Política

Senadores articulam para que Lobão não presida sabatina de Moraes

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Senadores da base do governo e também da oposição articulam para que o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Edison Lobão (PMDB-MA), não presida a sessão desta terça-feira, 21, dedicada à sabatina de Alexandre de Moraes para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O objetivo é evitar críticas ao processo, já que Lobão é investigado na Operação Lava Jato.

“O senador Lobão poderia fazer um grande serviço ao Brasil e se julgar suspeito para conduzir essa sabatina. Como o relator revisor da Lava Jato terá sua sabatina conduzida por um investigado?”, indagou o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Nos bastidores, corre a mesma preocupação entre os senadores da base do governo. O temor é de que a sabatina perca credibilidade ao ser conduzida por Lobão.

Não seria a primeira vez que o peemedebista seria poupado de presidir uma sessão polêmica. Na semana anterior, quando a base do governo operou para antecipar a sabatina de Moraes, a sessão da CCJ foi conduzida pelo senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), que tem bom trânsito com a oposição. Na ocasião, inclusive, Anastasia decidiu contra a antecipação da sabatina.

O assunto ainda será levado à cúpula do PMDB e ao presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE). Caso os senadores decidam por evitar Lobão na sabatina, a decisão não deve ser alardeada. O presidente da comissão deverá apenas faltar à sessão, assim como ocorreu na semana anterior.

Do Estadão Conteúdo


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Poder

Filho de Lobão chega a ganhar R$ 70 mil em empresa do Banco do Brasil

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Márcio Lobão, um dos filhos do senador Edison Lobão (PMDB-MA), que foi alvo da Operação Leviatã, deflagrada na manhã de quinta-feira (16) pela Polícia Federal, chega a ganhar R$ 70 mil de salário por mês no Brasilcap, empresa do grupo do Banco do Brasil.

O filho de Lobão foi indicado por ele há cerca de 10 anos para o cargo.

Márcio Lobão é acusado de receber dinheiro de propina de empreiteiras contratadas para as obras da Usina de Belo Monte, no Pará.


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Poder

Filho de Lobão já havia sido citado em delação de Sérgio Machado

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Alvo da Operação Leviatã, deflagrada nesta quinta-feira (16), Márcio Lobão, filho do senador Edison Lobão (PMDB-MA), já havia sido citado na delação que mais trouxe acusações sobre lideranças do PMDB: a do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.

Enquanto a Leviatã apura supostas propinas pagas na construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, com provas coletadas na Lava Jato, a delação de machado trouxe informações sobre a importante subsidiária da Petrobras comandada pelo PMDB.

Em sua colaboração, Machado afirmou que Edison Lobão, “na qualidade de ministro, queria receber a maior propina mensal paga aos membros do PMDB”. À época dos supostos pagamentos, Lobão era ministro das Minas e Energia e a Transpetro, vinculada à pasta.

Na versão apresentada pelo delator ao Ministério Público Federal, Lobão pediu R$ 500 mil por mês, mas Machado disse que só tinha condições de pagar R$ 300 mil.

Segundo Machado, o ex-ministro das Minas e Energia o teria orientado a “receber esse recurso em dinheiro e no Rio de Janeiro, frisando que só poderia ser no Rio de Janeiro e que o elo era seu filho, Márcio Lobão”.

Lobão sempre negou as acusações de seu envolvimento com o esquema denunciado por Machado. Ele é defendido pelo criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay.

Nesta quinta (16), Márcio Lobão surge como um dos alvos de inquérito em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o setor de energia, que apura pagamentos, por parte das empresas do consórcio de Belo Monte, de 1% dos valores da usina ao PT e ao PMDB.

A delação de Machado não está ligada a essa investigação, mas o ex-presidente da Transpetro afirmou ao MPF que a Petrobras era a madame mais honesta dos cabarés do Brasil e que práticas corruptas existiam em outros setores do país.

Do Blog do Matheus Leitão


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Poder

Márcio Lobão teria recebido R$ 600 mil em propina em seu apartamento no Rio de Janeiro

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A participação da família do senador Edison Lobão na distribuição de propina da Usina de Belo Monte foi detalhada por Flávio Barra, ex-executivo da Andrade Gutierrez que assinou acordo de delação premiada.

Em depoimento em junho de 2016, Barra contou que a maior parte do dinheiro de propina destinada ao PMDB foi paga por meio de doações eleitorais. Segundo ele, Edison Lobão indicou o filho, Márcio Lobão, como o contato para receber dinheiro destinado ao partido.

