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Dois estádios celebram juntos o “jogo que não houve”

Do UOL

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A Arena Condá, casa da Chapecoense, e o Atanasio Girardot, estádio do Atlético Nacional, em Medellín, receberam homenagens simultâneas, na noite desta quarta-feira (30), aos 71 mortos no acidente com o avião que levava o time de Santa Catarina para a primeira final internacional de sua história, a da Copa Sul-Americana de 2016.

O confronto, válido como ida da decisão, deveria ter começado às 21h45 de quarta – devido à queda da aeronave, não aconteceu. Os eventos de tributo se iniciaram cerca de uma hora antes do horário programado para o duelo, e tiveram como ponto máximo justamente o minuto em que a bola deveria rolar.

Um minuto de silêncio conjunto

Às 21h45 (de Brasília) em ponto, a Arená Condá e o Atanasio Girardot mergulharam em silêncio. Na Colômbia, os torcedores carregavam velas acesas nas mãos, quase todos vestidos de branco. No Brasil, bandeiras e faixas cobriam a arquibancada. Durante um minuto, em respeito aos mortos, não se ouviu nem um piu nos dois estádios. Na sequência, em Chapecó, teve início uma salva de palmas, enquanto no telão da Condá passavam fotos e os nomes dos vitimados no acidente.

Veja a matéria completa aqui.


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‘Ajude-nos! Ajude-nos!’, teria pedido piloto do avião antes da queda

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“Ajude-nos! Ajude-nos!” Um tripulante de uma companhia aérea contou que ouviu a comunicação entre o avião que levava a delegação da Chapecoense e a torre de controle do aeroporto de Medellín e que o piloto do Avro RJ85 da LaMia pediu ajuda desesperadamente, segundo a Rádio Caracol, da Colômbia.

O piloto teria solicitado prioridade de pouso por conta de problemas de combustível. “Solicitamos prioridade para proceder, solicitamos prioridade para proceder ao localizador, temos problemas de combustível”, teria dito o piloto Miguel Quiroga.

As informações são de que dois aviões solicitaram emergência quase ao mesmo tempo à torre de comando do aeroporto de Medellín, e a prioridade para aterrissar foi dada a um Airbus A320, com capacidade maior de passageiros. Uma hipótese é de que o Avro RJ85 teve de dar duas voltas na cidade para esperar o pouso do outro avião e, por isso, o combustível acabou.

O A320 também estava com pouco combustível e em situação de emergência. Tratava-se de um avião da Aerolinea VivaColombia, que vinha com turistas da ilha de San Andres, no Caribe. Radares mostraram dois aviões voando próximos no local da queda da aeronave onde estava a equipe da Chapecoense. Após dar prioridade de pouso ao Airbus, o piloto da LaMia decretou situação de emergência. “Agora temos uma falha elétrica, temos uma total falha elétrica”.

Ximena Suárez, aeromoça da companhia aérea e uma das sobreviventes da tragédia, afirmou que sua única lembrança foi o apagar das luzes dentro da aeronave. “As luzes se apagaram e não lembro mais de nada”, disse para a secretária de governo do departamento de Antioquia, Victoria Eugenia Ramírez, ao ser resgatada.

Além de Ximena e do comissário Erwin Tumiri, também sobreviveram ao acidente os jogadores Alan Ruschel, Jackson Follmann, e Hélio Neto, e o jornalista Rafael Henzel, que foram internados em diferentes hospitais próximos de Medellín.

O avião bateu em um morro e deixou 71 mortos, sendo 19 jogadores do time da Chapecoense. A delegação da equipe de Chapecó estava a bordo para a disputa do primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional.

Do Estadão de São Paulo


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Colômbia anuncia fim do resgate de avião: 71 mortos e seis sobreviventes

Globoesporte.com

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O diretor geral da Unidade Nacional para Gestão de Risco de Desastre anunciou oficialmente o fim da operação de busca e resgate das vítimas da tragédia com o avião da Chapecoense.

Carlos Iván Márquez Pérez passou balanço final com 71 mortos e seis sobreviventes. Ele esclareceu que os números oficiais foram corrigidos após informação que quatro passageiros não embarcaram.

– Quero informar que às 15h (horário local e 19h de Brasília) encerramos a operação de busca e resgate das pessoas que estavam no voo acidentado. O balanço é o seguinte: seis pessoas feridas e 71 pessoas falecidas. O total era de 77 pessoas. O balanço final foi ajustado já que quatro pessoas não viajaram de última hora. Pode-se dizer que foi uma das operações mais rápidas que já fizemos, com logística aérea a terrestre – disse Carlos Iván Marquéz Pérez.

