Política

João Alberto faz manobra e pede licença do Senado

Senador João Alberto.

Senador João Alberto.

O senador João Alberto (PMDB), decidiu tirar licença do Senado adiando o processo que deve resultar na cassação do mandato do senador Delcídio do Amaral (PT-MS). A atitude do peemedebista foi classificada como manobra política.

Presidente do Conselho de Ética do Senado, João Alberto alegou como motivo de sua saída temporaria que tem compromisos (agenda política). Mas, a saída foi para dificultar a representação da Rede e o PPS, que pedem a cassação do senador petista baseados na denuncia da Procuradoria Geral da República.

Delcídio do Amaral foi gravado oferecendo propina no valor de R$ 50 mil mensais ao filho do ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró. A Polícia Federal prendeu Delcídio por determinação do Supremo Tribunal Federal.

João Alberto alegou compromissos inadiáveis, inclusive, no município de Araioses. “Eu estava já com esse compromisso. Estava agendado há muito. Não tinha a menor condição de faltar”, disse.


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Política

PF prendeu senador que ofereceu propina a filho de Cerveró

Senador Delcídio Amaral preso pela PF.

Senador Delcídio Amaral preso pela PF.

Pela primeira vez na história, o Supremo Tribunal Federal mandou prender um senador no exercício de seu mandato. Delcídio do Amaral (PT-­MS), líder do governo no Senado, foi preso na manhã desta quarta-­feira (25), acusado de obstruir as investigações da Operação Lava Jato.

Sob a mesma acusação, a Corte ordenou a prisão do banqueiro André Esteves, dono do banco BTG, um dos homens mais ricos do Brasil.

Uma gravação com 1 hora e 35 minutos revela como o líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS), a propina ao ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró para que ele não fechasse acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal.

No diálogo ocorrido no dia 4 de novembro em um quarto do hotel Royal Tulip, em Brasília, o petista também propôs ao filho de Cerveró, Bernardo Cerveró, que, se o ex-diretor realmente optasse por um acordo com os procuradores da República, ele não o citasse.

A gravação foi feita em um celular de Bernardo. Além de Delcídio e do filho de Cerveró, também participaram do encontro o banqueiro André Esteves – dono do Banco BTG Pactual, que foi preso pela PF nesta quarta no Rio – e o advogado Edson Ribeiro, que era responsável pela defesa de Cerveró na Lava Jato.

No dia 19, a Procuradoria Geral da República recebeu o áudio com a íntegra da conversa por meio de uma advogada de Bernardo, que atuou no acordo com o Ministério Público.

No dia seguinte, Cerveró e o filho prestaram depoimento, separadamente, aos procuradores da República. Os depoimentos ajudaram na conclusão do pedido de prisão do senador do PT, do banqueiro, do advogado Edson Ribeiro e do chefe de gabinete de Delcídio, Diogo Ferreira.

O relato do ministro Teori Zvascki informou que um dos motivos da prisão do petista foi a oferta de uma “mesada” acima citada de pelo menos R$ 50 mil ara que o ex­diretor da Petrobras Nestor Cerveró não fechasse acordo de delação premiada na investigação que apura um escândalo de corrupção na Petrobras

O anúncio foi feito no início da sessão da Segunda Turma do STF que, em reunião extraordinária, manteve a prisão do petista. A acusação foi apresentada a Teori pela Procuradoria­ Geral da República.


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