Como nenhum dos representantes do consórcio conhecia Márcio Lobão, o executivo fez reuniões individuais, de meia em meia hora, no prédio da Andrade Gutierrez no Rio de Janeiro, para apresentá-lo aos executivos das empreiteiras. Barra disse que chegou a entregar a Márcio Lobão, a pedido do pai dele, R$ 600 mil em dinheiro. O encontro foi combinado por Whatsapp e o o próprio Barra disse ter levado o valor até o apartamento de Márcio, na Avenida Atlântica, no Rio.

Outro delator das irregularidades em Belo Monte, Luis Carlos Martins, da Camargo Corrêa, que também integrou o consórcio, disse que R$ 2 milhões foram repassados a Lobão por meio de falsos contratos de consultoria e de “doações eleitorais” ao PMDB.

Segundo Martins, o valor que cabia ao PMDB foi pago por meio de contratos falsos de consultoria com a empresa AP Energy — um de R$ 1,2 milhão e outro de R$ 1,268 milhão. Outro executivo da empresa, Dalton Avancini, teria ficado responsável por providenciar os pagamentos ao PT. Juntos, PT e PMDB teriam dividido 1% do valor da obra da usina.

A AP Energy fica em Santana do Parnaíba (SP) num endereço já conhecido pela Lava-Jato por abrigar outras empresas de fachada descobertas pelo esquema de fraudes na Petrobras.

Segundo relatório da Polícia Federal, nas eleições de 2010, 2012 e 2014, as empresas que fizeram parte do consórcio construtor de Belo Monte doaram R$ 159 milhões a candidatos do PMDB por meio de seus diretórios e comitês financeiros. Em sua colaboração, o ex-senador Delcídio Amaral afirmou que a propina de Belo Monte teria como destino caciques do PMDB no Senado: Renan Calheiros, Romero Jucá, Jader Barbalho e Valdir Raupp.

Berço político de Romero Jucá, Roraima foi o diretório estadual do partido que mais recebeu recursos nas três eleições analisadas: R$ 3,7 milhões. Alagoas foi o terceiro maior destino, com R$ 2,4 milhões: o estado é lar do presidente do Senado, Renan Calheiros, e governado pelo filho do senador, Renan Filho. O diretório estadual do Pará, representado no Senado por Jader Barbalho, recebeu R$ 1 milhão e o de Rondônia, ligado ao senador Valdir Raupp, recebeu R$ 500 mil. Os valores doados ao PT não foram relacionados pela PF.

Derrotadas no leilão de concessão da Usina de Belo Monte, Andrade Gutierrez, Odebrecht e Camargo Corrêa dividiram 50% do consórcio construtor, enquanto a outra metade foi dividida entre as sete empresas que venceram o leilão. A Andrade Gutierrez liderou o consórcio.

Do Globo


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Poder

Filho de Edison Lobão é alvo da Polícia Federal por desvio de dinheiro em Belo Monte

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A Polícia Federal deflagrou no início da manhã desta quinta-feira (15) uma operação, batizada de Leviatã, para cumprir mandados de busca e apreensão nas casas e escritórios de pessoas investigadas por propina na construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. A Leviatã se baseia em provas coletadas na Operação Lava Jato.

Entre os alvos da operação, segundo a Polícia Federal, estão o ex-senador pelo Pará, Luiz Otávio, e o filho do senador Edison Lobão (PMDB-MA), Márcio Lobão. Os mandados da Leviatã, foram expedidos pelo ministro Edson Fachin do STF.

As buscas estão relacionadas a um inquérito que corre no Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar pagamento, por parte das empresas do consórcio de Belo Monte, de 1% dos valores das obras da usina ao PT e ao PMDB.

O ex-ministro do STF e antigo relator da Lava Jato, Teori Zavascki, morto em janeiro, havia separado investigações sobre corrupção setor elétrico, o chamado eletrolão, da operação original. O inquérito sobre Belo Monte já estava sob relatoria de Fachin antes mesmo de ele suceder Zavascki como relator da Lava Jato.

Histórico

Em abril de 2016, o ex-presidente da Andrade Gurtierrez Energia, Flávio David Barra, disse em depoimento na 7ª Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro que negociou pagamento de propina na obra de Belo Monte com o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, preso pela Lava Jato. Flávio disse também que recebeu indicação de fazer pagamentos também a Márcio Lobão, filho do senador que, na época, era ministro de Minas e Energia.

