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PT veta filiação de 5 mil novos membros

Presidente municipal do PT, Fernando Silva

Presidente municipal do PT, Fernando Silva

Ainda em dezembro, mais precisamente no dia 11, a executiva municipal do PT, em reunião, decidiu pela não aprovação de aproximadamente 5 mil novas filiações.

Todas as solicitações foram feitas em 30 de outubro de 2012 (último dia, no prazo regimental, para envio dos pedidos de adesão), o que fez oito membros do diretório acreditarem que se tratava de filiação em massa – apenas três membros foram a favor dos novos integrantes. “O PT tem 33 anos de fundação em São Luís e nunca passou da casa dos 4 mil filiados. É um absurdo receber 5 mil novas solicitações num único dia”, afirmou Paulo Serra, secretário geral do partido.

Entre os três componentes da executiva que votaram pela aceitação das solicitações estava Fernando Silva, presidente municipal da legenda. “Eu defendi que deveriam ser filiados. É lógico que aumenta a procura pelos partidos em época de eleição. Mas os grupos que se acham minoria votaram contra”, declarou Fernando.

Diferente do presidente, Paulo Serra, secretário geral do partido em São Luís, tem outra versão para o fenômeno da grande quantidade de solicitações de filiação. Para ele, como o PT passa por uma disputa interna (entre os militantes que apóiam a aliança com o Governo do Estado e os que discordam, que se definem como resistência petista). O grupo da base governista pretende ter maioria para permanecer ditando os rumos do partido. “Há quatro anos, as filiações ainda eram por convicções, por pessoas que queriam militar no PT. Hoje, os membros do partido buscam novas filiações para fortalecer interesses próprios”, definiu Paulo, que integra a resistência petista.

A executiva tem 14 membros – desses, apenas dois compõem a resistência petista – no dia da votação estavam apenas 11. Seis integrantes da executiva ligados ao Governo estadual não votaram junto com presidente municipal.

Paulo Serra explicou que, além da possibilidade de se tratar de filiação em massa, a não execução de prazos e reuniões também motivaram a decisão do coletivo. “Deveríamos (a executiva) ter realizado a reunião para analisar todos os pedidos, mas não a fizemos. Por isso, também não convocamos a plenária de formação”, contou.

Caxias
No município de Caxias as solicitações de filiações tiveram outro rumo. Um movimento parecido ocorreu, a sigla recebeu 434 pedido. Como em São Luís, a executiva municipal também negou. E integrantes, que tiveram o voto vencido recorreram a executiva estadual do partido, que aceitou as novas adesões.

O presidente estadual, Raimundo Monteiro, “Nós acatamos as filiações, porque foram legítimas. Todos seguiram os pré-requisitos exigidos”, justificou Monteiro.

As informações são do O imparcial


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