Política

Fernando Collor afirma que é pré-candidato à Presidência

O senador Fernando Collor (PTC-AL) afirmou nesta sexta-feira que é pré-candidato à Presidência da República nas eleições deste ano, de acordo com sites de Alagoas. Em vídeo divulgado pelo site “THN1”, Collor aparece discursando em evento na cidade de Arapiraca, no interior do estado.

“Por isso, eu digo a vocês que esse é um momento dos mais importantes da minhda vida, como pessoa e como homem publico, porque hoje minha decisão foi tomada. Sou, sim, pré-candidtao à Presidência da República. Obrigado, e vamos à vitória” — diz o senador no vídeo.

Collor já ocupou a Presidência, entre 1990 e 1992, quando sofreu um processo de impeachment. Ele foi eleito senador em 2006, e reeleito em 2014. Em 2016, ele se filiou ao PTC, partido originado do PRN, legenda pela qual ele foi eleito presidente em 1989.

Em entrevista à rádio “Gazeta de Arapiraca”, também nesta sexta-feira, Collor reforçou o desejo de concorrer à presidência. A entrevista foi divulgada pelo site “Gazetaweb”.

— Tenho uma vantagem em relação a alguns candidatos porque já presidi o país. Meu partido todos conhecem, sabem o modo como eu penso e ajo para atingir os objetivos que a população deseja para a melhoria de sua qualidade de vida — afirmou.

Do jornal O Globo


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Poder

Collor recebeu R$ 26 milhões em propina e pede carros de luxo à Justiça

Fernando Collor é um dos 48 suspeitos envolvidos na Lava Jato

Fernando Collor é um dos 48 suspeitos envolvidos na Lava Jato

Fernando Collor de Mello (PTB-AL) é um dos 48 políticos investigados por suspeita de participação no forte esquema de corrupção da Operação Lava Jato.  Segundo as investigações, o senador recebeu R$ 26 milhões entre 2010 e 2014, por pagamento de propina por contratos firmados pela BR Distribuidora.

O que chama a atenção na participação do ex-presidente, é que mesmo recebendo uma fortuna, o Supremo Tribunal Federal recebeu um pedido da defesa de Collor, para que os carros de luxo apreendidos na Operação Politeia , possivelmente comprados com parte do dinheiro desviado, sejam devolvidos. Entre eles, uma Ferrari, um Porsche e um Lamborghini que estavam na Casa da Dinda, residência oficial na época em que o atual senador era presidente da República.

As investigações apuraram que as prestações do financiamento do Lamborghini estão atrasadas. Vai entender.

Contudo, o grupo de trabalho que atua na Lava Jato é contra a devolução dos carros sob o argumento de que há indícios de que os veículos são “produto do crime”. Dois dos veículos são propriedade da Água Branca Participações, empresa de Collor que, conforme investigadores, não tem funcionários e é usada para lavagem de dinheiro.


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Poder

Polícia Federal realiza mandato de busca e apreensão na casa de Collor

Senador Fernando Collor

Senador Fernando Collor

Um mandato de busca e apreensão foi realizado na manhã da última terça-feira na casa do senador e ex-presidente da República, Fernando Collor e também nas TV´s Gazeta e afiliada da TV Globo, em Alagoas, que pertencem a família de Collor.

Batizada de Operação Politéia, a ação expedida pelo Supremo Tribunal Federal refere-se aos seis processos instaurados a partir de provas obtidas na Operação Lava-Jato, de acordo com o site do órgão. Collor é investigado por suspeita de participação no esquema de corrupção instalado na Petrobras.

O principal operador do esquema, o doleiro Alberto Youssef, que se encontra preso em Curitiba, no Paraná, disse em delação premiada ter feito “vários depósitos” em nome de Collor. O senador também foi citado pelo dono da UTC, Ricardo Pessoa, em seu depoimento à Justiça.

Segundo a PF, Os mandados, que foram expedidos pelos ministros Teori Zawascki, Celso de Mello e Ricardo Lewandowski, estão sendo cumpridos no Distrito Federal (12), Bahia (11), Pernambuco (8), Alagoas (7), Santa Catarina (5), Rio de Janeiro (5) e São Paulo (5). Cerca de 250 policiais federais participam da ação.