“Tive conversas com Vaccari sobre Belo Monte, envolvendo o pagamento de comissão. Já o ministro Lobão indicou advogado do Maranhão, a quem fizemos alguns pagamentos em espécie no caso de Angra 3. Para [os pagamentos de] Belo Monte nos foi indicado o filho do ministro, Márcio”, disse o executivo no depoimento de 2016.

O leilão da hidrelétrica foi vencido pela Norte Energia, formado pela Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) – subsidiária da Eletrobras -, Construtora Queiroz Galvão, Galvão Engenharia, entre outras empresas. Entretanto, a Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Odebrecht acabaram contratadas para a construção da usina.
Maior projeto brasileiro no setor elétrico, Belo Monte tem a conclusão das obras prevista para janeiro de 2019. O investimento estimado é de R$ 28,9 bilhões.

G1, Brasília


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Política

A advertência de Lobão

Editorial do Estado de São Paulo

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Em tempos de denúncias para todos os gostos, em que se corre o risco de jogar todos os políticos na vala comum da corrupção, é sempre bom reiterar que só ganha com a sensação de ladroagem generalizada aqueles que, sem nenhum apreço pela democracia, pretendem se apresentar como impolutos salvadores da pátria.

Logo, separar o joio do trigo – isto é, defender a punição exemplar dos políticos corruptos, mas não permitir a desmoralização da atividade política – é dever de todos os que se preocupam com o futuro da democracia no País. Contudo, infelizmente, infiltrou-se entre os advogados dessa nobre causa um punhado de políticos que, com contas a acertar com a Justiça, pretendem apenas confundir a opinião pública, passando-se por vítimas de perseguição.

Em geral são mui conhecidos personagens da política degenerada, herdeira do coronelismo patrimonialista, que a tanto custo se tenta extirpar da vida nacional. Nenhum deles está interessado em outra coisa que não seja salvar a própria pele.

É o caso do senador Edison Lobão (PMDB-MA), que, em entrevista recente ao Estado, se queixou duramente da Lava Jato. O parlamentar é alvo de dois inquéritos ligados à operação, tendo sido citado como beneficiário de propinas no escândalo da Petrobrás e nas obras de Angra 3 e Belo Monte, quando era ministro de Minas e Energia no governo de Dilma Rousseff.

Mesmo com esse histórico, Lobão foi eleito presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a mais importante do Senado, responsável, entre outras funções, por avaliar a constitucionalidade de projetos. É certo que ninguém é culpado até prova em contrário, mas, em se tratando de um cargo de tamanha responsabilidade política e ética, seria de esperar que o Senado escolhesse alguém sem a folha corrida de Lobão.

Mas os arranjos de coxia se sobrepuseram aos interesses do País e aos imperativos morais, razão pela qual Lobão não apenas preside a CCJ, como se julga à vontade para denunciar a suposta generalização das acusações da Lava Jato contra políticos. “Virou um inquérito universal”, disse o senador. “Em que isso vai resultar? Não sei. Não acho que (a Lava Jato) tenha que ser extinta, mas conduzir ao ponto que estamos chegando, da criminalização da vida pública, é o que nos envia para a tirania.” O senador disse que o Congresso está tentando “corrigir essas distorções”, mas “a imprensa não aceita, nem a opinião pública”. Assim, lamentou, “estamos destinados ao calvário, à destruição”.

Para Lobão, é injusto que “nós, que somos investigados e delatados, vivemos esse estado de constrangimento”, enquanto o delator está “livre por aí” e “passa a ser uma figura importante”. A lamúria do senador, segundo a qual “todo dia aparecem denúncias, e os meios de comunicação batem impiedosamente em todos os políticos, tendo sido objeto de denúncias ou não”, terminou com uma ameaça ao País: “Daqui a pouco os políticos não suportam mais”.

Assim, espertamente, o senador quer fazer acreditar que suas preocupações são as mesmas daqueles que, sendo honestos, ou por serem verdadeiros democratas, defendem que a Lava Jato prossiga em seu trabalho com destemor, mas dentro da lei, sem ceder aos holofotes nem permitir que sirva de instrumento para atacar indistintamente todos os políticos.

É claro que gente como Lobão – que orbita governos de qualquer matriz ideológica e exerce a política como faziam os coronéis – não está nem um pouco interessada em melhorar a qualidade da democracia e das instituições. Antes pelo contrário: sempre que se nota algum avanço, em especial agora, quando se pretende levar maus políticos ao banco dos réus, urde-se alguma manobra para sabotar esses esforços, sob a malandra justificativa de que é preciso conter os exageros da Lava Jato.

