Poder

Roberto Costa homenageia Dilma e Lula com cidadania maranhense

Dois projetos de Resolução Legislativa, números 16/2013 e 17/2003, de autoria do deputado Roberto Costa (PMDB), foram aprovados, nesta quinta-feira (2), na Assembleia Legislativa do Maranhão.

Os projetos determinam a concessão de títulos de cidadania maranhense à presidenta da República, Dilma Rousseff, e ao ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Os projetos foram votados com parecer favorável da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania.

De acordo com o autor do requerimento, deputado Roberto Costa, as titulações de cidadania maranhense são uma forma de reconhecimento pelo serviço prestado à população maranhense.

“Acredito que estes títulos são uma forma de reconhecermos a grandeza dos serviços prestados por essas duas personalidades tão importantes para o Maranhão e para o Brasil”, disse o parlamentar.


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Política

Lula usa prestígio para beneficiar empreiteiras

Não só o titular deste blog como todos os brasileiros foram surpreendidos com reportagem do jornal Folha de S.Paulo mostrando que empresas, cujos interesses estão sendo defendidos pelo ex-presidente Lula no exterior, podem ter tido acesso a financiamentos milionários do BNDES.

Levanta suspeita o fato de o governo brasileiro ter tornado secretos os documentos que tratam de operações financeiras, via BNDES, da ordem de US$ 895 milhões, fechadas com Angola e Cuba.

Não há dúvida de que o ex-presidente Lula vem utilizando o prestígio da condição pública de ex-presidente da República para participar de negociações privadas que beneficiam empreiteiras no exterior.

A imprensa já revelou também que as viagens do ex-presidente vêm sendo pagas por empreiteiras.

Do ponto de vista ético, o Brasil tem o direito de saber se Lula tem recebido vantagens pessoais ao se utilizar de relações internacionais estabelecidas no exercício de função pública.

O Brasil tem o direito de saber se o ex-presidente está sendo pago por empreiteiras, seja diretamente ou através do Instituto Lula.


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Poder

Lula toma posto de José Sarney e é eleito o mais corrupto em 2012

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começou 2013 vencendo mais uma eleição. Entre as personalidades mais corruptas de 2012, Lula ganhou com 65,69% dos 14.547 votos válidos o Troféu Algemas de Ouro.

Em segundo lugar, com 21,82%, ficou o ex-senador Demóstenes Torres (sem partido) seguido pelo governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB), com 4,55%. Ironicamente, a segunda edição da premiação organizada pelo Movimento 31 de Julho foi marcada pela fraude. Os organizadores detectaram a utilização de um programa de votação automática que criou perfis falsos no Facebook, que direcionou 38% do total de votos (23.557) para candidatos ligados ao PSDB e ao DEM.

A premiação, que aconteceu na tarde deste domingo no Leblon, Zona Sul do Rio, foi marcada pela descontração. Em clima de carnaval, com máscaras representando os candidatos que disputaram o Algemas de Ouro 2012, os manifestantes elogiaram a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) na condução do julgamento do mensalão e lembraram os feitos “históricos” de cada concorrente. Além de Lula, Demóstenes e Cabral, estavam no pleito o senador Jader Barbalho (PMDB-PA); os deputados federais Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e Paulo Maluf (PP-SP); o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, e sua ex-companheira de Esplanada, Erenice Guerra; o ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido); e o empresário Fernando Cavendish.

— Depois de eleger poste, o ex-presidente Lula mostra que ainda tem fôlego para ganhar mais eleições daqui para frente. Foram três candidatos que fizeram jus à premiação. Todos eles se destacaram nas páginas do jornal, mas o ex-presidente se sobressaiu. No ano passado, ele foi responsável por um dos momentos mais lamentáveis da história brasileira ao tentar chantagear um ministro do Supremo.

Acho que por sua atuação em 2012, e nem quero lembrar de Valérios e Rosemarys, ele mereceu esse troféu e o cheque simbólico de R$ 153 milhões — afirmou Marcelo Medeiros, coordenador do Movimento 31 de Julho.

