Maranhão

Estado de saúde de José Sarney é estável

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O estado de saúde do ex-presidente da República José Sarney permanece estável, segundo o boletim divulgado na tarde desta terça-feira (12), pelo hospital UDI.

Ele foi encaminhado a unidade saúde, no final desta manhã, depois de sofrer um acidente doméstico no banheiro da sua residência, situada na Ilha de Curupu, no município de Raposa, Região Metropolitana da capital.

Segundo o boletim médico, “a avaliação clínica e os exames radiológicos iniciais evidenciaram a presença de fratura do terço proximal do úmero direito”.

O ex-presidente José Sarney está “lúcido e estável do ponto de vista clínico e ainda sem previsão de alta”, diz o boletim assinado pelos médicos Carlos Gama e Alexandre Guilherme de Carvalho.

Confira na íntegra do boletim:

“O ex-Presidente da República, o Excelentíssimo Senhor José Sarney, encontra-se internado no UDI Hospital após queda em sua residência na manhã de hoje. A avaliação clínica e os exames radiológicos iniciais evidenciaram a presença de fratura do terço proximal do úmero direito. No momento, encontra-se lúcido e estável do ponto de vista clínico e ainda sem previsão de alta”.


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Poder

Sarney cai no banheiro e é levado de helicóptero para hospital em São Luís

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O ex-senador José Sarney (PMDB), estava na Ilha de Curupu quando sofreu o acidente, na manhã desta terça-feira (12). Segundo informações, Sarney teria lesionado o cotovelo ao cair no banheiro.

Após, o ocorrido, o empresário e herdeiro da Franere Construções, Marcos Regadas, foi chamado às pressas pela família do ex-senador para socorrê-lo de helicóptero. Regadas estava em uma reunião quando foi solicitado e prontamente atendeu o pedido.

O empresário ajudou a transferir Sarney para a ambulância, que foi levado para UDI de São Luís.

O ex-senador será submetido a uma série de exames para que seja dado um diagnóstico preciso. A Direção do hospital deverá divulgar um boletim médico ainda hoje.

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Poder

Sarney permanece como aliado de primeira hora de Dilma

Que ele é expert na política isso ninguém pode negar, mas pela segunda vez o ex-senador José Sarney (PMDB), deu demonstrações ao Partido dos Trabalhadores (PT), que é ‘aliado de primeira hora’, a exemplo do governador Flávio Dino, um dos responsáveis na articulação do PCdoB para barrar o processo de impeachment de Dilma Rousseff no Supremo Tribunal Federal.

A primeira demonstração foi com o ex-presidente Lula, quando esteve no olho do furacão e sempre teve o apoio declarado de Sarney. Na época Lula precisou de Sarney para contornar uma possível tentativa de impeachment gerado pelo mensalão, maior escândalo de corrupção do Brasil.

Desta vez, Sarney aparece colado com a presidente Dilma Rousseff (PT), na manhã desta sexta-feira (18), durante assinatura do decreto de criação da Zona Franca Verde, que retira o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

No PMDB Nacional, figuras impontares começam a se voltar contra o vice-presidente da República, Michel Temer, para evitar uma possível crise com o PT. Sarney juntamente com o presidente do Senado, Renan Calheiros, levantam a bandeira de que o PMDB tem que agir de forma democrática, inclusive, com escolha do líder do partido na Câmara Federal.


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Poder

Escutas da PF revelam diálogo entre Sarney, Roseana, Fernando e Ricardo Murad

José Sarney e Ricardo Murad.

José Sarney e Ricardo Murad.

Em escutas telefônicas interceptadas pela Polícia Federal (PF) com autorização da Justiça, durante a investigação que desencadeou a Operação Sermão aos Peixes, há trechos que revelam um dialogo entre membros da família Sarney e o ex-secretário de Estado da Saúde, Ricardo Jorge Murad.