As buscas ocorrem na residência de investigados, em seus endereços funcionais, sedes de empresas, em escritórios de advocacia e órgãos públicos. Foram autorizadas apreensões de bens que possivelmente foram adquiridos pela prática criminosa.

As medidas decorrem de representações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal nas investigações que tramitam no Supremo. Elas têm como objetivo principal evitar que provas importantes sejam destruídas pelos investigados.

Os investigados, na medida de suas participações, respondem a crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, fraude a licitação, organização criminosa, entre outros.


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Poder

Juiz envia ao STF indícios de suposta relação de Collor com doleiro Youssef

do G1.COM

O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara da Justiça Federal do Paraná, enviou nesta quinta-feira (3) ao Supremo Tribunal Federal (STF) documentos colhidos na Operação Lava Jato, da Polícia Federal, que indicam possível envolvimento do senador Fernando Collor (PTB-AL) com o doleiro Alberto Youssef. O parlamentar nega ter relações com o doleiro (leia ao final desta reportagem).

dados foram remetidos ao gabinete do ministro Teori Zavascki, relator de ações penais e inquéritos provenientes da operação da PF, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro chefiado por Youssef que teria movimentado cerca de R$ 10 bilhões.

Como na condição de senador Collor possui foro privilegiado, somente o Supremo Tribunal Federal (STF) pode analisar as provas e eventualmente abrir inquérito específico para apurar eventual cometimento de crimes.

Em maio, Sergio Moro já havia enviado ofício ao ministro Teori Zavascki, do Supremo, informando sobre a apreensão, pela Polícia Federal, de oito comprovantes de depósitos bancários no escritório de Youssef que tiveram Fernando Collor como beneficiário.

No ofício enviado na ocasião, o magistrado ressalvou que não havia “qualquer indício do envolvimento do referido parlamentar nos crimes” referentes à Operação Lava Jato.

Collor nega

Quando surgiram as notícias de suposto envolvimento de Collor com Youssef, o senador fez um pronunciamento na tribuna do Senado para negar qualquer relação com o doleiro.

“Quanto ao Youssef, posso afirmar de modo categórico, que não o conheço e jamais mantive com ele qualquer relacionamento de ordem pessoal e política”, declarou Collor, em maio.

Além do senador, outros três parlamentares são citados nas investigações da Polícia Federal como tendo algum envolvimento com Yousseff – os deputados André Vargas (sem partido-PR), Luiz Argôlo (SD-BA) e Cândido Vaccarezza (PT-SP).

Processos por quebra de decoro parlamentar foram abertos para investigar os casos de Vargas e Argôlo no Conselho de Ética da Câmara. As investigações no Legislativo podem resultar em absolvição, advertência, suspensão ou cassação de mandato


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Artigo

Collor estava certo, éramos fascistas em 1992?

Por Abdon Marinho

Advogado Abdon Marinho.

Advogado Abdon Marinho.

Quando os brasileiros fomos às ruas em 1992 pedir impeachment do Sr. Collor de Melo, numa de suas declarações ele nos chamou de fascistas, inimigos da democracia, que queríamos desestabilizar o país. Com poucas modificações ouvi praticamente as mesmas palavras da boca do Sr. Nicolás Maduro, presidente da Venezuela.

O Brasil estava retomando o caminho da democracia, Collor era o primeiro presidente eleito desde Jânio Quadros em 1960, seu governo, apesar dos indícios de corrupção – nem de longe comparados aos indícios que se ver nos dias atuais – mantinha o respeito pela ordem democrática, os demais poderes funcionando regularmente, as instituições idem, imprensa e entidades da sociedade civil desempenhando seus papéis com todas as seguranças e garantias, eleições regulares marcadas para dali a dois anos. Ainda assim, os partidos de oposição, principalmente o Partido dos Trabalhadores – PT, hoje no poder e a União Nacional dos Estudantes – UNE, acharam que não podiam esperar as eleições, era hora de mobilização popular, de se pedir o impeachment do presidente eleito dois anos antes.

