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Ricardo Murad tentou usar desembargadora Nelma Sarney

Desembargadora Nelma Sarney e Ricardo Jorge Murad.

Desembargadora Nelma Sarney e Ricardo Jorge Murad.

Nos autos do processo investigatório que desarticulou o esquema criminoso que atuava na Saúde do Maranhão e que resultou na Operação Sermão aos Peixes, deflagrada pela Polícia Federal, foi constatado que o ex-secretário de Saúde, Ricardo Jorge Murad PMDB), traçou estratégias para impugnar o edital de licitação da atual gestão da SES.

Segundo o relatório obtido com exclusividade pelo Blog do Neto Ferreira, o ex-chefe da Saúde pediu a sua filha, deputada estadual Andréa Murad (PMDB) para que entrasse em contato com o parlamentar Edilázio Júnior (PV), para intermediar um encontro com a desembargadora do Tribunal de Justiça, Nelma Sarney, no intuito de barrar a decisão do juiz Clésio Coelho Cunha. Nelma é casada com o irmão do ex-senador José Sarney.

A Policia Federal afirma que o despacho do juiz se refere a liminar favorável ao Estado para que fosse mantido o edital de licitação. Além disso, Ricardo Murad orienta a filha, o tempo inteiro, como expor o assunto na tribuna da Assembleia Legislativa.

Além de tentar derrubar o edital por meio do Tribunal de Justiça, Murad quis pressionar um conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) para seguir com as estratégias e tentar reverter, ou melhor, reformar, o parecer do magistrado Clésio Cunha.

“Ricardo liga para Flávio, seu advogado, e o chama para falar com Osmario Freire Guimarães, conselheiro do TCE, com objetivo de pressioná-lo a impugnar o edital de licitação pelo TCE” citou a Polícia Federal nos autos.

A assessoria da desembargadora Nelma Sarney informou ao Blog do Neto Ferreira que assuntos privados com o ex-secretário nunca foram tratados e jamais atenderia pedidos dessa natureza. Abaixo a nota:

A desembargadora Nelma Sarney, esclarece que nunca tratou sobre assuntos privados com Ricardo Murad, ou qualquer pessoa a ele vinculada, nem mesmo atuou ou atuará no sentido de interferir no curso de qualquer processo que tramita no Judiciário maranhense.

A desembargadora ratifica que não recebeu e jamais atenderia qualquer pedido dessa natureza que chegasse até ela. Ela reforçou que a magistratura maranhense é formada por homens e mulheres éticos, que julgam com imparcialidade e total autonomia no desempenho de suas funções, não havendo que existir qualquer ilação que coloquem suas atuações sob suspeita.


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