Esportes / Mundo

Blatter e Platini são banidos do futebol pela Fifa por oito anos

Via globoesporte.com


O comitê de ética da Fifa anunciou nesta segunda-feira que o ex-presidente da entidade, Joseph Blatter, e o ex-mandatário da Uefa, Michel Platini, foram banidos de todas as atividades relacionadas ao futebol por oito anos. A punição aos dirigentes entrou em vigor no mesmo momento em que foi divulgada pela federação internacional.

Os dois dirigentes foram punidos por conta de um pagamento autorizado por Blatter para Platini no valor de R$ 8 milhões por um trabalho realizado no início dos anos 2000. Apesar de todas as explicações dadas pelo ex-presidente da Fifa, o Comitê de Ética não aceitou os esclarecimentos e bateu o martelo em relação à suspensão.

Logo após o anúncio, Blatter concedeu entrevista coletiva em Zurique (veja no vídeo abaixo a chegada do dirigente). Na conversa com a imprensa, o dirigente pediu desculpas pelo desenrolar do caso investigado pelo Comitê de Ética e avisou que vai apelar no Tribunal Arbitral do Esporte (TAS).
– Sinto por ter sido um saco de pancadas. Sinto muito por ver que toda a equipe da Fifa esteja passando por isso. Ainda assim dou os parabéns porque o futebol continua, ao Barcelona, que foi campeão do mundo – afirmou o dirigente ao terminar o seu pronunciamento.

No caso de Blatter, o Comitê não conseguiu evidências concretas para enquadrá-lo no artigo 21, parágrafo 1, do Código de Ética da Fifa (suborno e corrupção). Porém, o dirigente não escapou da punição por ter ferido o artigo 20, parágrafo 1 (oferta e aceitação de presentes e outros benefícios). O suíço também se encontrou numa situação de conflito de interesses. Mesmo assim, ele continuou como presidente da entidade.

Blatter ainda violou outro artigo do Código de Ética, o 19, parágrados 1, 2 e 3 (conflito de interesses), ao não colocar os interesses da Fifa em primeiro lugar. O dirigente ainda foi enquadrado em outros dois artigos: 13 (regras gerais de conduta) e 15 (lealdade). O suíço ainda será obrigado a pagar uma multa de R$ 200 mil.

– As ações do Sr. Blatter não demonstraram compromisso com atitude ética, deixando de respeitar todas as leis e regulamentações aplicáveis. Demonstrou execução abusiva de sua posição como presidente da Fifa – diz o comunicado da Fifa.

O inquérito que investigou a conduta de Blatter foi conduzido por Robert Torres, membro da câmera de investigação do Comitê de Ética. A investigação resultou num relatório que foi apresentado à Fifa no dia 20 de novembro. O processo formal foi aberto três dias depois e o ex-presidente da entidade teve a oportunidade de depor no dia 17 de dezembro. Porém, de nada adiantaram as explicações dadas pelo suíço.


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Maranhão / Mundo

Fernando Sarney é empossado como membro oficial da FIFA

Com informações do Imirante

Fernando Sarney, que é o atual vice­-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), foi empossado oficialmente, nesta quarta­-feira (02), em Zurique, na Suíça, como membro do Comitê Executivo da Fédération Internationale de Football Association (Fifa). O maranhense foi condecorado pelo presidente interino da entidade internacional, o camaronês Issa Hayatou, que é também presidente da Confederação Africana de Futebol.

Fernando Sarney assumiu o cargo no lugar do presidente da CBF, Marco Polo del Nero, que decidiu renunciar. A entidade continental aceitou, por unanimidade, o pedido do dirigente e ao mesmo tempo também acatou a nomeação de Fernando Sarney.

Fernando Sarney ingressou na CBF em 1998, como assessor especial da presidência, e é vice-­presidente desde 2004. O maranhense participará do comitê que gerencia a entidade que regula o futebol no mundo. Este comitê possui 26 membros.


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Poder

Histórico policial de Fernando Sarney, novo homem da CBF

Do Uol

Fernando Sarney, filho de José Sarney: suspeito de evasão de divisas, formação de quadrilha e fraude em licitação

Fernando Sarney, filho de José Sarney: suspeito de evasão de divisas, formação de quadrilha e fraude em licitação

O empresário e vice-presidente da CBF Fernando Sarney, que assume o lugar de Marco Polo del Nero como representante da entidade junto a Fifa, tem em sua biografia passagens policiais e investigações criminais que, se não levaram a nenhuma condenação judicial definitiva, suscitaram perguntas que ainda carecem de respostas.