No dialogo, Roseana, Fernando e José Sarney demonstram claramente preocupação com a prisão ocorrida em setembro do ano passado do ex-secretário da Casa Civil do Maranhão, João Guilherme Abreu. O auxiliar do governo Roseana Sarney foi preso pela Polícia Civil.

A família Sarney se mostrou preocupada com a prisão e traçaram estrategias para obter a soltura de João Abreu, inclusive comentam em impetrar habeas corpus no plantão do Tribunal de Justiça“, diz o relatório da PF.

Ainda conforme o inquérito ao qual o Blog do Neto Ferreira teve acesso, Ricardo Murad usa influencia em várias instancias administrativas dos poderes executivo, legislativo e, principalmente, no judiciário.

O inquérito aponta que ele descumpre ‘decisões judicias, omite e oculta informações relacionadas as irregularidades cometidas durante as suas gestões administrativas e, possivelmente, persegue as pessoas que tem como inimigo’.


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Política

Para abafar a crise do PMDB, Sarney entra em cena

José Sarney (Foto: Agência Brasil)

José Sarney (Foto: Agência Brasil)

Do blog do Marcelo Vieira

A disputa pela presidência estadual do PMDB entre os grupos do senador João Alberto e do ex-deputado Ricardo Murad, poderá abrir uma crise interna sem precendentes, o que pode culminar no enfraquecimento do partido no Maranhão.

Pressionado por Ricardo Murad, José Sarney ofereceu um jantar em sua residência para discutir a situação do PMDB. Durante o encontro, ficou decidido que a deputada Andrea Murad, filha de Ricardo Murad, será candidata à presidência da executiva estadual do partido, contra o atual presidente, o senador João Alberto.

Adversários declarados de Ricardo, João Alberto e o deputado estadual Roberto Costa não puderam participar do jantar.

Outro encontro, desta vez entre Sarney, João Alberto e Roberto Costa deve acontecer nos próximos dias.

O grupo que detiver o controle da legenda irá comandar o processo eleitoral para 2016. No bojo da disputa, a candidatura de Ricardo Murad a prefeito de São Luís. O grupo do senador é contra.

Nos bastidores já corre a notícia que o ex-presidente Sarney irá selar a paz no PMDB permitindo que Andrea saia candidato, mas, trabalhando nos bastidores para manter João Alberto com o comando do partido.

Problema resolvido…

Novos aliados

O vereador Fábio Câmara (PMDB), foi chamado agora há pouco para uma conversa com ex-presidente José Sarney (PMDB/AP), em sua residência, no Calhau, para tratar sobre a eleição da executiva estadual da legenda. Ontem, Sarney decidiu, durante um jantar oferecido ao grupo do ex-secretário Ricardo Murad, também em sua residência, no Calhau, que a deputada Andrea Murad seria candidata à presidência do partido no Maranhão.

Aos mais próximos, Câmara afirmou categoricamente, que se o assunto fosse o seu apoio à candidatura de Andrea, a resposta seria não. E mais, afirmou ainda que se for preciso prefere deixar o PMDB a ter que votar na filha de Ricardo.

Câmara e Murad romperam durante a campanha de 2014, quando o vereador foi preterido pelo então secretário de saúde e homem forte do governo Roseana. Á época, Murad não queria nem ouvir falar o nome do ex-aliado e como retaliação mandou demitir todos os aliados de Câmara que tinham cargos no governo.

Agora, desesperado, Ricardo tenta de todas as formas se reaproximar do vereador para ajuda-lo em mais um projeto pessoal. Pelo jeito, o jogo virou!!


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Poder

Lula se reúne com Temer e Sarney para discutir crise e Agenda Brasil

Políticos reunidos durante esta manhã

Políticos reunidos durante esta manhã

Da Folha de São Paulo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reuniu-se na manhã desta quarta-feira (12), com o vice presidente Michel temer para discutir a agenda apresentada pelo PMDB do Senado para enfrentar a crise econômica.

