conta do teor xenofóbico contra nordestinos nesta quinta-feira, teria afirmado que os textos não são de sua autoria e que seu Facebook teria sido hackeado. Ele fez a declaração ao entrar em contato com a OAB/MA, segundo o vice-presidente do órgão, Valdênio Caminha.

Valdênio, que está no exercício da presidência da Seccional Maranhense, disse que a diretoria já adotou as medidas legais cabíveis, no âmbito da entidade, para apurar a conduta do advogado paranaense tendo em vista que suas postagens continham cunho preconceituoso, a ele atribuídas, em seu perfil em uma rede social.

Entenda todo o caso:

Os comentários de um advogado paranaense vêm causando revolta nas redes sociais desde a noite de quarta-feira (11). Em post publicado no dia 9 de setembro, Gustavo Zanelli diz que “não adianta querer misturar as culturas norte/nordeste X sul/ sudeste. É por isso que há tão poucos sulistas no nordeste (nós não aguentamos isso aqui)”.

Em outro post, publicado na quarta-feira (11), o advogado sugere a separação das regiões Norte e Nordeste do resto do país, declarando que “seria o primeiro a iniciar uma guerra para a devida separação”, e completa: “se houvesse essa possibilidade nós aí do Brasil seríamos um país de primeiro mundo”.

Um terceiro comentário, feito no dia 7 de setembro, ironiza as condições climáticas de São Luís. “Acabo de chegar em terras maranhenses! O calor aproxima os 90 graus”. Quando uma pessoa comenta “GU VC TA MORANDO NO MARANHÃO MESMO !!!!!!!!!!”, Gustavo vai além. “Até dezembro ficarei aqui (…) Não sei se suportarei até dezembro o calor, a grosseria dos nordestinos e essa comida horrivel, mas o objetivo inicial é ficar até dezembro”, dispara.

Um comentário específico criticando o Departamento de Medicina da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) foi amplamente compartilhado e teve repercussão em diversos blogs locais. Revoltado, o estudante de direito da Universidade Estácio de Sá do Rio de Janeiro, Klaus Aires, que reside em São Luís, divulgou a seguinte mensagem:

“Gustavo Zanelli – Advogado, residente em São Luís-MA ofendendo os Nordestinos. Deu um show de imundices mostrando sua total falta de conhecimento antropológico, histórico e geopolítico acerca da história do Brasil e dos feitos e da força do povo nordestino. Não sou nordestino, sou Carioca e este imundo não me representa. Ja fiz a denúncia na página de todas as OAB’s do NORDESTE, e semana que vem levo formalmente na sede da OAB-MA”, avisou. A mensagem já possui 43 curtidas e 78 compartilhamentos. (Com informações do G1 e O imparcial)

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Poder

Roseana se cala sobre calote em precatórios

Brasil 247

Mesmo diante dos pedidos , para falar sobre o pagamento dos precatórios, a governadora do Maranhão preferiu o silêncio; o Estado deve mais de R$ 200 milhões de precatórios, mas mesmo assim, Roseana Sarney conseguiu o aval do BNDES para empréstimo de R$ 1,01 bilhão; em vez de projeto, dinheiro pode ser usado para abater parte da dívida

Durante mais de uma semana, a reportagem do 247 tentou obter respostas de Roseana Sarney sobre a questão dos precatórios no Maranhão, mas a resposta da governadora é o silêncio.

O Maranhão tem uma dívida acumulada em mais de R$ 200 milhões em precatórios, valores ainda não quitados e com decisões judiciais favoráveis ao pagamento. Mesmo assim, o governo conseguiu um empréstimo de R$ 1,01 bilhão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O contrato foi assinado no dia 14 de janeiro deste ano.

Não ter dívidas, em esfera local e federal, é um dos pré-requisitos para conseguir empréstimos junto ao BNDES, que torna o Estado mais confiável para pagar o valor à instituição financeira. Mas o calote não é visto pelo BNDES como empecilho. Pelo contrário. Na ocasião da assinatura do contrato, o diretor da instituição se mostrou satisfeito com o projeto ‘Viva Maranhão’, motivo do pedido de empréstimo.

