Poder

Polícia Federal e Ibama destroem madeireiras ilegais em Zé Doca

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e a Polícia Federal realizaram uma operação, nessa terça-feira (7), no Povoado Nova Conquista, em Zé Doca, distante 169 km de São Luís. Na oportunidade, os agentes destruíram três madeireiras.

De acordo com as informações oficiais, as madeireiras em questão atuavam de forma irregular, extraindo toras de madeiras, retiradas de árvores roubadas das reservas indígenas Alto do Turiaçu e Awa. Não houve informação divulgada sobre condução de suspeitos.

Este tipo de operação no Maranhão, realizada em conjunto pelo Ibama e PF, é comum. Este ano, por exemplo, os órgãos federais deflagraram a “Operação Maravalha”, que combateu o mesmo tipo de crime só que nas reservas indígenas Caru e Araribóia, além da reserva biológica do Gurupi, na região sudoeste do Maranhão. Durante a operação, quatro prisões foram realizadas, sendo três em Buriticupu e uma em Amarante.

Já em 2016, teve a “Operação Hymenaea”, que cumpriu 77 medidas judiciais no Maranhão e Rio Grande do Norte. Em setembro de 2015, a PF e o Ibama chegaram a destruir tratores e caminhões utilizados na extração ilegal de madeira na Reserva do Gurupi para inibir o crime ambiental.


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Crime

PF e Ibama prendem 9 pessoas durante torneio de pássaros em São Luís

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A Polícia Federal (PF), com o apoio do Ibama e do Instituto Chico Mendes (ICMBio), deflagrou, na manhã (13), a operação Curió Legal com o objetivo de debelar a prática de delitos ambientais contra a fauna que praticados nos torneios de pássaros canoros na Região de São Luís, além de outros delitos relacionados como posse e porte ilegal de arma de fogo.

A partir das investigações, foi possível constatar que as suspeitas recaiam sobre os criadores amadoristas competidores. A recorrência de anilhas falsas ou fraudadas nesses concursos é muito forte, e muitas vezes os pássaros nem se quer possuem a referida marcação. A corroborar as suspeitas, o Ibama informou que há mais de um ano não entrega anilhas novas a criadores amadoristas no estado do Maranhão.

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Assim, muitos dos pássaros que participaram desse torneio teriam sido capturados na natureza de forma clandestina e foram postas anilhas falsas, caracterizando os delitos do Artigo 296, do Código de Processo Penal bem como do Artigo 29 da Lei, 9.605/98, Lei de Crimes Ambientais, entre outros.

Os espécimes vencedores são muito valiosos, chegando a custar dezenas de milhares de reais cada um. Evidentemente que os melhores cantores são encontrados na natureza e não nos cativeiros, onde, em tese estariam legais.

Cerca de 55 policiais federais, 10 servidores do Ibama, 2 do ICMBio participaram da operação. A ação policial ocorreu em um clube local utilizado para esse tipo de competição e frequentado pelos criadores de canários e outras aves na capital maranhense.

Durante o desencadeamento da operação foram efetuadas nove prisões em flagrante, tendo sido os procedimentos de polícia judiciária lavrados na Superintendência Regional de Polícia Federal no Maranhão. Foram apreendidas 62 aves, 1750 projéteis de pistola 9mm, 3 armas de fogo, 101 projéteis de fuzil 556, além de 2 caixas acústicas, meio extremamente cruel utilizado para treinamento dos pássaros cantores.


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Poder

Vigilantes do IBAMA entram em greve nesta sexta-feira, em Santa Inês

A situação está insustentável para os vigilantes que prestam serviços ao IBAMA em Santa Inês. Com salários e tickets atrasados há pelo menos dois meses, a categoria resolveu cruzar os braços nesta quinta-feira (3), por tempo indeterminado.

Há uma semana, o sindicato dos vigilantes (SINDVIG-MA) encaminhou um ofício ao órgão federal, comunicando a paralisação das atividades dos trabalhadores e justificando as pendências salariais como motivo da greve. O IBAMA recebeu o ofício, mas não deu um posicionamento sequer à categoria.

Conforme o documento abaixo, os atrasos salariais são recorrentes na unidade, o que compromete a sobrevivência das famílias dos trabalhadores, que dependem, exclusivamente, dessa renda. Os vigilantes estão revoltados com a situação e só devem retornar às atividades quando as pendências forem regularizadas.