Já sei, vão falar das denúncias de corrupção. O STF não o condenou por nenhum crime por insuficiência de provas. Denúncias, não são provas, tanto que assim o STF entendeu de não puni-lo. Entretanto, através da mobilização popular, foi apeado do cargo. Aqui, naquela época, diferente da atual e do país vizinho, não havia aparelhamento do estado, as instituições funcionavam regulamente, o Congresso Nacional era até mais atuante do que é hoje.

Situação bem diferente da experimentada pelo país vizinho com as instituições em frangalhos, com um judiciário sem autonomia nenhuma para contrariar o governo (há casos de prisão de juízes), sem liberdade nenhuma de imprensa (todos os veículos que não rezavam a cartilha governista foram fechados), com milícias armadas pelo governo intimando a população, etc.

Não estou aqui, dizendo que estávamos errados em 1992, não se trata disso. A soberania popular, o direito de protestar contra seus governos e até pedir suas renúncias é uma característica dos regimes democráticos. No Brasil fizemos isso. E tal foi o respeito pela ordem democrática que não tivemos forças governistas ou aliadas a ele matando ninguém ou reprimindo com força excessiva aquelas manifestações.

O que quero dizer com este texto é que as mesmas pessoas que comandaram o chamamento da população às ruas contra um governo legitimamente eleito, com as instituições funcionando de forma regular, hoje vêm a público repudiar manifestações legitimas de opositores e estudantes no país vizinho. Que ficassem calados, como faz a UNE diante do assassinato de estudantes pelas forças do governo Maduro ou dos grupos pára-militares que apoiam o seu governo. Já foram seis vítimas fatais. Até onde se sabe a violência tem partido das forças governistas e dos seus apoiadores e não dos estudantes ou dos grupos oposicionistas.

O silêncio da UNE ante a violência contra os jovens e estudantes é menos constrangedora do que a nota patética do partido da presidente da República que se coloca incondicionalmente ao lado do governo Maduro e não dá um pio contra o uso de força excessiva, inclusive militar, contra a população Venezuelana, que não repudia de forma categórica o uso de milícias pára-militares contra manifestações de rua, que silencia de forma vergonhosa ante o fechamento abusivo dos veículos de comunicação e o cerceamento do trabalho da imprensa.

Que diferença há entre os dois momentos, entre 1992, no Brasil e 2014, na Venezuela, a merecer posições tão divergentes? Uma só, a falta de coerência, a falsa ideia de que existem regimes autoritários bons a ponto de merecer que se faça a defesa desavergonhada ou o silêncio obsequioso. A entidade estudantil, fui em seu site, parece que desconhece o que se passa no país vizinho, o partido, aliado do outro momento histórico, da campanha do impechement de um presidente eleito numa democracia, prefere manifestar-se publicamente colocando-se do lado da repressão a manifestações legitimas. Se faz isso, deve ser por concordar com todos os atos abusivos praticados por aquele governo contra metade de sua população, com a ação dos grupos pára-militares armados pelo governo, com o cerceamento da liberdade de imprensa, com a agressão aos jornalistas, etc.

E concordam, o ex-presidente, figura de proa da agremiação esteve por lá fazendo campanha para o atual presidente, gravou para o programa eleitoral. Lembro de ter escrito um texto sobre isso.

O governo brasileiro, através de sua presidente, outra figura de proa da agremiação, diz que se trata de assunto “interno” do país vizinho. Não achou quando o antecessor foi lá fazer campanha. Será que acabaram de “bom tom” um ex-presidente, do partido da presidente ir fazer campanha no país vizinho? Fica o registro. Acha inoportuno até pedir moderação no uso da força contra civis.

Numa omissão que tem se tornado rotina do atual governo quando se tratar de dizer algo contra os governantes com os quais tem afinidades ideológicas. Não tem uma manifestação contra a violação dos direitos humanos em nenhum lugar governado por ditadores amigos, a ponto do ex-presidente comparar dissidentes cubanos em greve de fome a criminosos comuns, assassinos, ladrões, estupradores, etc., a ponto negar asilo político a esses mesmos dissidentes, a ponto de concordar com a tráfico de pessoas para fins econômicos, como fazem com os médicos cubanos.

O pouco apreço que demonstra o governo brasileiro por princípios relacionados a direitos humanos, liberdades civis, cidadania – não falo de situação fálica real –, leva-nos a pensar que sentem (governo e partido), uma certa inveja destas ditaduras, que na verdade almejam isso para o Brasil. O apoio é fruto da inveja que sentem ou, pior, do desejo de implantar modelo semelhante no Brasil.