O encontro, no Palácio do Jaburu (residência oficial do vice), também teve as participações do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB – AL), dos ministros Eduardo Braga (Minas e Energia), e Henrique Eduardo Alves (Turismo), e de parte da bancada de senadores do PMDB.

O ex-presidente José Sarney também esteve presente no café da manhã.

Cercada pela crise econômica, a presidente do Brasil Dilma Rousseff decidiu encapar o pacote de reformas, mas aliados do governo federal criticaram vários itens e previram dificuldades para sua aprovação no Congresso Nacional.

No encontro, o petista possivelmente discutiu também a atual crise política e repetiu o apelo feito pela presidente, em jantar no Palácio da Alvorada, de que o Senado atue como um “poder moderador” e evite que as “pauta-bomba” da Câmara dos Deputados sejam aprovadas pela Casa Legislativa.

Nesta terça-feira (11), antes da abertura da 5ª Marcha das Margaridas, o petista se reuniu com senadores petistas e defendeu que a presidente inclua em sua agenda mais reuniões com parlamentares da base aliada.

“É ridículo pensar que eu vou me afastar da presidente neste momento”, disse o petista.

Em discurso na Marcha das Margaridas, o ex-presidente reconheceu que sua sucessora pode ter errado à frente do governo federal.

Ele admitiu que o país enfrenta atualmente dificuldades, mas pediu que não julguem a petista pelos últimos seis meses, mas pelos quatro anos de mandato.


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Artigo

Golpistas?

Por Abdon Marinho

Acho que fica em 1987. O então presidente da República, José Sarney, visitava o Rio de Janeiro, compromissos oficiais, obras, etc. Em um dos trajetos uma manifestação organizada pelo Partido dos Trabalhadores – PT, Partido Democrático Trabalhista – PDT, Central Única dos Trabalhadores – CUT e outros movimentos sociais, atacaram com paus e pedras o ônibus que conduzia o presidente e sua comitiva. Os manifestantes protestavam contra as políticas do governo e bradavam o FORA SARNEY!

Pois é, há apenas dois anos do fim do círculo militar que durara vinte e um anos, militantes partidários protestavam contra o governo – até fazendo uso da violência –, e ninguém ousava dizer que pregavam o golpe ou, por vias transversas, o estimulava ao pedirem a renúncia, a cassação ou o impedimento do presidente.

Está bem, dirão que Sarney não fora eleito pelo povo e sim como vice-presidente de Tancredo Neves no Colégio Eleitoral. Acontece que este tipo de eleição era a prevista na Constituição de então. Ainda assim era um presidente da República. Seu afastamento – por qualquer – razão representaria um risco a consolidação das instituições. Sem perder de vista que o Regime Militar poderia voltar numa situação de risco ou de vazio de poder.

As lideranças políticas do PT, PDT e CUT não entendiam assim. Estava em curso uma manifestação legítima, ainda que violenta, contra o usurpador Sarney, que se danasse as instituições ou a possibilidade de retorno dos militares ao poder.
Em 1992, os mesmos partidos, juntamente com dezenas de outras organizações estavam na linha de frente das manifestações que pediam o FORA COLLOR!

As manifestações serviram de combustível ao processo de impeachment que o primeiro presidente da República eleito diretamente pelo povo, sofreu. A Câmara dos Deputados recebeu a denúncia formulada pela Associação Brasileira de Imprensa – ABI e pela Ordem dos Advogados do Brasil – OAB, afastou o presidente que dois meses depois era julgado pelo Senado da República e cassado o mandato. Abrindo lugar para o vice-presidente Itamar Franco que concluiu o mandato para os quais foram eleitos em 1989.

Estes partidos, entidades, associações e a sociedade em geral, praticaram golpe contra Collor? Colocaram em risco a democracia? As instituições?

