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MP pede prisão preventiva de proprietários da Eletromil

G1 Maranhão

O Ministério Público do Maranhão  ofereceu à Justiça, na última segunda-feira (9), denúncia contra os proprietários da empresa Eletromil. A investigação da 2ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de São Luís aponta da empresa como estelionatária, já que centenas de consumidores que aderiram à modalidade da compra premiada, nunca foram contemplados ou tiveram os valores pagos resgatados, o que caracterizaria o crime, um dos motivos para o pedido da prisão.

O MP pede que seja deferida a quebra dos sigilos fiscal e bancário dos proprietários da Eletromil, bem como, que seja oficiado as instituições financeiras, através do Banco Central e o Órgão da Receita Federal, além da quebra de sigilo telefônico e o sequestro de bens, o que facilitaria o ressarcimento de todos os consumidores lesados pela empresa.

Mais casos A peça da investigação também aponta que a Eletromil, que não tem autorização do Banco Central para suas atividades, já teria aplicado golpes também no estado do Pará, causando um prejuízo estimado em R$ 30 milhões. Com prisão preventiva já decretada pela Justiça paraense, os donos da empresa estariam foragidos. A empresa executava suas atividades no município de Castanhal.

Em São Luís, as vantagens patrimoniais obtidas pelos sócios-gestores da empresa são também de grande proporção. Teriam sido lesados mais de 1.000 consumidores, numa quantia de aproximadamente R$ 1 milhão.

Ação do Procon/MA Há exatamente 30 dias, 827 reclamações contra a Eletromil foram formalizadas junto ao Procon/MA. Porém, segundo a investigação do Ministério Público, o acordo assinado pelo órgão só beneficiou inicialmente 13 consumidores e, destes, somente um teve sua reclamação devidamente registrada no Procon/MA. Os demais desconheceriam ser beneficiados com o ‘acordo’, tendo ciência do fato a partir da investigação.

Os donos da Eletromil são todos da mesma família, com residência fixa em Bacabal, MA, distante 250 km de São Luís. Segundo o MP, esse seria um forte indício para a fuga dos proprietários que ainda continuam a atender na capital maranhense.


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Diretora comercial da Eletromil é presa no Pará

Diretora comercial da eletromil

Diretora comercial da eletromil

A diretora comercial da empresa Eletromil no Pará, Ana Cristina Gomes de Lima, foi presa durante reunião com o Ministério Público em que prestava esclarecimentos sobre as denúncias de irregularidades nas atividades do estabelecimento.

O pedido de prisão preventiva foi movido pelo Ministério Público do Estado (MPE) e acatado pela juíza da 4ª Vara Criminal da cidade, Giovana de Cássia Santos de Oliveira.

O dono da Eletromil, Eduardo Fernandes Facunde, a sócia e esposa do proprietário, Maria Sailene Gomes Facunde e o sócio e filho do casal, Eduardo Fernandes Facunde Júnior também estão no pedido enviado à justiça e ainda estão sendo procurados pela Polícia Civil. O grupo foi acusado pelo MPE de estelionato e crimes contra a relação de consumo, a ordem tributária e de formação de quadrilha ou bando.

Daniel Barros revelou que investigações feitas em conjunto com o Grupo de Prevenção e Combate a Organizações Criminosas (Geproc) do MPE apontaram que Ana Cristina era, na realidade, sócia do dono e foi definida pelo promotor como “braço direito” de Eduardo Facunde. “Ela chegou a abrir uma empresa no nome dela em Abaetetuba, sendo sócio o seu filho”, informou Barros.

O promotor justificou que a prisão era necessária já que “a ordem social no município de Castanhal e em todo o Pará está seriamente abalada, pois nos outros municípios onde funcionam filiais desta empresa, estão ocorrendo várias manifestações”. Ana Cristina foi definida pelos promotores como “pessoa que ostenta vasto patrimônio em Castanhal, que seria incompatível com sua renda se fosse uma simples funcionária da empresa”.


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