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“Importação” de médicos gera protesto no Maranhão

O manifesto causou um grande congestionamento na orla marítima em São Luís e chamou a atenção dos frequentadores.

Entidades médicas, profissionais, estudantes e classe política realizaram ato manifesto “Revalida, Sim!”, contra a importação de médicos de Cuba sem avaliação criteriosa

Aos gritos de “Médicos na rua, Dilma, a culpa é sua!”, cerca de 200 médicos, estudantes de medicina e apoiadores ao movimento que é contra a importação de médicos cubanos para o Brasil, participaram do manifesto “Revalida, Sim!”, o deputado estadual André Fufuca (PSD), movimento nacional organizado pelo Conselho Regional de Medicina e Sindicato dos Médicos do Maranhão, que tem como objetivo chamar a atenção para o problema que pode gerar a proposta do governo federal.

O manifesto aconteceu na manhã de domingo (30), na Avenida Litorânea, o que acabou causando um grande congestionamento na orla marítima e chamou a atenção dos frequentadores.

A reivindicação das entidades médicas é para a manutenção da obrigatoriedade do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições Estrangeiras (Revalida), já que o governo pretende validar automaticamente os médicos estrangeiros para atender no País, durante o prazo máximo de três anos. A justificativa federal seria a de suprir a falta de médicos na rede básica de atendimento.

Atualmente estão em plena atividade no Brasil 4.534 médicos estrangeiros, que passaram pela revalidação nos últimos 12 anos.

Medicos

No Maranhão, de acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM), mais de 50% dos médicos estão concentrados na Capital, os demais estão distribuídos pelo interior do estado. O desinteresse dos médicos pelo interior do estado se dá, segundo o CRM-MA, pela falta de materiais básicos para procedimentos médicos.

Durante o protesto, os manifestantes seguravam diversas faixas em que se lia: “Não faltam médicos, faltam condições de trabalho e carreira digna”; “Para atender brasileiros, só revalidando diploma” e “Presidente Dilma, o Brasil não precisa de mais médicos, precisa de um Ministério da Saúde competente”, entre outras. A caminhada dos médicos e estudantes de medicina tem como ponto de partida e chegada a Praça do Pescador, percorrendo boa parte da Avenida Litorânea na região da Praia de São Marcos.

O manifesto ainda contou com apoio de entidades de representação estudantil de medicina, como o Centro Acadêmico de medicina Antônio Rafael da Universidade Federal do Maranhão. Jéssica Mendes, acadêmica do 11º período e ex-presidente do Camar, contou: “Somos contra a importação de médicos de qualquer nacionalidade sem a prova de revalidação de diploma, pois um médico presumivelmente sem qualificação não é a panaceia para os problemas de Saúde Pública do Brasil”, analisou.


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