No governo de Fernando Henrique Cardoso, que sucedeu a Itamar Franco, eram comuns manifestações dos partidos de oposição, principalmente do Partido dos trabalhadores – PT, pedindo a saída presidente, sua cassação, seu impedimento, confeccionaram até adesivos para carros e produziram diversos materiais com a marca FORA FHC!

Estas manifestações eram golpistas, antidemocrática, contra a ordem institucional? Eram um apelo para que o país caísse no abismo? Voltasse ao comando dos militares?

Claro que não. Na opinião de todos estes partidos políticos e organizações, eram todas manifestações democráticas que fortaleciam a democracia.

Agora, alguém diz que atual presidente é feia e seus partidos aliados (os mesmos que estavam gritando fora para todos os presidentes antes dela), passam a dizer que se trata de um golpe, que a sociedade não pode falar em impeachment da presidente, que são direitistas, que querem a volta da ditadura, dos tempos sombrios, do fim das liberdades individuais e fundamentais dos cidadãos brasileiros.

Tem algo fora do lugar. Só agora protestar é antidemocrático? Golpista?

A presidente superou, em impopularidade, dois ex-campeões da categoria: Sarney e Collor. Apenas 8 porcento (oito por cento), dizem que seu governo é bom ou ótimo, 20 porcento (vinte por cento) que é regular e o restante que é ruim ou péssimo.

Esta imensa maioria, segundo os nossos sábios, não podem protestar ou pedir, dentro da lei e de forma pacífica, que a presidente seja afastada, sofra processo de cassação, simplesmente, gritar, como outrora podia: FORA DILMA!

Se fizerem isso são golpistas, militaristas, defensores da ditadura. Ainda mais, quando a população, com razão, se sente enganada pela presidente e por seu partido, que fizeram o oposto do que prometeram à população no processo eleitoral.

Ora, então a opinião da larga maioria de nada vale numa democracia? Vivemos uma ditadura da minoria.

Vejam bem, não estou aqui defendendo o processo de impeachment em si. Antes disso, defendo o direito da sociedade – que todas as pesquisas informam ser a grande maioria –, de protestarem, de pedirem o afastamento da presidente ou de quem quiser, sem ser tachada de reacionária.

O direito de protestar é uma das nossas conquistas.

O impedimento, caso venha, também não é motivo de alarme ou de sepultamento da democracia e das instituições.
Não é.

Pelo contrário é a prova cabal que as instituições estão em regular funcionamento.

O que temos que garantir é que tudo que venha ocorrer, aconteça dentro das balizas da Constituição e da lei.

O ordenamento jurídico pátrio, todos sabem, possuem regras disciplinando como deve e quando dever ocorrer o impedimento do governante. Basta seguir, como já fizemos na noutra oportunidade, sem que o mundo viesse abaixo.

A Constituição no artigo 79 trás a possibilidade de substituição por impedimento e sucessão: “Art. 79. Substituirá o Presidente, no caso de impedimento, e suceder- lhe-á, no de vaga, o Vice-Presidente.”

Não existe palavras inúteis na lei. Se consta a possibilidade de impedimento e sucessão no curso do mandato, não passa de tolice a argumentação que o eleito tem que completar o mandato para o qual foi eleito. O vice-presidente não é eleito só para a eventualidade de ocorrer uma morte no curso mandato.

Defender que um governo, que possa haver cometido os delitos, de que trata a Constituição, ao argumento de que isso levará o país ao caos, ao golpe, a instabilidade, não passa de uma tolice e de um desserviço à nação.

Abdon Marinho é advogado.


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Política

Roseana, Jackson e Zé Reinaldo…

Roseana Sarney, Jackson Lago

Tirada nas dependências da Câmara dos Vereadores de São Luís, a imagem do arquivo do jornalista Luis Cardoso, mostra Roseana Sarney – na época governadora, Jackson Lago e Zé Reinaldo (carregador de mala de José Sarney), em um clima agradável e cordial. Até então amigos.

