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Envolvido em escândalos de corrupção, Weverton Rocha sonha virar ministro

Weverton Rocha (PDT), tenta a todo custo assumir o posto de Manoel Dias, no Ministério do Trabalho

Weverton Rocha (PDT), tenta a todo custo assumir o posto de Manoel Dias, no Ministério do Trabalho

O sonhador e deputado federal Weverton Rocha (PDT), tenta a todo custo assumir o posto de Manoel Dias, no Ministério do Trabalho. Ele acredita que será contemplado, mas acha que a presidenta Dilma Rousseff não sabe do inquérito instaurado pela Polícia Federal, que apura um esquema violento de corrupção no Maranhão através dos programas sociais.

Primeiro que a ficha suja do rapaz é imensa. As acusações que envolvem o deputado repercutiram nacionalmente e são daquelas de causar inveja em qualquer corrupto que faz uso do dinheiro público e comete delitos de improbidade administrativa. Weverton Rocha vai além!

Em 2011 surgiram as primeiras acusações envolvendo o deputado em um esquema de corrupção no Ministério do Trabalho. A revista Veja publicou uma reportagem denunciando que funcionários e ex-funcionários de órgãos de controle da pasta exigiriam comissão de 5 por cento a 15 por cento do valor dos convênios para resolver “pendências” nos contratos.

No mesmo ano Weverton Rocha respondia a sete ações de improbidade administrativa no estado, seis na Justiça Estadual e uma na Justiça Federal, enquanto Secretário de Esporte. As irregularidades incluíam o favorecimento ilícito de uma empresa para a reforma de um ginásio e o desvio de 1.080 colchões destinados a famílias desabrigadas pelas enchentes no Maranhão, em 2008. Além disso, ele patrocinou com o dinheiro público a reforma de um campo de futebol, no valor de R$ 88.054,25, da Associação dos Delegados do Maranhão (Adepol).

Em 2012, o ex-secretário foi acionado pela Justiça Federal para explicar irregularidades no ProJovem Urbano. R$ R$ 3,9 milhões teriam sido desviados, segundo denúncia do Ministério Público Federal (MPF), que apontou falha na transferência R$ 6.930.900 do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), para a SESPJUV. Rocha dispensou, de forma indevida, a licitação a Fundação Darcy Ribeiro (Fundar) e do Instituto Maranhense de Administração Municipal (Imam). A pena a ser cumprida era à devolução de R$ 6.098.010, perda do cargo público, suspensão dos direitos políticos e multa.

Foi em 2013 que o Supremo Tribunal Federal decidiu intensificar as investigações sobre a cobrança de propina para liberar o pagamento de organizações não governamentais (ONGs). Weverton Rocha estaria envolvido nas denúncias que resultariam na queda do presidente do PDT, Carlos Lupi. O inquérito apura o desvio de recursos públicos e corrupção na contratação de ONGs entre 2007 e 2011.

Tamanha a lista de seus lapsos, inclusive, de sua genitora Marileide Rocha Marques de Sousa, que controla a ONG maranhanse Fedecma (Federação de Desenvolvimento das Organizações do Terceiro Setor do Maranhão), A agraciada ong abocanhou do governo federal R$ 3,179 milhões. Na época, a ONG não funciona no endereço informado à Receita Federal e sequer possuía telefone registrado em nome dela.

Diante de tantos escândalos, o pedetista ainda sonha com o Ministério do Trabalho.


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