Política

Lobão se chateia com saída de Luis Fernando durante reunião do PMDB

O que seria um importante encontro dos peemedebistas do Maranhão para discutir os pontos primordiais do PMDB, acabou criando um clima de mal-estar entre os bastidores da política após o evento ocorrido na última sexta-feira (22), no hotel Pestana, em São Luís.

Lobão em discurso no encontro do PMDB.

Lobão em discurso no encontro do PMDB.

Com o objetivo de definir estratégias eleitorais de 2014 – sucessão de Roseana Sarney – o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, se queixou do secretário de Infraestrutura, Luis Fernando Silva, ambos do PMDB, que sequer acompanhou seu forte discurso.

Mesmo tendo compromissos em Imperatriz, do qual deveria ser adiado em respeito a presença do ministro, o titular da Sinfra seguiu viagem onde era aguardado pelo prefeito Sebastião Madeira. Visando sua candidatura em 2014 ao governo, ele vistoriou obras que estão sendo executadas na cidade, serviços de pavimentação, urbanização e inaugurou a rodovia de acesso a Davinópolis.

Ministro Edison Lobão.

Ministro Edison Lobão.

Caso sua saúde permita disputar o governo contra Flávio Dino (PCdoB), o ministro sem a presença do ex-prefeito de Ribamar deu uma espécie de tapa de luva e disse: “se o candidato for Luis Fernando, ele terá o meu apoio integral, por acreditar na qualidade técnica que foi demonstrada quando foi secretário de Estado do meu governo”, falou o ministro, em tom de tranquilidade com ou sem a presença do titular da Sinfra.

Lobão logo quando embarcou no voo se demonstrou chateado pela ausência do ex-prefeito de Ribamar, que preferiu ser acolhido pela multidão em chegada à Imperatriz.

De fato, nada está definido como – por exemplo -, se Roseana vai abrir mão do Senado para o ministro do Turismo, Gastão Vieira, para brigar pela vaga com Zé Reinaldo, Roberto Rocha, entre outros que seguem a linha rachada da oposição maranhense.


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Cidade

Irregularidades prejudica alunos da fundação da família Lobão

Banheiro do Cintra em situação caótica.

Banheiro do Cintra em situação caótica.

Por conta das irregularidades no sistema de segurança, prevenção e combate a incêndios e problemas na rede elétrica, as aulas no Centro de Ensino Integrado Rio Anil (Cintra), em São Luís, continuam suspensas. O reinício das aulas, para os 5.482 estudantes, está condicionado ao cumprimento de seis pendências, por parte da direção da escola: apresentação do Plano de Ação e Emergência para a edificação, entrega da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) do sistema de manutenção da rede elétrica, ART do Sistema de Prevenção contra Descargas Atmosféricas (SPDA), laudo de continuidade elétrica, criação da brigada de incêndios e reposição dos vidros das janelas.

Aluno estuda com cadeira quebrada.

Aluno estuda com cadeira quebrada.

Em reunião realizada na manhã desta quarta-feira, 27, na sede das Promotorias de Justiça da Capital, o diretor da escola, Arnaldo Martinho da Costa, recebeu os relatórios da vistoria técnica realizada pelo Corpo de Bombeiros Militar, por meio do Grupamento de Atividades Técnicas (GAT) e da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil, além da Superintendência de Vigilância Epidemiológica e Sanitária de São Luís, e Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Maranhão (CREA-MA).

“A direção do Cintra tem a obrigação de garantir a segurança aos estudantes. Enquanto as pendências não forem cumpridas, as aulas não serão reiniciadas”, informou o promotor de justiça de Defesa da Educação, Paulo Silvestre Avelar Silva.

Teto totalmente comprometido do Cintra.

Teto totalmente comprometido do Cintra.

As primeiras inspeções no Cintra foram realizadas, em novembro de 2012, por solicitação do Ministério Público. As últimas inspeções foram realizadas na última segunda-feira, 25. De acordo com o GAT, os hidrantes não atendem às adequações técnicas para funcionamento em caso de incêndio.

“Em caso de emergência, os alunos e professores correm um risco muito alto. Por isso, o Ministério Público não vai abrir mão dos itens de segurança”, alertou Paulo Avelar. Além dos seis itens de segurança, as instituições que inspecionaram o prédio da escola vão conceder prazo para que as demais pendências sejam regularizadas.

Um exemplo é a inexistência de saída de emergência e sinalização de segurança para rota de fuga e acesso aos equipamentos de combate a incêndio. Ficou acertado, como medida paliativa, que todas as portas ficarão abertas, após o reinício das aulas, até a conclusão das saídas de emergência.


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