Que exageros existem não há dúvida, e mais de uma vez alertamos, neste espaço, para algumas atitudes precipitadas e por vezes autoritárias de membros da Lava Jato. Mas, enquanto aqui a intenção da crítica é contribuir para o aperfeiçoamento de tão importante ofensiva contra a corrupção, a parlapatice de Lobão tem apenas um objetivo: dar a senha para sabotar, no Congresso, a Lava Jato.


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Política

Edison Lobão será presidente da CCJ no Senado

Da Folha de São Paulo

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O senador Edison Lobão (PMDB­MA) presidirá a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, o colegiado mais importante da Casa, no próximo biênio.

Após uma disputa interna no partido, o grupo dos ex­presidentes do Senado José Sarney (AP) e Renan Calheiros (AL) conseguiram colocar o aliado no comando da comissão. Ele já era o favorito para assumir o cargo, mas concorria com Raimundo Lira (PB), que presidiu a comissão especial do impeachment no ano passado. A reunião que vai oficializar o nome de Lobão teve início às 14h, no Senado.

Durante o encontro, segundo pessoas que acompanham as discussões, Lira chegou a lançar uma candidatura avulsa, sem apoio do próprio partido, na CCJ. Depois, recuou. “Não vou participar da disputa e retiro meu pedido para integrar a CCJ”, afirmou o senador, de acordo com pessoas que participam da reunião.

Citado na Lava Jato, caberá a Lobão conduzir o processo de sabatina de Alexandre de Moraes, indicado na segunda (6) pelo presidente Michel Temer para ocupar a vaga do STF (Supremo Tribunal Federal) deixada por Teori Zavascki, morto em acidente de avião no mês passado.

Apesar das menções a seu nome, contudo, em novembro do ano passado, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo o arquivamento de um inquérito contra o senador peemedebista. Ele era acusado de ter pedido R$ 2 milhões para a campanha de Roseana Sarney de 2010 quando foi ministro de Minas e Energia ao então diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa.

A escolha de Lobão era o que faltava para que a CCJ fosse instalada, o que deve ocorrer ainda nesta quarta. Segundo afirmou nesta manhã o líder do PMDB, Renan Calheiros, o nome de quem comandará a comissão deve ser oficialmente anunciado à tarde.

Em seguida, serão encaminhadas as indicações do partido para a Mesa Diretora. O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB­CE), pediu pressa aos líderes partidários nas indicações para a CCJ. Quer que a sabatina de Moraes aconteça até 22 de fevereiro.

Com o calendário apertado devido ao Carnaval, contudo, o mais provável é que a sabatina fique para o início de março. Nesta manhã, Moraes deu início a visitas protocolares para apresentar seu currículo aos senadores. Após se encontrar com Eunício e Renan, reuniu-­se com a bancada do PSDB.

COMPOSIÇÕES

Também se valendo da prerrogativa de ser a maior bancada da Casa, o PMDB decidiu resolver seu impasse interno dando a CAS (Comissão de Assuntos Sociais) para a senadora Marta Suplicy (SP), que até terça (7) pela manhã ainda insistia em se colocar como um nome na disputa pela vaga da CCJ.

O colegiado em questão, contudo, já havia sido prometido ao PT em troca do apoio do partido à Eunício nas eleições. Como a bancada petista chegou rachada ao dia 1º de fevereiro, quando o senador peemedebista se confirmou no comando do Senado, ele se viu desobrigado de cumprir o acordo anterior.

O PT pretende agora exigir a presidência da CRE (Comissão de Relações Exteriores), um colegiado considerado pelo partido estratégico no Senado, responsável pela sabatina de embaixadores e também pelas tomadas da conta da pasta correspondente, o Itamaraty, cujo ministro é o tucano José Serra. De volta ao PMDB, o partido também irá comandar a Comissão de Infraestrutura, que deve ser comandada pelo senador Eduardo Braga (AM).


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Política

Edison Lobão emprega no gabinete neto de seu amigo

Da Revista Veja

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A família Lobão tem um apreço especial pela força de trabalho do clã Canhedo. Não é de hoje.

Em 2009, Edison Lobão Filho, à época senador, teve de explicar por que empregou Tatiana Canhedo no cargo de motorista de seu gabinete.

Tatá, como é conhecida, vem a ser neta de Wagner Canhedo, mega-empresário do setor de transportes e amigo de Edison Lobão, o pai.

Lobão Filho deixou a cadeira, que ocupava como suplente. Seu pai, o senador titular, retomou o posto. Eis que em julho deste ano, ele nomeou mais um neto de seu amigo como funcionário do Senado.