Informações privilegiadas sobre investigações policiais, evasões de divisas, cerceamento de liberdade de imprensa e ilícitos eleitorais estão entre as denúncias desabonadoras da vida do filho do ex-presidente da República José Sarney. Fernando Sarney nega boa parte das acusações contra ele. As quais não negou, se deu ao direito de se manifestar apenas no processo.

Veja, abaixo, um resumo dos principais casos envolvendo o mais novo membro do comitê executivo da Fifa.

O informante dentro da Polícia Federal
Entre 2007 e 2010, Fernando Sarney e outros membros de sua família foram investigados dentro de um inquérito da Polícia Federal que apurava evasão de divisas dos cofres públicos maranhenses. O empresário chegou a ter seu telefone grampeado – com autorização judicial – pela PF.

Uma série de conversas interceptadas pelo grampo mostra que um policial federal utilizou seus contatos para repassar a Fernando Sarney os detalhes das investigações. O empresário era informado sobre diligências e campanas contra funcionários de suas empresas e outras operações de busca e investigação dos policiais, para que pudesse evitar flagrantes e apreensões de documentos importantes.

Na época, Sarney disse que se tratava de vazamento de informação sigilosa e que não iria se pronunciar a não ser no processo.

Veja, abaixo a transcrição de uma dessas conversas entre Sarney e o policial Aluizio Guimarães Filho, que depois veio a ocupar um cargo no governo estadual do Maranhão, quando este era administrado pela irmã de Sarney, Roseana. No diálogo, os dois falavam sobre uma campana da PF contra um funcionário de Fernando Sarney:

Fernando: Tu tens alguém nessa área lá?

Aluizio: Eu tô ligando pra um colega meu agora. (?) Tem um delegado amigo meu de lá, mas eu não tou conseguindo.(?)

Fernando: Então, vamos arrumar alguém.

Aluizio: Eu já botei alguém no circuito e vou ter informações do que está acontecendo.

Fernando: Ele tá lá entocado, tá? Ele não tem problema.

Aluizio: Não precisa ficar entocado. Eles não podem subir porque eles não têm mandado de busca. Querem pegar ele na rua pra dar uma pressão nele.

Evasão de divisas e formação de quadrilha
Em julho de 2007, Fernando Sarney foi indiciado pela Polícia Federal sob a acusação, entre outros crimes, de falsificar documentos para favorecer empresas em contratos com estatais. Fernando foi o principal alvo da Operação Boi Barrica (renomeada posteriomente para ‘Faktor’), criada em 2006 para investigar suspeitas de caixa dois na campanha de Roseana Sarney ao governo do Estado. Às vésperas da disputa, ele havia sacado R$ 2 milhões em dinheiro.

O empresário foi indiciado pelos crimes de formação de quadrilha, gestão de instituição financeira irregular, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Pela investigação, o órgão mais beneficiado pelos crimes foi o Ministério de Minas e Energia — então controlado politicamente por seu pai, José Sarney.

Fernando Sarney sempre alegou inocência no caso, e o processo segue até hoje, correndo sob segredo de Justiça.
O “Grupo Poli 1978”

Em 2008, a Polícia Federal passou a investigar uma suposta quadrilha liderada por Fernando Sarney, apelidada de “Grupo Poli 1978”. O nome era uma alusão ao ano e ao local (Escola Politécnica da USP) em que seus membros haviam obtido o diploma universitário de engenharia.

Segundo a PF, o grupo, liderado por Fernando Sarney formava uma “organização criminosa” instalada no interior da administração federal. Eles seriam responsáveis pela manipulação de concorrências públicas, desvio de dinheiro de obras estatais e “manutenção de negócios à sombra do Estado”.

Cópias de contratos, e-mails e relatórios de conversas telefônicas obtidos pela PF dariam detalhes sobre operações financeiras em paraísos fiscais do Caribe e na China, envolvendo recursos não declarados ao Imposto de Renda.

Quando o caso veio à tona, Fernando Sarney disse que as operações financeiras citadas pelos policiais federais faziam parte de sua rotina comum de empresário, que administrava um dos grandes grupos de comunicação do Nordeste brasileiro, com uma emissora de TV, um jornal e cinco emissoras de rádio.

O processo segue até hoje, em segredo de Justiça.

Censura no Estadão
Em 31 de julho de 2009, o jornal “O Estado de S.Paulo” foi proibido de publicar notícias baseadas em investigações da Polícia Federal sobre denúncias de ilícitos praticados pelo empresário maranhense Fernando Sarney. O filho do ex-presidente conseguiu obter, na Justiça maranhense, uma ordem que proibia o jornal paulista de publicar qualquer coisa sobre ele e sua família que fossem relacionadas a investigações da PF sobre os Sarney.