Com o passar dos anos houve uma reviravolta na política: Jackson Lago virou desafeto do grupo Sarney, mas Zé Reinaldo permaneceria ainda em defesa. Não passou muito tempo e Reinaldo pulou do barco.

A decisão que levou ele a deixar o grupo se deu pelo incentivo da ex-mulher Alexandre Tavares, ou melhor, Alexandra Trovão, que não tolerou observar o tratado que o ex-marido recebia de Roseana Sarney quando era governador. Até aí está coberta de razão.

O rompimento do grupo gerou fragmentos que um dia iriam atingir em especial o patriarca da família Sarney. Isso por que Zé Reinaldo era como um filho para o ex-senador. Foi com Sarney que ele aprendeu a fazer política e eleger governadores.

Quando governador, Zé Reinaldo fez Jackson Lago derrotar a mais antiga oligarquia do Brasil e levou o juiz Flávio Dino para vida pública com a mesma visão futurista de Sarney. 8 anos após, o comunista virou governador do Maranhão derrotando Edinho Lobão, filho do senador Edson Lobão, ambos do PMDB.

Em meio a mais recente derrota, surge um plano da ex-governadora Roseana Sarney. Ela acredita que a possível rejeição do governo comunista possibilitará o retorno do seu grupo político ao Poder Executivo.

Mas, a derrota imposta por Flávio Dino, trouxe um declínio imensurável para o grupo Sarney.

E essa realidade inviabilizará o projeto torpe de Roseana e família.


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Poder

Roseana Sarney é novamente arrolada a propinagem em acareação de delatores

Ex-governadora Roseana Sarney.

Ex-governadora Roseana Sarney.

A ex-governadora Roseana Sarney pode realmente ser presa pela Polícia Federal, em desdobramento da Operação Lava-Jato. Ela teve o nome citado pela quinta vez durante informações colhidas sobre políticos envolvidos no esquema que desviou milhões da Petrobras.

Na tarde de ontem segunda-feira (22), o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef passaram por acareação na Polícia Federal de Curitiba. Um ponto abordado nos questionamentos foi o nome da filha do ex-senador José Sarney.

Para os membros da Polícia Federal e Ministério Público Federal Paulo, Roberto Roberto Costa voltou a reafirmar que mandou entregar R$ 2 milhões em propina para a campanha de Roseana. E essa reafirmação complicada cada vez mais a peemedebista.

O verba destinada para Roseana Sarney, segundo depoimentos dos acusados, é oriunda do esquema corrupto que teve o objetivo de desvio e lavar dinheiro na Petrobras.


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Política

No ostracismo, Sarney bate às portas com lista de apadrinhados

Coluna Esplanada

Ex-senador José Sarney.

Ex-senador José Sarney.

Aposentado da política, mas não do Poder, o ex-senador José Sarney passa por situação vexaminosa para a estirpe dos ex-presidentes da República.

De posse de uma lista de nomes, telefona para ministros da Esplanada e para o Palácio do Planalto, solicita audiências e – nas que consegue – pede cargos para afilhados, na condição de cacique do PMDB. São aliados desempregados no Amapá e Maranhão, Estados que já foram seus redutos eleitorais.

De pequenas vagas, com salários de menos de R$ 1 mil, a uma superintendência de um banco estatal no Nordeste, o veterano distribui a lista sem titubear, mas constrange os petistas.

O caso foi tema de rodinha de ministros no Congresso Nacional do PT. Ninguém sabe o que fazer com Sarney. Primeiro, porque ele não tem mais ‘o que entregar’, sem mandato e sem o controle do governo do Maranhão. Segundo, porque todos sabem – e lembram veladamente – que ele votou em Aécio Neves para presidente da República ( TV o flagrou na urna), e não na aliada e vitoriosa presidente Dilma Rousseff.

O ex-senador continua a morar numa ampla casa no Lago Sul em Brasília, que o acolheu por anos; montou escritório na capital e transita por ministérios com as demandas.


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