As quatro pessoas que não embarcaram são as seguintes:

– Luciano Buligon, prefeito de Chapecó (SC);
– Plínio David de Nes Filho, presidente do Conselho Deliberativo da Chapecoense;
– Gelson Merisio (PSD), presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc);
– Ivan Carlos Agnoletto, jornalista da rádio Super Condá, de Chapecó.

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#ForçaChape se torna hashtag mais usada no Twitter no mundo

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Depois da queda do avião da equipe da Chapecoense de Santa Catarina, que resultou na morte de mais de 70 pessoas, a hashtag #ForçaChape se tornou a mais usada no Twitter em todo o mundo, em solidariedade aos parentes das vítimas. A hashtag foi usada nesta rede social cerca 2 milhões de vezes até o momento.

Times de futebol brasileiros, pessoas anônimas, artistas, empresas e muitos moradores da cidade de Chapecó fizeram suas homenagens pelas redes. Muitas mensagens de tristeza, dor, apoio e incredulidade tomaram conta das páginas na internet.

A página oficial do Flamengo no Twitter escreveu: vocês vão ficar para sempre no coração de todos nós. Vão com deus guerreiros.

Além do símbolo do time e da foto da equipe unida, uma das imagens mais postadas na internet é a do goleiro Danilo brincando com o filho em campo. Danilo foi resgatado ainda com vida depois do acidente, porém, morreu no hospital.

O acidente com o avião da equipe da Chapecoense e diversos jornalistas esportivos aconteceu na madrugada de hoje (29) próximo a Medellín, na Colômbia. A equipe viajava para Medellín, onde disputaria a primeira final da Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional, amanhã (30) à noite.

Agência Brasil


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Equipes resgatam 65 corpos após queda de avião da Chapecoense

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Autoridades colombianas resgataram até as 16h30 desta terça­-feira (29), 65 corpos de pessoas que morreram durante a queda de um avião na cidade deLa Unión, a 60 km de Medellín, na Colômbia.

Entre as vítimas, estava a delegação da Chapecoense e jornalistas brasileiros.O time disputaria nesta quarta (30) a primeira partida da final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional.

A informação foi inicialmente divulgada pelo general José Acevedo Ossa,membro da polícia local e responsável pelo resgate, e foi posteriormente confirmada pelo prefeito de Medellín Federico Guitiérrez Zuluaga.

Contudo,as autoridades colombianas ainda não localizaram todos os corpos, por isso,pode haver alteração no número de vítimas.

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Sobreviveram os jogadores Alan Ruschel, Jackson Ragnar Follmann e HélioHermito Zampier Neto e o jornalista Rafael Henzel Valmorbida, além dos integrantes da tripulação Ximena Suárez e Erwin Tumiri.

As autoridades aeronáuticas colombianas inicialmente divulgaram uma lista com seis nomes que não incluía Zampier Neto ­o jogador não havia sido encontrado pela equipe de resgate. Na listagem oficial, constava o goleiro Marcos Danilo Padilha que, segundo a Cruz Vermelha colombiana, havia sido resgatado, mas não havia sobrevido aos ferimentos. Contudo, a entidade voltou atrás e recolocou o atleta entre os feridos que seguem sob cuidados médicos.


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Goleiro Jackson Follmann tem perna amputada após acidente da Chapecoense

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Um dos seis passageiros resgatado com vida após a queda do avião da Chapecoense em Medellín, o goleiro Jackson Follmann teve uma das pernas amputadas em decorrência do acidente. A informação é da repórter Lívia Laranjeira, do SporTV. Além do jogador de 24 anos, outros dois atletas do elenco da equipe catarinense estão internados em hospitais da região: o zagueiro Neto e o lateral Alan Ruschel. Em função do acidente, a final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional foi suspensa. O primeiro jogo seria disputado nesta quarta.

– Em um acidente de avião, você sabe que a chance de sobrevivência é praticamente zero. Então, ele estar entre os sobreviventes é um milagre de Deus. A gente só está numa agonia para saber o estado de saúde dele, não sabe nada por enquanto. Se sabe que ele está no hospital – disse o pai do atleta, Paulo Follmann, em entrevista ao G1.
– A gente acordou com uma ligação da noiva dele, que tinha acontecido esse acidente.