Em nota, o BNDES destacou que a ampla gama de objetivos (combate à pobreza; redução de desigualdades; universalização dos serviços de saúde e de saneamento básico; qualidade de ensino; segurança pública; qualificação profissional; capacitação científica e tecnológica) ajudaram na aprovação do projeto.

“O BNDES reconhece o ‘Viva Maranhão’ como um programa bem-feito, bem-estruturado, com projetos qualificados e que dão total segurança para o banco fazer esse financiamento e ter certeza de que vai atingir seus objetivos”, enfatizou o representante da instituição na assinatura do contrato.

O risco, segundo interlocutores, é que os valores sejam confiscados para que parte da dívida seja abatida. E o primeiro beneficiado pode ser o Banco Santander, que espera receber cerca de R$ 110 milhões do Estado por conta da compra do Banespa, banco estatal paulista. Além de empresas, cidadãos comuns e funcionários públicos também esperam receber os precatórios.

 


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Poder

Maranhão é campeão em desvio de dinheiro público

O Imparcial

Aproximadamente R$ 70 milhões, desviados ou mal utilizados no Maranhão, deixaram de ser ressarcidos aos cofres da União no ano passado. O estado é o recordista em desvio e, consequentemente, execuções de acórdão junto ao Tribunal de Contas da União para recuperação de verbas. Somente em 2011 foram lavradas 170 execuções dessa natureza.Os números foram citados pelo novo procurador-chefe da União no Maranhão, Ivo Lopes Miranda, empossado ontem no cargo, que frisou que menos que 90% desse valor foram recuperados. Segundo o chefe da Procuradoria Geral da União, o prejuízo para a sociedade é grande com a falta de execução de políticas públicas essenciais em áreas como educação, saúde, moradia e urbanização.

Miranda destacou os desafios que enfrentará no cargo para combater os desvios de recursos federais no estado. Ele destacou a necessidade de aprimorar os serviços prestados para fortalecimento da imagem institucional da Procuradoria. Para Miranda, entre as principais metas a serem desenvolvidas nos próximos anos estão está a melhoria da gestão de informação na Procuradoria.

“Tentaremos uniformizar procedimentos e rotinas para identificar potenciais irregularidades, tanto para reduzir litígios quanto para aperfeiçoar a defesa da União nos casos relevantes”, afirmou o procurador.

Para combater o desvio de recursos federais, Ivo Miranda pretende aproximar os órgãos investigadores e fiscalizadores, como o Tribunal de Contas da União (TCU). “Assim poderemos no mais breve tempo possível buscar decisões que bloqueiem os bens daquelas pessoas que cometeram desvios das verbas públicas”, apontou.

Ele lembrou que uma das maiores dificuldades para fiscalização no estado é a capilaridade do território maranhense, dividido em 217 municípios. Miranda explicou que a maioria dos desvios de recursos federais ocorre na realização de convênios e que não existe uma região que concentre as irregularidades. “Ocorre nos mais variados municípios e decorre de um modelo de conduta dos gestores públicos que não tem um compromisso com a gestão pública, principalmente, com as verbas federais”, criticou.

Quem comete desvio de recursos federais está sujeito ao ressarcimento do valor aos cofres da União e às penalidades por crime de improbidade administrativa. O gestor fica impossibilitado de celebrar contratos com o poder público, pode ter os direitos políticos suspensos e ainda ser multado. Contudo, Ivo Lopes Miranda reconhece que as irregularidades são detectadas muito tempo após a celebração dos convênios e que na maioria das vezes os acusados protelam as decisões na Justiça e poucos são penalizados.

Solenidade prestigiadaA solenidade de posse de Ivo Lopes Miranda como Procurador-Chefe da União no Maranhão foi acompanhada pela Procuradora-Geral da União, Hélia Maria de Oliveira Bettero; pelo ex-Procurador-Chefe, Gustavo André dos Santos; pela Procuradora Regional da União, Ana Luísa Figueiredo de Carvalho; pelo Procurador-Chefe da Procuradoria Federal no Maranhão, Daniel Farah de Santana; pelo Procurador-Chefe Substituto da Fazenda Nacional no Maranhão, Antônio Leonardo Silva; pela presidente do Tribunal Regional do Trabalho, desembargadora Ilka Esdra Silva Araújo; entre outras autoridades.