Assim segue o país, na busca de um lugar de “honra” no panteon da vergonha humana.

Abdon Marinho é advogado eleitoral.


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Política

Dutra rebate críticas de aliado de Sarney contra Roberto Gurgel

Deputado federal sai em defesa de procurador.

Deputado federal sai em defesa de procurador.

“O Senador Fernando Collor de Melo (PTB-AL) foi o responsável pela mais grave crise institucional da história recente do País e cassado por corrupção. Portanto, não creio que o mesmo tenha autoridade moral para questionar uma instituição tão imprescindível à cidadania como o Ministério Público brasileiro”, disse deputado Domingos Dutra (PT/MA), durante discurso no Plenário da Câmara.

A afirmativa foi uma crítica do parlamentar após discurso proferido pelo Senador Collor ao atacar o Procurador Geral da República, Roberto Gurgel chamando-o de “chantagista, ímprobo e praticante de ilícitos administrativos e de crime de responsabilidade”.

Segundo Collor, o processo de crise e conflitos entre os Poderes da República está vinculado à conduta de alguns agentes, como Roberto Gurgel. Collor disse ainda que, além de atitudes criminosas, o procurador-geral agora vem querendo interferir nos outros Poderes. Collor acrescentou já ter apresentado sete representações nas instâncias de controle do Ministério Público e no Senado sobre a conduta de Gurgel.


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Brasil

Fernando Collor deve R$ 280 mil de pensão atrasada

Fernando Color

Fernando Collor

A Justiça de Alagoas tenta há dois anos notificar o ex-presidente e senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) sobre uma ação de cobrança de Rosane Malta Collor de Mello, sua ex-mulher.

O oficial de Justiça fez oito tentativas para encontrá-lo em Maceió. Não conseguiu em nenhuma delas.

Rosane cobra do ex-marido –de quem se separou em 2005, após 22 anos de casamento– uma dívida de R$ 280 mil, referente à diferença no valor da pensão paga por Collor durante dois anos.

Em 2007, o Tribunal de Justiça fixou em 30 salários mínimos (R$ 16.350) o valor da pensão. Como Collor pagava até então um valor inferior, Rosane quer agora receber o total retroativo da diferença.

A ex-primeira-dama conseguiu em janeiro que a Justiça bloqueasse um imóvel de Collor como garantia de pagamento, mas a decisão não foi publicada no “Diário Oficial” nem comunicada ao cartório de registro de imóveis.

A defesa de Rosane fez em outubro uma representação na Corregedoria do TJ contra a juíza Nirvana Coêlho, da 27ã Vara Cível, reclamando de demora no andamento da ação.

O advogado de Collor, Fábio Ferrário, disse que o senador mora e trabalha em Brasília e que não poderia mesmo ser encontrado em Maceió. Segundo ele, Rosane não tem do que reclamar, pois a pensão é paga em dia e no valor fixado pela Justiça.

Da Folha


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Poder

TSE: ministro nega recurso que tornaria Collor inelegível

Da Folha
O ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Arnaldo Versiani rejeitou pedido para que o senador Fernando Collor (PTB-AL) fosse impedido de disputar eleições, por causa de irregularidades ocorridas na campanha de 2010.

O MPE (Ministério Público Eleitoral) acusou Collor de usar indevidamente o jornal “Gazeta de Alagoas”, que pertence ao senador, para fraudar uma pesquisa eleitoral.

O ministro Versiani manteve multa de R$ 53,2 mil aplicada ao jornal pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) alagoano e ratificou decisão anterior que apontou fraude numa pesquisa de intenção de voto realizada pelo Gape, instituto da “Gazeta”. O jornal divulgou os dados em 24 de agosto de 2010.

Em 2010, Collor disputou o governo de Alagoas, sem sucesso. O vice de sua chapa, Galba Novais Júnior, também foi acusado pelo MPE.

Fernando Collor foi afastado da Presidência da República em 1992 por suspeita de corrupção, ficou impedido de disputar eleições por oito anos e voltou ao cenário político nacional em 2007, quando se elegeu senador. Seu mandato termina em 2015.


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