No último dia 9, os organizadores comunicaram à imprensa e à rede social Facebook — plataforma utilizada para computar os votos — a tentativa de fraude. A denúncia partiu dos próprios eleitores da enquete que perceberam que parte das escolhas foram feitas por perfis falsos, recém-criados no ambiente virtual.

— Não é militância. Se fossem militantes, era válido. O que detectamos foi uma organização criada para fraudar a disputa. Coincidentemente, os votos sempre eram para candidatos da oposição do governo petista e Cabral — explicou Medeiros, que prometeu mudanças na plataforma de computação dos votos na próxima eleição.

As informações são de O Globo


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Política

Amigo de Weverton Rocha, Lupi conspira contra Brizola Neto

Da Coluna Esplanada

Weverton Rocha ao lado de Carlos Lupi.

Weverton Rocha ao lado de Carlos Lupi.

O PDT está em guerra. O presidente do partido e ex-ministro Carlos Lupi procurou Lula e pediu que intercedesse para audiência com a presidente Dilma. Lula avalizou e ela vai recebê-lo. Lupi controla a bancada no Congresso e iniciou campanha oficial na tentativa de destituir o atual ministro do Trabalho, Brizola Neto, seu sucessor na pasta. O primeiro movimento será a recondução semana que vem do líder na Câmara, André Figueiredo (CE). O partido ameaça anunciar a saída da base do governo.

NA BALANÇA. O PDT tem 25 deputados federais e cinco senadores. Brizola Neto contaria hoje com apenas cinco deputados a seu lado. Ele tenta fazer José Silva (PDT-MG) como líder.

PADRINHO. Para se reforçar, o ministro convidou Carlos Araújo, ex-marido de Dilma, para voltar ao PDT. Ele foi o seu padrinho na pasta ao aconselhar sobre o simbolismo do nome.

MAS… Há quem diga na própria executiva do PDT que Dilma não vai ceder a Lupi e Lula, e manterá Brizola. Lembrará a Brizola, porém, que ele deve controlar o partido.


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Poder

Lula pressiona Gilmar Mendes para adiar julgamento do "mensalão"

É classificada como uma “bomba” a reportagem de Otávio Cabral e Rodrigo Rangel que foi publicada na VEJA, contando os bastidores de um encontro secreto entre o ex-presidente Lula e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, no escritório do ex-ministro Nelson Jobim, no qual trataram sobre o adiamento do julgamento do esquema “mensalão”.

Leia abaixo a conversa escabrosa entre Lula e Gilmar Mendes em Brasília no dia 26 de abril:

Lula e Gilmar Mendes

Lula e Gilmar Mendes

– É inconveniente julgar esse processo agora – disse Lula a Gilmar a propósito do processo do mensalão. São 36 réus – entre eles o ex-ministro José Dirceu, que segundo Lula contou a Gilmar, “está desesperado”.

Em seguida, Lula comentou que tinha o controle político da CPI do Cachoeira. E ofereceu proteção a Gilmar. Garantiu que ele não teria motivo para preocupação.

– Fiquei perplexo com o comportamento e as insinuações despropositadas do presidente Lula – comentou Gilmar com a VEJA.

Lula foi adiante em sua conversa com Gilmar:

– E a viagem a Berlim?

Nos bastidores da CPI corre a história de que Gilmar e o senador Demóstenes Torres teriam viajado juntos a Berlim com despesas pagas por Cachoeira.

Gilmar confirmou o encontro com Demóstenes em Berlim. Mas respondeu que tinha como provar que pagou as próprias despesas,

– Vou a Berlim como você vai a São Bernardo do Campo – afirmou Gilmar se dirigindfo a Lula. Uma filha de Gilmar mora em Berlim.

Constrangido, Gilmar aconselhou Lula:

– Vá fundo na CPI.

Na cozinha do escritório, onde Lula comeu frutas, Gilmar ainda ouviu ele dizer outras coisas. Por exemplo: que encarregaria Sepúlveda Pertence, ex-ministro do STF, de convencer a ministra Carmem Lúcia a deixar o julgamento do mensalão para 2013.