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Crime

Veja os alvos da operação Hymenaea da Polícia Federal

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A Polícia desarticulou, na manhã desta quinta-feira (14), durante a operação Hymenaea, uma organização criminosa que movimentou mais de R$ 60 milhões com extração ilegal de madeira provenientes da Terra Indígena Caru e da Reserva Biológica do Gurupi.

O juiz federal, Ricardo Maceira, decretou as prisões temporária e preventiva de 21 pessoas.

Mais de 300 policiais federais, apoiados por servidores do IBAMA e por policiais do BOPE de Brasília e do Rio de Janeiro, cumpriram as ordens judiciais. Que ao todo foram 77 medidas judiciais, sendo 11 mandados de prisão preventiva, 10 mandados de prisão temporária, 56 mandados de busca e apreensão, bem como à suspensão da certificação de 44 empresas madeireiras.

As ações ocorreram nas cidades de São Luís, Imperatriz, Buriticupu, Açailância, Zé Doca, Alto Alegre do Pindaré, Bom Jardim, Governador Nunes Freire, todas no estado do Maranhão. No Rio Grande do Norte: Tibau, Mossoró, Parnamirin e Natal, e em Capuí no estado do Ceará.

Veja abaixo os nomes dos alvos presos pela Polícia Federal:

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Crime

Polícia Federal investiga emboscada a fiscais do Ibama em reserva

A Polícia Federal está investigando uma emboscada sofrida por fiscais do Ibama na reserva indígena Arariboia, no sudoeste do Maranhão. Eles estavam trabalhando no combate ao incêndio que atinge o local. Para o Ibama, a emboscada foi uma ação de madeireiros que exploram a mata da reserva de forma ilegal.

O chefe de fiscalização do Ibama, Roberto Cabral, que trabalha no combate ao fogo na reserva Arariboia, classificou o atentado como tentativa de homicídio. Ele foi baleado no braço, mas passa bem. Outras pessoas da equipe também foram abordadas, mas não se feriram.

“Há uma relação entre as duas atividades, o incêndio e a atividade madeireira. Nós temos a equipe do Ibama no pré-fogo trabalhando na frente e temos a equipe de fiscalização trabalhando na frente relacionada ao roubo de madeira. E essa tentativa de homicídio que aconteceu agora vem a reforçar nossa ação”, disse.
O Ibama vai utilizar dois aviões para combater o fogo. Eles serão responsáveis por despejar água onde os focos mais apresentam mais resistência. Além disso, 36 brigadistas vão se juntar as 200 pessoas que já trabalham na mega operação.

De acordo com o Ibama, 37% dos 140 mil hectares de reserva já foram destruídos. Áreas extensas de floresta e mudança dos ventos ajudam no avanço do fogo, que queima três mil hectares de mata por dia. O trabalho dos brigadistas que combatem o fogo por terra é difícil, porque a floresta é muito densa.

O fogo já destruiu uma parte da plantação de mandioca dos índios, mas ainda é mantido um pouco distante das aldeias. Para a Funai, o fogo é uma ameaça, principalmente, para os índios Awa-Guajá, que vivem isolados na reserva.

“Foram destruídas algumas áreas de plantio e isso pode gerar um impacto na segurança alimentar desses povos. Por isso a importância de se fazer esse combate”, disse o coordenador-geral de monitoralmento territorial da Funai, Renildo Carneiro Santos. (Do G1MA).


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Maranhão

Duplicação da estrada de Carajás é suspensa

Foto_ilustração

Foto_ilustração

Em decorrência da preservação do estilo de vida dos índios Awá-Guajá, um dos poucos no país que são considerados isolados, o Ministério Público Federal do Maranhão (MPF/MA), propôs ação civil pública, contra o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Fundação Nacional do Índio (Funai) e a empresa Vale S.A., por atos produzidos no decorrer do licenciamento da duplicação da Estrada de Ferro Carajás.

Segundo MPF/MA, a implantação da duplicação da Estrada de Ferro Carajás poderá gerar danos irreversíveis ao meio ambiente e à cultura dos Awá-Guajá. As terras, embora regularizadas, estão sendo invadidas e ameaçadas por não índios e por projetos econômico-mineradores, que vem gerando impacto ao povo indígena, da terra indígena Caru.