O Estadão, então, apelou contra a decisão. Quando o processo chegou ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), tendo deixado, portanto, a jurisdição do tribunal do Maranhão, o empresário resolveu renunciar de seu pedido. A justificativa foi a de que ele estava sendo mal interpretado, que havia entrado com o pedido de restrição de publicação para preservar sua intimidade e de sua família, mas que sua ação estava sendo vista como censura, algo que ele considera “repugnante”.


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Artigo

Legado da Copa

Para rebater aos críticos a gastos com a realização da Copa do Mundo de futebol no Brasil, as autoridades e os especialistas esportivos rebatiam com a justificativa de que todos os gastos exorbitantes seriam compensados com as obras de infraestrutura que ficariam. Chamavam genericamente de “legado da Copa”. Só se falava nisso. Os contrários mais incisivos eram tachados de antipatriota. Brasileiro queria Copa a qualquer custo.

Em obediência cega a toda poderosa FIFA, os estádios foram construídos ou reconstruídos. Nada do que existia servia para o padrão-FIFA.

Nos períodos em que eram realizadas as ações da FIFA, o Brasil angelicalmente abria mão de sua soberania. O que era exigido era cumprido.

Dentre as várias exigências, destacaram-se a permissão da venda de bebidas alcoólicas nos estádios, antes terminantemente proibida. Até uma lei para dispensar as obras de licitações foi aprovada. Essas obras talvez ainda sejam alcançadas por outra operação Lava-Jato.

Além da submissão nacional, nos estados e nos municípios moradores foram retirados abruptamente do caminho dos estádios. Patrimônio tombado deixou de ser. Tudo foi praticado sob o manto do “legado” que ficaria.

Existem outros “legados” de que somos vítimas de nosso jeito cultuado de ser.

Tem-se o “legado do faz de conta”. Os órgãos de fiscalização são o exemplo principal dele. Não fiscalizam nada; quando fiscalizam, a corrupção impera. Após as tragédias anunciadas acontecerem, aí vem o festival de desculpas. O argumento principal é de que aquela instituição, seja qual for, não tinha autorização para funcionar ou atuar. Se não tinha, alguém deveria ter impedido de atuar; se tinha, alguma grana sempre fala mais alto do que as vidas perdidas. É assim desde o acidente com o Bateau Mouche no Rio de Janeiro, com acidentes de embarcações nas águas do Norte e com as represas de Minas Gerais.

Depois vem o “legado do não tem jeito”. Desde criança ouço medidas tomadas para agilizarem a Justiça brasileira. A lei e os juizados de pequenas causas; as eternas reformas constitucionais e a aprovação de novos códigos. Tudo para dissimular que a Justiça é lenta porque interessa a muita gente. Cadê o processo eletrônico?

O “legado político da desfaçatez”. O presidente da Câmara, segundo a suceder a presidente da República, diz que não tem conta na Suíça. Descobre-se que tem mais de uma e há muito tempo. Não é dono, só beneficiário. Quem não queria ser reserva assim! Depois foi um empréstimo de milhões sem nenhum documento. O filho do falecido teria depositado; não depositou. Não teria movimentado as contas; movimentou. E continua presidente; apoiadíssimo pela Casa representativa do povo brasileiro. E assim segue nosso hábito de construir “legados”. As mortes diárias com balas perdidas no Rio de Janeiro, a falta de energia a cada chuva em São Paulo e tantos outros.

De concreto do “legado da Copa” ficou o esqueleto do trem de Cuiabá, os elefantes brancos dos estádios consumindo milhões na manutenção sem retorno algum…

Em São Paulo, como “legado” da Copa de 2014 ficou uma mensagem em inglês nos metrôs avisando a próxima estação – “néquisti istechion” – e a certeza de que a presidente Dilma Rousseff nunca mais irá numa abertura de um grande evento.

Pedro Cardoso da Costa – Interlagos/SP

Bacharel em direito


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Geral

Humorista interrompe coletiva e joga dinheiro em Joseph Blatter

Durante uma reunião do comitê executivo da Federação Internacional de Futebol, o comediante inglês Simon Bodkim fez um protesto bem humorado, contra a corrupção na entidade.

Simon jogou notas de dólar em direção ao presidente, Joseph Blatter, que se espantou com a atitude do humorista e disse que precisava limpar a sala antes de falar com os presentes e que voltava em poucos minutos. Além de ressaltar que o ato nada tinha a ver com o futebol.

Durante seu pronunciamento, Blatter anunciou a data para escolha do novo presidente da FIFA, no próximo dia 26 de fevereiro de 2016.


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