Pertence foi o principal padrinho da indicação de Carmem Lúcia para o STF.

– Vou falar com Pertence para cuidar dela – antecipou Lula.

Estava aflito com a situação de Ricardo Lewandowski, lembrado por dona Marisa para a vaga que hoje ocupa no STF. Amigo da família da ex-primeira-dama, Lewandowski é o ministro encarregado de revisar o processo do mensalão relatado por seu colega Joaquim Barbosa.

– Ele (Lewandowski)  só iria apresentar o relatório no semestre que vem, mas está sofrendo muita pressão [para antecipar] – revelou Lula,

Joaquim Barbosa foi chamado por Lula de “complexado”. Lula ainda se referiu a outro ministro – José Dias Tófili, ex-Advogado Geral da União durante parte do seu governo e ex-assessor de José Dirceu na Casa Civil.

– Eu disse a Tófili que ele tem de participar do julgamento – disse Lula.

Tófili ainda hesita.

Se o julgamento do mensalão ficasse para 2013, seu resultado não seria contaminado “por disputas políticas”, imagina Lula.  O que ele não disse: nesse caso, os ministros Ayres Britto e Cezar Peluso já estariam aposentados. Os dois parecem ser favoráveis à condenação de alguns dos réus. Caberia a Dilma nomear seus substitutos.

Gilmar Mendes contou seu encontro com Lula a dois senadores, ao Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, ao Advogadfo Geral da União e ao presidente do STF, Ayres Britto. Que disse à VEJA:

– Recebi o relato com surpresa.

Jobim, confirmou o encontro em seu escritório, mas se negou a dizer o que por lá foi discutido.

A VEJA tentou ouvir Lula antes de publicar a reportagem. Sua assessoria informou que ele não falaria.

Recentemente, Lula mandou avisar a Ayres Britto que precisa se reunir com ele.


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Poder

Lula pressiona Gilmar Mendes para adiar julgamento do “mensalão”

É classificada como uma “bomba” a reportagem de Otávio Cabral e Rodrigo Rangel que foi publicada na VEJA, contando os bastidores de um encontro secreto entre o ex-presidente Lula e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, no escritório do ex-ministro Nelson Jobim, no qual trataram sobre o adiamento do julgamento do esquema “mensalão”.

Leia abaixo a conversa escabrosa entre Lula e Gilmar Mendes em Brasília no dia 26 de abril:

Lula e Gilmar Mendes

Lula e Gilmar Mendes

– É inconveniente julgar esse processo agora – disse Lula a Gilmar a propósito do processo do mensalão. São 36 réus – entre eles o ex-ministro José Dirceu, que segundo Lula contou a Gilmar, “está desesperado”.

Em seguida, Lula comentou que tinha o controle político da CPI do Cachoeira. E ofereceu proteção a Gilmar. Garantiu que ele não teria motivo para preocupação.

– Fiquei perplexo com o comportamento e as insinuações despropositadas do presidente Lula – comentou Gilmar com a VEJA.

Lula foi adiante em sua conversa com Gilmar:

– E a viagem a Berlim?

Nos bastidores da CPI corre a história de que Gilmar e o senador Demóstenes Torres teriam viajado juntos a Berlim com despesas pagas por Cachoeira.

Gilmar confirmou o encontro com Demóstenes em Berlim. Mas respondeu que tinha como provar que pagou as próprias despesas,

– Vou a Berlim como você vai a São Bernardo do Campo – afirmou Gilmar se dirigindfo a Lula. Uma filha de Gilmar mora em Berlim.

Constrangido, Gilmar aconselhou Lula:

– Vá fundo na CPI.

Na cozinha do escritório, onde Lula comeu frutas, Gilmar ainda ouviu ele dizer outras coisas. Por exemplo: que encarregaria Sepúlveda Pertence, ex-ministro do STF, de convencer a ministra Carmem Lúcia a deixar o julgamento do mensalão para 2013.

Pertence foi o principal padrinho da indicação de Carmem Lúcia para o STF.