O Ibama emitiu licença de instalação em favor da obra, mesmo observando os impactos aos índios e sem a fase de consulta livre e informada ao povo impactado. A Funai também foi omissa, pois não realizou adequadamente a consulta prévia aos índios e posicionou-se favoravelmente ao empreendimento. Constatou-se, ainda, a atuação inadequada da Vale ao oferecer, por meio de funcionários, bens e produtos aos indígenas, buscando colaboração para a realização do empreendimento.

A Justiça Federal determinou a suspensão da licença de instalação da ferrovia por parte do Ibama em relação ao trecho que causou impacto aos indígenas, também que seja aberta a fase de consulta prévia. Além disso, a empresa Vale S.A. não poderá mais fazer promessas ou enviar bens aos índios antes e durante a realização do período de consulta.


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Maranhão

Manifestação na BR 222 termina com tragédia

Caminhoneiro que sofreu queimaduras de 3º grau

Caminhoneiro que sofreu queimaduras de 3º grau

Não bastasse os transtornos causados na BR 222, em Buriticupu, que levou pouco mais de 24h, os manifestantes incendiaram o próprio corpo durante a queimada de madeiras no meio da rodovia. Uma pessoa caiu na fogueira e sofreu queimaduras de terceiro grau. Outro, apenas queimaduras consideradas leves.

Os madeireiros protestavam contra uma ação do Ibama, que levou a Polícia Federal a queimar 6 caminhões e um trator.


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Maranhão

Continua interditada a BR 222, em Buriticupu, por madeireiros

Em protesto desde ontem, para chamar a atenção das autoridades para uma ação do Ibama, que queimou 6 caminhões e um trator, sob suspeita de serem utilizados para crimes ambientais.

Os madeireiros bloquearam os dois sentidos da via com os caminhões e ateou fogo em toras de madeira.

Parte da estrada foi liberada esta manhã, apenas para carros pequenos e motocicletas. Empresas de ônibus transferiram os passageiros para outros veículos, que puderam seguir viagem após uma longa caminhada.

O Ibama emitiu nota dizendo que atuação foi resultado de uma operação da Polícia Federal, para combater o desmatamento e o plantio ilícito de plantas, realizada em terras indígenas na região de Buriticupu.

 

Madeireiros bloquearam os dois sentidos da via na BR 222

Madeireiros bloquearam os dois sentidos da via na BR 222


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Maranhão

Madeireiros interditam BR 222 em Buriticupu

Madeireiros em protesto na BR 222, em Buriticupu

Madeireiros em protesto na BR 222, em Buriticupu

Em protesto contra ação do Ibama em Buriticupu, um grupo de madeireiros bloqueou a BR 222.

Segundo eles, a Polícia Federal está tocando fogo nos veículos mesmo descarregados e fora das áreas de proteção ambiental. 7 caminhões e 1 trator foram queimados pelos policiais.

Os madeireiros querem chamar a atenção das autoridades por considerar arbitrária a ação da polícia.


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Crime

PF investiga madeireiros e encontra plantações de maconha em reserva

A Polícia Federal no Maranhão, em conjunto com o Ibama, concluiu ontem segunda-feira, 16, ação de erradicação de plantações de maconha que foram localizadas no noroeste do Maranhão.

Num primeiro momento a Polícia Federal e o Ibama se deslocaram para a região que compreende a Reserva Biológica do Gurupi, as terras indígenas AltoTuriaçu e Caru, objetivando realizar ação de fiscalização e combate à extração ilegal de madeira. Ao sobrevoar os locais, entre os dias 07 e 08/03, as equipes localizaram e identificaram plantações de maconha, e imediatamente iniciaram operação de erradicação da droga.

Na operação, foram erradicados mais de 62.000 (sessenta e dois mil) pés de maconha, que teriam capacidade para produzir aproximadamente 16 toneladas da droga. Também foram destruídos mais de 140 quilos de maconha que já havia sido colhida.

Junto às plantações foram localizados acampamentos para onde a droga colhida era levada e armazenada. Os acampamentos já estavam vazios quando da chegada das equipes policiais, e não houve prisões até o momento. Foi aberto inquérito policial com o objetivo de identificar os responsáveis pelas plantações, que poderão responder pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, com penas de até quinze anos de reclusão.

Participaram da ação policiais federais do grupo tático, da delegacia de repressão a entorpecentes e da delegacia de combate a crimes contra o meio ambiente. A operação também contou com o apoio de servidores e de dois helicópteros do Ibama.


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