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Ex-candidato a prefeito de Santa Inês mantinha relações de agiotagem com Fábio Brasil

O empresário e ex-candidato a prefeito Nono.

O empresário e ex-candidato a prefeito Nono.

Ainda vai dar muito o que falar o assassinato de Fábio dos Santos Brasil Filho, o ‘Fábio Brasil’, 33 anos, executado com três tiros de pistola PT 380, no final de março do ano passado. Ele morreu deixando inúmeras dívidas, que aos poucos vão sendo descobertas.

Segundo inquérito da Polícia Civil do Piauí, a que o Blog do Neto Ferreira teve acesso, Fábio Brasil, que devia vários agiotas no Maranhão, foi morto em frente a uma concessionária de veículos em Teresina.

No meio das investigações, foi descoberto que Brasil tinha o ex-candidato do PMDB a prefeito de Santa Inês, empresário Nono Ferreira, como seu credor.

De acordo com depoimento de Patrícia, um deputado estadual, irmão de desembargadora, filho de ex-prefeita e até mesmo um advogado que também é filho de desembargadora falecida faziam parte da lista de pessoas que seu esposo tinha pego dinheiro emprestado. É claro, á juros.

E nessa relação dos mais de 60 cobradores, Nono tem o nome citado por cobrar uma divida de R$ 120 mil de Brasil.

Na época da execução, Nono articulava apoios em prol de sua candidatura da qual teve 36,53% 15.758 votos, sendo derrotado por Ribamar Alves (PSB) que obteve 42,92% 18.515 votos.


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Suspeito de prática de agiotagem, juiz Sidarta Gautama cobrava R$ 110 mil de Fábio Brasil

Juiz Sidarta da Comarca de Caxias.

Juiz Sidarta da Comarca de Caxias.

Após a exibição da matéria Só para Marcos Caldas, Fábio Brasil devia R$ 60 mil reais, em que mostra o deputado estadual Marcos Caldas (PRB), como um dos cobradores de Fábio Brasil, o Blog do Neto Ferreira revela o nome de outra importante figura do meio judiciário que emprestou mais de R$ 100 mil reais para o empresário que foi executado em Teresina, no Piauí.

Trata-se do juiz Sidarta Gautama, titular 1ª Vara da Comarca de Caxias, suspeito de compactuar com a prática de agiotagem.

De acordo com informações obtidas pelo blog, o nome do magistrado aparece na lista das mais de 60 pessoas que haviam emprestado dinheiro.Só para o juiz, Fábio Brasil devia cerca de R$ 110 mil reais.

Foi da forte aproximação com Gláucio Alencar, entre outros, que fez Sidarta Gautama ser denunciado e, consecutivamente ser investigado pelo corregedor-geral de Justiça, desembargador Cleones Cunha.

Mesmo alegando não ter envolvimento com os participantes da trama que vitimou o jornalista Décio Sá, o titular da Comarca de Caxias tem o nome citado em inúmeros depoimentos que estão com a comissão de delegados da Seic.

Em nota, ele chegou a negar que exista menção de seu nome no inquérito que apurou o caso. Mas, há menções, inclusive da viuva de Fábio Brasil, Patrícia Aranha, detalhando os valores de débitos contraídos pelo falecido.

Além disso, Sidarta aparece em diálogos de escutas telefônicas com autorização judicial, se queixando de uma dívida de Eduardo.


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Assassinos de Décio Sá e Fábio Brasil podem “sair da prisão”

Jornalista e blogueiro Décio Sá.

Jornalista e blogueiro Décio Sá.

Segundo informações ao Blog do Neto Ferreira, o promotor João Mendes Benigno Filho, responsável pelo caso da morte do empresário Fábio dos Santos Brasil Filho, o Fábio Brasil, executado com seis tiros no dia 30 de março deste ano, em Teresina – PI, está pedindo a soltura de parte dos envolvidos no crime. Eles também são acusados de participação na morte do jornalista Décio Sá.

Segundo Benigno Filho, essa seria a estratégia da 13ª Promotoria de Justiça de Teresina para dar andamento ao processo da morte do empresário piauiense.

A primeira audiência, marcada para o dia 19 de novembro, foi adiada. Ela não ocorreu devido a ausência dos seis acusados de envolvimento no assassinato de Fábio Brasil. A próxima audiência está marcada para o dia 18 de dezembro.

Jhonatan de Sousa Silva, apontado como autor dos disparos que matou Décio Sá e o empresário, está preso no Presídio Federal no Mato Grosso. Seu comparsa no crime ocorrido em Teresina, Elker Farias Cardoso, que, segundo o inquérito da policia do Piauí, estava pilotando a moto no momento do crime e está preso em Minas Gerais, não seriam soltos por serem reincidentes.

Já os demais: José Raimundo Sales Chaves Júnior, mas conhecido como Júnior Bolinha, Gláucio Alencar Pontes de Carvalho e Fábio Aurélio Saraiva Silva, o Fábio Capita, que estão custodiados no Maranhão, seriam ‘beneficiados’ com a medida.

Fábio Brasil.

Fábio Brasil.

A intenção do pedido, segundo o promotor de Justiça, é garantir o julgamento. ‘Quem fez o pedido de prisão fui eu. Quando eu dei esse parecer, foi porque a audiência tinha sido adiada, pois tanto o Estado do Maranhão quando do Piauí não se pronunciaram para recambiar os presos. A viúva – Patrícia Graciele Martins – e o advogado também não compareceram, o que eu quero com isso é obrigar o julgamento. Soltos, eles serão julgados, presentes ou não’, afirmou Benigno.

‘Não podemos chover no molhado. Os presídios estão cheios de criminosos esperando julgamento, nos havíamos feito o pedido de prisão preventiva, ninguém pode ser preso eternamente esperando o julgamento do processo’, ressaltou o promotor.

Segundo Benigno Filho, até o momento, o advogado Alessandro dos Santos Lopes, nomeado como assistente da promotoria, não o procurou. O presídio federal do Mato Grosso informou, por meio de ofício, que restrições orçamentárias impedem a remoção de Jhonatan de Sousa Silva, dando opção de a audiência ser realizada por meio de videoconferência, tecnologia que o judiciário do Piauí, porém, ainda não possui.


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