Na hora meu marido entrou em choque, ficou apavorado. Eu também. A gente fica sem chão, mas coração de mãe nunca se engana. Meu coração dizia que Deus estava protegendo ele, que ele estava bem – acrescentou a mãe, Marisa.

Reserva de Danilo, Follmann foi contratado em maio pela Chapecoense como reforço para o Campeonato Brasileiro. No Rio Grande do Sul, Follmann jogou no Juventude e no Grêmio. Além dos jogadores, o jornalista Rafael Henzel e os comissários de bordo Erwin Tumiri e Ximena Suarez também foram resgatados com vida. Pela lista oficial das autoridades colombianas, o voo tinha 81 passageiros, mas quatro não embarcaram.

A delegação da Chape saiu de Guarulhos para Bolívia em voo comercial com 72 passageiros e nove tripulantes. Após escala técnica, deixou Santa Cruz de La Sierra em direção a Medellín. Quando sobrevoava a região de Antióquia perdeu contato com o aeroporto, que confirmou o acidente. A causa do acidente teria sido uma pane elétrica. Ainda de acordo com a imprensa local, o piloto teria liberado combustível para evitar explosão após o pouso forçado.


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Atlético Nacional pede que Conmebol declare Chapecoense campeã

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A diretoria do Atlético Nacional solicitou à Conmebol que a Chapecoense seja considerada campeã da Copa Sul-Americana. As duas equipes fariam nesta quarta-feira o primeiro duelo das finais.

“Por estarmos muito preocupados com a parte humana, pensamos no aspecto competitivo e queremos publicar este comunicado onde o Atlético Nacional pede à Conmebol que o título da Copa Sul-Americana seja entregue ao Chapecoense como homenagem à sua grande perda e em homenagem póstuma às vítimas do acidente fatal que deixou o esporte em luto. De nossa parte, e para sempre, Chapecoense: Campeão da Sul-Americana de 2016”, apresenta a nota do time colombiano.

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O voo que transportava o elenco da Chape rumo à Colômbia caiu a poucos quilômetros do aeroporto José Maria Córdova. Até o momento, 76 pessoas morreram, segundo a polícia colombiana, dentre eles 19 jogadores do time catarinense.

O elenco da Chapecoense viajou a Colômbia para o jogo mais importante da história do clube. A equipe de Chapecó havia eliminado nas semifinais o San Lorenzo, após empate heroico em Santa Catarina e que teve o goleiro Danilo como grande destaque. Danilo foi uma das vítimas fatais.

A decisão do Atlético Nacional acontece em um período sublime do time colombiano. O Nacional é o atual campeão da Libertadores, o primeiro título do clube na competição.

A cúpula da Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) já discute confirmar a Chapecoense na Libertadores de 2017, independentemente do que for decidido sobre a final da Copa Sul-Americana. O avião que levava a delegação para o primeiro jogo da decisão caiu próximo a Medellin, na Colômbia, e a maior parte dos ocupantes morreu.

Os principais dirigentes da entidade se dirigiam nesta terça (29) a Montevidéu, na capital uruguaia, onde se reuniriam para uma reunião do Comitê Executivo.

Jogadores do Atlético Nacional também são favoráveis

Os jogadores Gilberto García e Borja, do Atlético Nacional, pediram nesta terça-feira que a Conmebol declare a Chapecoense campeã da Copa Sul-Americana depois do trágico acidente ocorrido nas cercanias de Medellín. Os times se enfrentariam em território colombiano nesta quarta-feira na decisão do torneio continental.

“Queremos que se declare campeão a esta equipe (Chapecoense) e aí vamos ver o que acontece. A iniciativa é nossa e do mundo de futebol. Espero que Conmebol tome essa decisão e queremos apoiar aos familiares, dar apoio. É o que podemos fazer”, disse o zagueiro Gilberto García em entrevista a veículos locais.

García ainda falou sobre uma conversa do técnico Reinaldo Rueda com o elenco da equipe campeã da Libertadores. “O profe nos disse para valorizar muito nossa vida, que fizéssemos uma reflexão, tomar como um aviso de Deus para seguir melhorando cada vez mais. Vamos esperar a determinação que toma Conmebol”, afirmou.