– Vou falar com Pertence para cuidar dela – antecipou Lula.

Estava aflito com a situação de Ricardo Lewandowski, lembrado por dona Marisa para a vaga que hoje ocupa no STF. Amigo da família da ex-primeira-dama, Lewandowski é o ministro encarregado de revisar o processo do mensalão relatado por seu colega Joaquim Barbosa.

– Ele (Lewandowski)  só iria apresentar o relatório no semestre que vem, mas está sofrendo muita pressão [para antecipar] – revelou Lula,

Joaquim Barbosa foi chamado por Lula de “complexado”. Lula ainda se referiu a outro ministro – José Dias Tófili, ex-Advogado Geral da União durante parte do seu governo e ex-assessor de José Dirceu na Casa Civil.

– Eu disse a Tófili que ele tem de participar do julgamento – disse Lula.

Tófili ainda hesita.

Se o julgamento do mensalão ficasse para 2013, seu resultado não seria contaminado “por disputas políticas”, imagina Lula.  O que ele não disse: nesse caso, os ministros Ayres Britto e Cezar Peluso já estariam aposentados. Os dois parecem ser favoráveis à condenação de alguns dos réus. Caberia a Dilma nomear seus substitutos.

Gilmar Mendes contou seu encontro com Lula a dois senadores, ao Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, ao Advogadfo Geral da União e ao presidente do STF, Ayres Britto. Que disse à VEJA:

– Recebi o relato com surpresa.

Jobim, confirmou o encontro em seu escritório, mas se negou a dizer o que por lá foi discutido.

A VEJA tentou ouvir Lula antes de publicar a reportagem. Sua assessoria informou que ele não falaria.

Recentemente, Lula mandou avisar a Ayres Britto que precisa se reunir com ele.


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Esportes

Lula festeja vitória do Corinthians

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva parabenizou o Corinthians através de nota divulgada no site de seu instituto,  festejando a viória do pentacampeonato brasileiro e dedicou o título ao ex-jogador Sócrates, falecido na madrugada de ontem (04).

 


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Poder

Marcos Valério é preso por suspeita de grilagem de terras

Marcos Valério sendo levado pelos PMs

Marcos Valério sendo levado pelos PMs

Foi preso na madrugada desta sexta-feira, 02, em Belo Horizonte o famoso empresário envolvido no caso mensalão, Marcos Valério Fernandes de Souza, citado como um dos articuladores do esquema.

A Polícia Civil da Bahia realizou uma operação batizada de “Operação Terra da Nunca”, onde o empresário aparece num esquema de grilagem de terras no Estado.

Marcos Valério foi preso na capital de Belo Horizonte junto e outras três pessoas acusadas no esquema de grilagem de terras. Todas elas são sócios majoritários da empresa DNA Propaganda, agência de propriedade do mensaleiro envolvido no esquema que deu origem à crise política de 2005, a maior vivida pelo governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


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Poder

Lula recebe visita de Mano Menezes

Em tratamento contra câncer, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, recebeu na tarde de ontem, 18, a visita do técnico da seleção brasileirade Mano Menezes, (veja foto abaixo) em sua residência na cidade de São Bernardo do Campo, em São Paulo.

Mano Menezes dá força a Lula

Mano Menezes dá força a Lula

 


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Poder

As razões de Dilma Rousseff para segurar Carlos Lupi

Por Kennedy Alencar

A divisão política do PDT, a intenção de enfraquecer feudos partidários e não parecer refém da imprensa foram as três principais razões da sobrevida de Carlos Lupi na pasta do Trabalho. Sobrevida temporária, ressalte-se de passagem.

Ministro Lupi abraçado com Dilma Roussef na pose

Ministro Lupi abraçado com Dilma Roussef na pose

Pesou menos, mas pesou um pouco, a simpatia pessoal de Dilma por Lupi, que foi companheiro de partido da presidente quando ela pertencia ao PDT de Leonel Brizola.

