Crime

Além de Décio Sá, 11 jornalistas foram mortos desde 2011 no Brasil

Jornalista Décio Sá executado a tiros na avenida Litorânea em São Luís.

Jornalista Décio Sá executado a tiros na avenida Litorânea em São Luís.

O número relevante de mortes tem preocupado as entidades representativas dos comunicadores. A divulgação do relatório da Proteção dos Jornalistas (CPJ), mostra que 12 jornalistas foram mortos em menos de quatro anos no Brasil.

O representante e jornalista Carlos Laurías se reuniu no Palácio do Planalto com a presidente Dilma Rousseff e detalhou sobre os casos ocorridos contra a categoria.

Apresentado no Fórum Liberdade de Imprensa e Democracia, o relatório ainda indica que há mais outros 5 mortes de jornalistas que ainda não foram confirmadas se teria partido por motivos de denúncias veiculadas.

De acordo com o relatório, os jornalistas assassinados foram Décio Sá de O Estado do Maranhão e proprietário de um blog, Gelson Domingos da TV Bandeirantes do Rio de Janeiro, Mario Randolfo Lopes da Vassouras na Net do Rio de Janeiro, Valério Luiz de Goiás, Eduardo Carvalho do Mato Grosso do Sul, Mafaldo Bezerra do Ceará, Rodrigo Neto de Minas Gerais, Santiago Andrade do Rio de Janeiro, Walgney Assis Carvalho Minas Gerais, Gelson Domingos da TV Bandeirantes Rio de Janeiro, Pedro Palma Rio de Janeiro, Luciano Leitão Pedrosa da TV Vitória e Edinaldo Filgueira do Rio Grande do Norte.


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Crime

Assassino de Décio Sá muda depoimento e tira Gláucio e Miranda da linha de fogo

Do Blog do Luis Cardoso

O assassino do jornalista.

O assassino do jornalista.

Já era esperado. Estava tudo arrumadinho. O próprio advogado do pistoleiro de aluguel Jonhatan Sousa, Pedro Jarbas, antecipou há duas semanas que o depoimento do seu cliente pode mudar todos os rumos do caso Décio Sá.

Assassino confesso da morte do jornalista em 23 de abril do ano passado, o pistoleiro negou quase tudo que contém nos depoimentos prestados para os delegados que investigaram o caso.

Como se lhe faltasse a memória, disse que não conhece os mandantes do crime e deu um novo nome para o contratante. um tal de Neguinho Barrão.

Jonhatan Souza, como se tivesse encenado a peça apresentada hoje, falou que não conhece Gláucio e muito menos o pai Miranda e que seus depoimentos iniciais foram dados sob pressão.

Falou que aceitou dizer o que os delegados queriam com receio de morrer. Informou que tinha medo de ir para Pedrinhas e lá ser assassinado. “Por isso, decidi colaborar e aceitar o que eles queriam”, disse.

O pistoleiro disse que conheceu o Neguinho Barrão em Santa Inês e que a partir daquele momento aceitou fazer os trabalhos para o empresário Júnior Bolinha, incluindo as mortes de Fábio Brasil, em Teresina, e Décio Sá, em São Luís.

Contou que não recebeu o dinheiro todo desde o primeiro “serviço” e não soube explicar como fez o segundo se sequer recebeu o primeiro.

O assassino, que estava trajando roupas de marcas e tênis de grife, chegou a afirmar que boa parte dos depoimentos prestados pelos delegados estava pronto e que citou o nome do deputado Raimundo Cutrim a pedido deles.

Ele isentou do crime os agiotas Gláucio e Miranda e apenas envolveu o nome de Júnior Bolinha. Essa estratégia vinha sendo montada desde as visitas constantes dos advogados dos agiotas ao próprio Jonhatan em presidio fora do Maranhão, o que sugere que houve um acerto entre os advogados das partes.


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