“Nesse momento estamos lamentando muito. Reunimos com os jogadores, fizemos uma reflexão, pedimos pelas famílias de todos os desaparecidos. Era um dia muito difícil para nós todos também. Nos impactou. Eu vivo perto, há cinco minutos do aeroporto. É uma região muito montanhosa. Esses dias teve muita neblina, muita chuva, mau tempo”, disse Rueda à Rádio Bradesco.

Craque do time, o atacante Borja reforçou o discurso de que a taça deve ser dada para o time catarinense.
“Queremos dar o título para a Chapecoense, mas sabemos que neste momento isso pouco importa”, declarou.

A Chapecoense chegou pela primeira vez a uma final de competição de âmbito continental. Na semifinal, a equipe catarinense eliminou o San Lorenzo-ARG após um empate por 1 a 1 fora de casa e um 0 a 0 na Arena Condá.

Os colombianos, por sua vez, passaram pelo Cerro Porteño-PAR após os mesmos resultados da outra semifinal. O time da Colômbia sagrou-se campeão da Libertadores em julho passado, após bater o Independiente del Valle-EQU.


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Presidente da Assembleia lamenta tragédia com voo da Chapecoense

O presidente da Assembleia Legilativa do Maranhão, Humberto Coutinho, lamentou a tragédia ocorrida na madrugada desta terça-feira (29) na Colômbia, que culminou na morte de 76 pessoas da delegação do time defutebol Chapecoense e de jornalistas. Entre as vítimas, estava o atacante maranhense Ananias Castro Monteiro.

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A Assembleia Legislativa do Maranhão manifesta profundo pesar pela tragédia envolvendo a queda do avião que transportava a delegação da Chapecoense, jornalistas e convidados. O time catarinense se dirigia à cidade de Medellín, na Colômbia, para disputar o primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana.

Entre as vítimas do acidente está o jogador maranhense Ananias, atacante do Chapecó. Ananias atuou também no Bahia, Portuguesa, Cruzeiro e Sport.

A Assembleia Legislativa solidariza-se com os familiares e amigos do jogador maranhense, estendendo o seu pesar a todos os entes queridos das vítimas do acidente e rogando a Deus o conforto necessário para superar esse momento de grande dor.

Deputado Humberto Coutinho
Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão


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Mãe de Ananias é hospitalizada duas vezes após saber sobre tragédia

Globo Esporte, MA

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A mãe do jogador Ananias foi hospitalizada por duas vezes, na manhã desta terça-feira (29), depois que soube da morte do filho por conta da queda do avião que transportava a delegação da Chapecoense para a Colômbia. Depois das 10h, a mãe de Ananias retornou à residência onde foi amparada por parentes e amigos. Um tio do jogador diz que os parentes esperam um comunicado oficial do clube para tratar com a esposa do atleta, que mora em Chapecó-SC com o filho do casal, sobre velório e sepultamento.

Paulo de Aruanda, que foi escolhido pelos parentes para falar com a imprensa, é casado com uma tia do jogador e revelou que a família tomou conhecimento do acidente por um telefonema.

– O acidente foi pela madrugada e nós recebemos uma ligação dizendo que tinha acontecido isso com o avião da Chapecoense. Na hora, fui buscar mais informações. E nossa esperança era que ele nem tivesse embarcado. Agora, nossa tristeza é a tristeza de todo país. Por isso, nos solidarizamos com as demais famílias que perderam pessoas queridas também – explicou Aruanda, que revelou ainda que uma irmã do jogador está grávida.

A família residia na Cidade Operária, em São Luís, mas depois mudou para São José de Ribamar, cidade que fica na Região Metropolitana de São Luís. Na casa, parentes e amigos se reuniram neste momento de dor profunda.

Nascido na capital maranhense, Ananias tinha 27 anos. A morte dele foi confirmada pelas autoridades colombianas, na madrugada desta terça-feira (29). O avião transportava a delegação da Chapecoense-SC para Medelín, na Colômbia, para o primeiro jogo da final da Copa Sul-America, nesta quarta-feira (30), contra o colombiano Atlético Nacional. O jogo foi cancelado pela Conmebol.

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Diego Renan, que jogou em 2016 pelo Moto Club, disse que ‘o coração sangra por essas perdas’, fazendo referência ao amigo Ananias e às demais vítimas da tragédia.

– Sem palavras para descrever esse momento inacreditável. O coração sangra por essas perdas. Meu irmão e amigo de infância, Ananias, você faz parte da minha história. Meu Deus dê o sustento e o conforto a todos os familiares – disse o jogador que esteve na casa da família na manhã desta terça-feira, no bairro da Cidade Operária, em São Luís.

