Poder

Inquérito aponta elo de candidato a prefeito de Itapecuru com Pacovan

Inquérito da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) aponta envolvimento do então candidato a prefeito de Itapecuru-Mirim, Jaime Ferreira Neto, o Jaimezinho, com o agiota Josival Cavalcante, o Pacovan.

O relatório faz parte da Operação Jenga, deflagrada pela Polícia Civil em maio desse ano, que investiga 18 pessoas por lavagem de dinheiro em postos de combustíveis.

Segundo o documento, obtido pelo Blog do Neto Ferreira, a dupla simulou um contrato jurídico para justificar a transação financeira que deve ter chegado no valor R$ 150 mil durante a campanha a eleitoral. As provas foram colhidas por meio de interceptação telefônica.

Trecho do inquérito detalha como ocorreu a negociação.

No dia 18 de agosto de 2016, um homem identificado como Geraldo Valdônio Lima da Silva adquiriu um imóvel às margens da BR-222, em Itapecuru-Mirim da empresa Posto Jaimezinho Ltda, que tem como nome fantasia Auto Posto Jaimezinho, cujo dono é Jaime Ferreira Neto.

Após identificar a comprar, policiais se deslocaram até o local e constataram que no terreno indicado havia a empresa Rio Posto e Derivados de Petróleo Ltda, que tem como nome fantasia Posto Brasil, cujo dono é Antônio Lages Barbosa.

No dia 19 do mesmo mês, Pacovan liga para Jaimezinho e afirma que está tudo certo e no dia 24 deposita a quantia de R$ 100 mil ao dono do posto. Em seguida, diz que irá transferir os R$ 50 mil de forma parcelada.

“Relação financeira de Jaime Ferreira Neto, vulgo Jaimezinho, candidato a prefeito de Itapecuru-Mirim no ano de 2016, não eleito, com Pacovan, verificando-se que no dia 19/08/2016 Josival, chamando ‘Jaimezinho’ de ‘Senhor Prefeito’, diz que está tudo certo e no dia 24/08/2016, Josival confirma uma transferência , tendo, inclusive, em diálogo com ‘Mamãe [segurança de Pacovan] no dia 24/08/2016, tido que fizera um depósito de cem mil, depois botaria 50 mil e iria botando de forma parcelado”

Desse modo, foi apurado que havia uma simulação de contrato para justificar a transação financeira.

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Judiciário

Agiota Pacovan pede no TJ desistência de habeas corpus

Agiota Pacovan.

Agiota Pacovan.

A 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) homologou o pedido de Josival Cavalcante da Silva, conhecido como Pacovan, para desistir do prosseguimento do Habeas Corpus (HC) nº 58924/2015 e, consequentemente, o arquivamento do remédio constitucional para todos os fins de direito.

Na mesma sessão, também seria julgado o HC nº 03991/2016, com pedido de soltura de Pacovan, que foi denunciado pelo Ministério Público pela prática dos crimes de desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

O julgamento não foi realizado pelos desembargadores em decorrência de o processo ainda estar na Procuradoria Geral do Estado. O documento foi enviado ao órgão Ministerial pela Diretoria Judiciária do TJMA, no dia 1º de março.

Pacovan está preso desde o dia 23 de fevereiro, quando a 3ª Câmara Criminal decidiu, por maioria, revogar liminar concedida em regime de plantão que concedeu liberdade ao acusado. O relator do processo, desembargador José Bernardo Rodrigues, seguiu a manifestação do MP, que defendeu a revogação do habeas corpus por considerar que a liminar concedida não se enquadrava entre os casos previstos para apreciação em plantão judicial.


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Judiciário

Justiça solta agiota Pacovan

Via Blog do Luís Pablo

Agiota Pacovan

Agiota Pacovan

O famoso agiota Josival Cavalcante da Silva, o “Pacovan”, foi solto ontem, dia 13, pela Justiça. A decisão de mandar soltar o agiota foi do desembargador Jorge Rachid Mubarak Maluf.

A defesa de Pacovan impetrou habeas corpus no plantão judiciário, no último sábado (12). Um dia após a movimentação, o magistrado decidiu botar em liberdade o agiota.

Em sua decisão, Jorge Rachid diz que o “acusado faz jus ao benefício de responder em liberdade, posto que não se evidencia a presença dos requisitos que ensejaram a manutenção da prisão preventiva, razão pela qual concedo liminarmente a ordem para revogá-la, determinando a imediata expedição de Alvará de Soltura”.

Pacovan foi preso no dia 18 de novembro, após denúncia do Ministério Público do Maranhão, que culminou com a deflagração da Operação El Berite II. Ele e um grupo de políticos e empresários são responsáveis, segundo a Polícia Civil, de desviar recursos da ordem de R$ 4,5 milhões de prefeituras maranhenses.

Veja abaixo a decisão na íntegra:


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