No PDT, predomina a sensação de que Lupi não tem as credenciais de Brizola para se comportar como caudilho. Se com Brizola tal imagem já era ruim para o partido, é um desastre com Lupi. Nesse contexto, prosperou a contestação interna ao manda-chuva da sigla.

O deputado federal Brizola Neto (RJ) e o senadores Pedro Taques (MT) e Cristóvam Buarque (DF) são bons quadros do PDT que pregam, com razão, uma renovação partidária. Mas Lupi não quer ceder espaço.

Ele deixou a presidência pedetista quando a Comissão de Ética da Presidência, no governo Lula, recomendou que evitasse acumular esse cargo com o de ministro. Foi uma saída de fachada. Na prática, continuou a dar as cartas no PDT. Lupi deixou na presidência um aliado, André Figueiredo, amigo do ministro que, hoje, anda meio louco para dar uma de Brutus.

No tiroteio de acusações de má conduta, Lupi obteve, por ora, a façanha de segurar o movimento que contesta sua permanência no ministério e no leme partidário. A presidente não ignorou essa falta de unidade, o que ajudou o ministro do Trabalho. Sem consenso no partido, Dilma poderia abrir uma outra crise com seus aliados.

As quedas em série de ministros de pastas comandadas pelo mesmo partido havia tempo levaram Dilma a refletir sobre uma reforma ministerial que promova, além da troca de nomes, uma mudança de posições entre as siglas que sustentam seu governo.

No episódio Orlando Silva, houve uma incipiente articulação para tirar o Ministério do Esporte do PC do B e dá-lo ao PT. A contrapartida seria uma troca na Cultura para abrigar os comunistas. Mas vazou antes da hora, as reações negativas foram rápidas, e Dilma abandonou a ideia.

Para realizar uma reforma que acabe com feudos, a presidente precisaria do maior número de cadeiras disponíveis. É complicado envolver na reforma as oito mudanças que já aconteceram no primeiro escalão. Os ministros que entraram em campo ao longo do ano continuarão onde estão.

Cinco pastas receberam novos titulares devido a suspeitas de corrupção: Casa Civil, Transporte, Agricultura, Turismo e Esporte. Na Defesa, Celso Amorim assumiu o lugar de Nelson Jobim devido a desacerto político. Ideli Salvati deixou a Pesca pela Secretaria de Relações Institucionais para Dilma tentar melhorar sua articulação política. O titular anterior da secretaria, Luiz Sérgio, recebeu o ministério de Ideli como prêmio de consolação.

O Trabalho foi esvaziado nos últimos governos e tem 86% do seu orçamento anual (R$ 52 bilhões) carimbado. Leia-se: destinações fixas. Mesmo assim, é um ministério cobiçado politicamente. As DRTs (Delegacias Regionais do Trabalho) estão sob a sua alçada. E o ministro pode dar um empurrão para verbas de repasse para convênios com ONGs e centrais sindicais. Enfim, é uma pasta interessante para as negociações de qualquer reforma ministerial. O PT adoraria voltar a ocupá-la.

Administrar a imagem de que a decisão de degola depende mais dela, a presidente, do que da imprensa ajudou Lupi a obter gás. A versão de faxina implacável estimulada na queda de Alfredo Nascimento dos Transportes gerou incômodos perigosos quando a vassoura se aproximou do PMDB.

Orlando Silva acabou de cair. A saída de Lupi no calor de reportagens estimularia, na visão do Palácio do Planalto, a ideia de uma presidente refém das pressões da mídia. Dilma não gosta de receber de jornalistas conselhos de como governar.

PLANO B – Se um fato novo agravar a situação de Lupi, uma opção é deixar um interino no Trabalho até a reforma ministerial.

ISOLAMENTO CRESCENTE – As declarações de Marta depois de ter sido obrigada a desistir da pré-candidatura a prefeita de São Paulo têm sido mal recebidas por Dilma e a cúpula do PT.

FREI LULA – De bigode e de cabeça e barba raspadas, Lula ficou a cara de Frei Chico. No PT, brincam que ele usava a barba só para esconder a semelhança com o irmão mais próximo e que o influenciou a entrar na política.


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