Thiago Lacerda Canhedo é formado em administração e trabalha fazendo o clipping das matérias relacionadas a Lobão. Recebe R$ 4.988 por mês, brutos.

Mas quem o indicou para o emprego público? Ele mesmo responde, ou melhor, despista: “Isso eu não posso dizer. Foi indicação, mas não tenho como saber quem me indicou”.

Dado a conhecida relação entre as famílias, dá para supor quem o indicou.


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Política

Edison Lobão e João Alberto estão apreensivos…

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Os senadores Edison Lobão (PMDB) e João Alberto Souza (PMDB) estão apreensivos. Tudo isso porque o terceiro da chapa maranhense, Roberto Rocha (PSB), tem sido elogiado por gente do governo Temer. Além de indicações, ele tem conseguido avançar em pagamentos de emendas e recursos para municípios do estado.

Rocha, licenciado para tratar de questões pessoais, eleito com o apoio de Flávio Dino (PCdoB), não esconde de ninguém o desejo de ser candidato ao governo em 2018, exatamente contra Dino. Aos dois peemedebistas sobraria apenas a reeleição.

Até ai, tudo certo. O problema é que o ministro Sarney Filho (PV) também ensaia concorrer a uma cadeira no Senado. Nessa conta, como em 2018 serão eleitos dois senadores por estado, alguém vai sobrar.

Da Veja


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Poder

Varredura antigrampo foi feita para proteger Lobão da PF, diz delator

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Autor das denúncias que levaram a Polícia Federal aprender quatro policiais do Senado na última sexta (21), o servidor Paulo Igor Bosco Silva diz que a primeira varredura fora das dependências da Casa teve motivação declarada de proteger o então ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDBMA), das investigações da Lava Jato.

Em entrevista à Folha, Silva afirma que o chefe da Polícia do Senado, Pedro Carvalho, que está preso temporariamente, reuniu seus subordinados para explicar as razões da missão no Maranhão.

Na conversa, em junho de 2014, foi dito que a prisão de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, aproximava a Lava Jato do ministro. O pedido formal para a varredura foi feito pelo gabinete do suplente de Lobão na época, seu filho, Lobão Filho. O trabalho dos policiais legislativos nas casas e escritórios da família aconteceu cinco dias depois da segunda prisão de Costa.

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O advogado que defende Lobão e seu filho, Antonio Carlos de Almeida Castro, disse que esporadicamente havia esse tipo de pedido e que é um direito dos senadores. “É um dever e uma obrigação da polícia legislativa cumprir essas missões. Não há nada de ilegal e nada tem a ver com a Lava Jato. Quem faz esse tipo de acusação é porque descumpriu o dever. O equipamento só retirava grampo ilegal, portanto, seria impossível obstruir investigação”.

Folha – Vocês falaram alguma vez abertamente sobre Lava Jato?
Paulo Igor – Sim. Era conversado abertamente. Porque, sempre que aparecia o nome de um senador, vinha a varredura. Mas vocês falaram isso com o chefe da Polícia do Senado? Ele ignorava os alertas que dávamos a ele. Nossa missão se esgotava em fazer essa recomendação, como parte do nosso trabalho na parte jurídica. Isso foi conversado abertamente. Todo mundo conhecia isso.

O que ele dizia?

A gente só recebeu assim abertamente a primeira ordem. Ele externou que o objetivo dessa primeira, na casa da família Lobão, era a possibilidade de Lobão ser alvo da Lava Jato. Estava aproximando demais, por causa da prisão do [ex-diretor] Paulo Roberto Costa. Foi assim que ele disse.

Alguma vez algo foi achado?

Nunca soube disso. Os colegas não falavam sobre isso.

Quem pede esse tipo de ordem?

Quem pede é o diretor da secretaria. Todo mundo quer saber quem manda isso. Mas não sei, não faço ideia. Acima do Pedro, não sei como funciona, quem pediu. Quando chegava a mim, ela já vinha pronta. E não é medo de falar, se soubesse, eu falaria.

Como era a relação do Pedro com Renan Calheiros, presidente do Senado?

Não sei. Não faço ideia. Deve ser boa, não? Se fosse ruim, o Renan tinha tirado. O que eu sei é o que está nas regras do Senado. A resolução que fala das atribuições da polícia diz que o que tem de ser feito fora das dependências tem de ter autorização do presidente. Mas eu não sei se teve ou não teve.

O que eram as maletas apreendidas?

Eram aparelhos sofisticados da contra inteligência. Duas pessoas foram fazer até curso nos EUA para aprender a mexer. Até com a Abin eles fizeram curso.


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