Crime

Presos suspeitos de ‘executar’ sargento da PM em São Luís

Corpo do Sargento Gilmar na pedra do Socorrão II.

Corpo do Sargento Gilmar na pedra do Socorrão II.

O Serviço de Inteligência da Polícia Militar prendeu ainda na noite da última terça-feira (15), duas pessoas suspeitas de envolvimento no homicídio que vitimou o 3º sargento da PM, Gilmar Santana Cruz de Azevedo, 52 anos, lotado no 1º BPM.

O crime aconteceu quando o policial se deslocava para sua residência no coletivo que fazia linha Jardim Tropical/Terminal São Cristóvão. No momento do crime, o PM estava apaisana e carregando uma sacola com a farda e a arma. Nenhum objeto e nem arma do militar foram subtraídos.

De acordo com informações policiais, o militar estava no interior do ônibus no momento em que alvejado com dois tiros, disparados por um dos homens que estavam em uma motocicleta, de cor preta, e que aguardava o ônibus parar e cometer o homicídio. O sargento Gilmar Santana ainda foi socorrido, mas veio a óbito no Socorrão II.

Após o crime, as equipes do Serviço de Inteligência deram início às diligências para identificar e prender os suspeitos. Segundo informações policiais, cinco pessoas estariam envolvidas na morte do PM. A Polícia afirmou ainda que os suspeitos são integrantes do grupo do “sub-zero”, que vem cometendo ações criminosas naquela região.

Estão detidos, Jackson Dutra Ataíde, morador do bairro São José; Carlos Jorge Rabelo Frazão, conhecido como “Jorginho”, ambos de 21 anos; e Pedro Ricardo Sousa, 18 anos. De acordo com o Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops), durante a perseguição, Paulo Henrique Rabelo Frazão, conhecido como “pé-de-bola”, irmão de Jorginho, armado com um revólver calibre 38 de marca Taurus, atirou em direção à guarnição e acabou sendo atingido no confronto. Ele ainda foi levado para o Socorrão II, mas não resistiu.

Em poder do trio, a polícia ainda apreendeu 140 trouxinhas de crack. A arma e o entorpecente foram encaminhados para o Instituto de Criminalística do Maranhão (Icrim) para serem periciados.

As Polícias Civil e Militar estão em diligências para identificar outros dois suspeitos que fazem parte do bando e que empreenderam fuga no momento da ação policial.

Em relação à motivação do crime, nenhuma linha de investigação foi descartada. Segundo a Superintendência de Polícia Civil da Capital (SPCC), o inquérito está sob a responsabilidade do delegado Roberval Rodrigues, titular do 19º Distrito Policial no Jardim Tropical.


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