Combate à corrupção é desafio nacional

O combate à corrupção também foi destacado pela Procuradora-Geral da União, Hélia Maria de Oliveira Bettero. Ela lembrou que a aproximação com órgãos como a Polícia Federal e o TCU deram mais agilidade para a recuperação dos créditos. Cerca de R$ 300 milhões foram recuperados durante o ano passado e outros R$ 300 milhões estão bloqueados. A Procuradora lembrou que no Maranhão que no Maranhão o órgão trata de processo de grande importância nas áreas de combate à corrupção e regularização fundiária.

A presidente do TRT do Maranhão, desembargadora Ilka Araújo, que também participou da solenidade destacou a importância da aproximação institucional. Ela citou como exemplo a relação entre o TRT e Advocacia Geral da União (AGU) para desenvolver estratégias de combate ao trabalho escravo e prevenção de acidentes no trabalho. O assunto chegou a ser discutido na última terça-feira na sede do TRT com a desembargadora, o Procurador-Chefe da União, a procuradora-chefe substituta da União no Maranhão, Renata Souza Magalhães, entre outros membros da AGU.


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Poder

Chiquinho Escórcio pede ajuda ao Maranhão para o ministro da Integração

Em pronunciamento na reunião da Comissão Representativa do Congresso Nacional, ontem (12), o deputado federal Francisco Escórcio (PMDB-MA) defendeu o ministro da Integração, Fernando Bezerra, e pediu ajuda para o Maranhão.

No Plenário do Senado, o parlamentar elogiou a iniciativa do ministro de comparecer ao Congresso voluntariamente e pediu respeito à trajetória do ministro. Para o deputado, Bezerra está sendo vítima de armação de adversários e da oposição ao governo. “Meus parabéns, ministro. A oposição jogou a toalha”, disse Chiquinho Escórcio.

Escórcio afirmou ainda que o ministro tem sido “muito correto” no trato dos assuntos de interesse do Maranhão e aproveitou para agradecer ao presidente Lula, a presidenta Dilma Rousseff e todos aqueles que ajudaram o Maranhão quando o estado foi vítima das enchentes. “Queria agradecer em nome da governadora Roseana Sarney e do povo maranhense”, disse.

Maranhão
O deputado também pediu ao ministro uma ajuda substancial para evitar a escassez de água em São Luís. Chiquinho Escórcio explicou que a adutora existente está totalmente comprometida. “Precisamos de recursos para fazer o abastecimento em São Luís com a construção de poços artesianos. E, assim, garantir a água para o município”, ressaltou o parlamentar.

E, a fim de enfatizar a necessidade do povo do Maranhão, no Plenário do Senado, Chiquinho Escórcio gritou: “Ministro, não deixe São Luís sem água. Água é vida! Contamos com o senhor”.

Logo após a reunião com o ministro da Integração e o presidente do Senado, José Sarney, foi marcada uma audiência para que o ministro receba o deputado Francisco Escórcio e o secretário de Saúde, Ricardo Murad. A reunião foi agendada para o dia 17, pela manhã, no Ministério da Integração.

 


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Maranhão

Aluno de Arari é eliminado do ENEM após tuitar durante a prova

Um aluno do município de Arari (MA), perdeu o direito de continuar a realização do ENEM, após ser pego em flagrante tuitando durante a prova.

As mensagens irônicas já podem ser vistas pelas redes sociais. Os alunos chegaram a conversar e até pedir informações.

O fato inusitado aconteceu não só no Maranhão, mas também em outras cidades do país. Foram pelo menos oito pessoas que cometeram o mesmo ato.

Pela lei regida, é proibido o uso de qualquer aparelho eletrônico durante a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).

O primeiro exame aconteceu ontem, 21, e também acontecerá hoje  em todo o país. Foram mais de 5 milhões de pessoas inscritas. Os concorrentes tentam vagas para entrar em universidades federais no ano de 2012.


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