Ananias nunca jogou em um time do Maranhão. Logo cedo saiu do estado e se formou nas categorias de base do Bahia. Durante esse período conheceu outro maranhense, que também estava fazendo sua base fora do Maranhão, Paulo Sérgio à época jogava pelo Internacional-RS.

– Muito triste com isso tudo. Conheci o Ananias quando ele jogava pelo Bahia e eu pelo Inter, ainda nas categorias de base. Era um irmão nosso que tinha saído da Cidade Operária. A gente sai para trabalhar e não sabe se volta. Foi isso que aconteceu. Agora é orar bastante e pedir força a família, a mãe do Ananias que deve estar sofrendo muito – declarou o zagueiro, que está em viagem para Brasília.

Ananias Eloi Castro Monteiro faria 28 anos no dia 20 de janeiro de 2017. Ele fez toda a base no Bahia e depois de jogar pelo profissional do próprio Tricolor, seguiu para Portuguesa, Cruzeiro, Palmeiras e Sport, antes de chegar à Chapecoense.

Manifestações na internet

Nas redes sociais, o governador do Maranhão, Flávio Dino, se solidarizou com as vítimas, em especial com Ananias. “Lamento profundamente tragédia com atletas e jornalistas brasileiros. Minha solidariedade às famílias, especialmente a do maranhense Ananias”, publicou.

Da mesma forma, os dois grandes clubes do estado manifestaram solidariedade com a Chapecoense. Moto e Sampaio mudaram os tons coloridos de seus escudos e em sinal de luto ficaram com as imagens em preto e branco. O Moto manteve seu escudo, já o Sampaio deu espaço para a marca da própria Chapecoense.
Este ano, quando do acesso dos times da Série D para a Série C, a Chapecoense publicou felicitações aos quatro times que conseguiram o feito, entre os quais o Moto Club.


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Avião da Chapecoense caiu em “buraco” que dificulta resgate e remoção dos corpos

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O local onde caiu o avião que transportava a delegação da Chapecoense dificulta não só o trabalho de resgate dos sobreviventes, mas também a remoção dos corpos das vítimas. De acordo com informações do Sérgio Escobar, diretor executivo da Agência de Cooperação e Investimento de Medellín e Área Metropolitana, a aeronave entrou em um “buraco” de acesso complicado, mas as buscas já estão sendo retomadas para que os bombeiros possam entrar na fuselagem.

– As buscas foram suspensas de madrugada, mas isso não significa que o resgate deixou o local. Foi parado momentaneamente porque não era possível entrar na fuselagem do avião, o avião entrou em um buraco profundo, um local fácil para entrar, mas difícil para sair. A chuva parou e as buscas recomeçaram – afirmou Escobar, em contato por telefone com o Globoesporte.com.

O voo com a equipe catarinense, que iria disputar o primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional, sofreu o acidente nesta terça-feira no Cerro Gordo, próximo ao aeroporto internacional de Medellín, na Colômbia. No local da queda, há muito mato e as buscas também foram dificultadas por causa da chuva na região.

– O Cerro Gordo é uma pequena montanha, não é muito alto, mas o avião caiu em um vale que tem no meio dessa montanha. Não é possível chegar de carro até o local, os membros do resgate tiveram que andar por um longo trecho. Buscas de helicóptero também serão feitas – disse Escobar.

A intenção de brasileiros e colombianos é tentar fazer o transporte de corpos de volta para o Brasil o mais rápido possível. Para acelerar as questões burocráticas, autoridades dos dois países já estão conversando sobre o processo.

– A informação é que um avião está vindo do Brasil para a Colômbia com familiares e autoridades brasileiras. Possivelmente, os corpos dos mortos vão ser transportados de volta ao Brasil neste mesmo voo.
O diretor executivo da Agência de Cooperação e Investimento de Medellín e Área Metropolitana preferiu não adiantar mais informações sobre o motivo da queda do avião da Chapecoense. Além do resgate dos corpos, as equipes também tentam encontrar a caixa-preta do avião, que pode esclarecer as causas da tragédia que deixou dezenas de mortos nesta terça.

– As equipes de buscas já estão tentando encontrar as caixas-pretas para saber as causas da queda. Ainda é muito cedo para saber, mas diferentes autoridades do Brasil, da Colômbia e da Bolívia vão fazer as investigações – afirmou Sérgio Escobar.

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