Poder

Lojistas e CDL repudiam abusos e ameaças em protesto na Rua Grande

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O direito de ir e vir, assim como o livre arbítrio em escolher se vai aderir ou não a protestos e greves não são favores pessoais, mas direitos coletivos garantidos pela Constituição brasileira.

Direitos esses que foram completamente desrespeitados pelos membros da CUT e demais entidades nessa sexta – feira (28.04), durante os protestos contra reformas do atual Governo na Rua Grande. Além de impossibilitarem o acesso à principal via de comércio da capital maranhense, os líderes desses movimentos praticamente ameaçaram os lojistas que estavam com seus estabelecimentos abertos. Com discursos proferidos em microfones, os representantes das entidades sindicais que aderiram ao movimento grevista simplesmente ameaçaram os vendedores com frases como: “Não nos responsabilizamos pelas lojas abertas, pois é melhor liberar seus vencedores por um dia que ter a loja invadida e saqueada”. E mais, em vídeo uma manifestante com camisa da CUT ameaçava os comerciantes dizendo às pessoas de uma loja: “Nós vamos voltar aqui, nós vamos voltar”.

Márcia Mello, gerente das loja de cosméticos IAP localizada na Rua Grande, denunciou os abusos dos manifestantes:

“Esses manifestantes passaram aqui na loja batendo nas portas e na vitrine, só faltaram quebrar tudo. Fazer manifestação é uma coisa, destruir o patrimônio alheio é baderna. Cadê a polícia? ” , protestou indignada a gerente.

Foi esse clima de tensão e medo que os comerciantes da Rua Grande vivenciaram ao tentarem trabalhar para minimizarem os prejuízos de um comércio lojista já penalizado, que sofre com a atual crise econômica brasileira. Esse foi o preço que tiveram que pagar por tentarem se manter em atividade e conseguir honrar os compromissos de salários com os seus colaboradores.

O Presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de São Luís, Fábio Ribeiro, manifestou seu repúdio sobre esses abusos:

“Quando uma sociedade democrática desrespeita os direitos previstos pela Constituição, já estamos em situação de enorme prejuízo. Repudiamos todo o qualquer movimento que disfarçado de luta trabalhista sirva a interesses políticos disfarçados, como nesse caso, no qual o que se viu na Rua Grande foi uma verdadeira violência contra trabalhadores e empresários honestos, que com seu trabalho movem a já combalida economia desse país e dessa cidade. A CDL São Luís está solidária aos lojistas, e aos trabalhadores também, que sentiram-se lesados nesse dia, tanto comercial, quanto moralmente e confia nas autoridades e na Segurança Pública para impedir esses abusos”, declarou Fábio Ribeiro.

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Política

Júnior Verde se reúne com Membros da CDL de Balsas

Representantes da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Balsas levaram solicitações de melhorias no setor ao deputado estadual Júnior Verde (PRB), durante visita do parlamentar à região Sul. O encontro contou ainda com a presença dos secretários de Estado de Indústria e Comércio, Simplício Araújo, e de Agricultura, Márcio Honaiser.

Melhores incentivos, parcelamento das dívidas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), licenciamento ambiental e investimentos no Distrito Industrial de Balsas foram algumas das solicitações feitas durante a reunião. “Os comerciantes e empresários precisam de políticas públicas de apoio a esses empreendedores que geram emprego e renda. Somos muito sensíveis a essa causa e buscaremos ações concretas de incentivo a esse setor”, disse Júnior Verde.

O parlamentar recebeu ainda demandas para a recuperação da MA-006, que liga Balsas a Alto Parnaiba, no trecho da avenida Contorno, com quase 9 km de extensão. “As condições dessa estrada são precárias, razão pela qual apresentarei indicação para a imediata recuperação da via, uma vez que a mesma permite o escoamento da produção daquela região”, garantiu o parlamentar.

Também em péssimas condições estão as obras do hospital regional de Balsas, outra solicitação recebida pelo deputado durante sua visita ao município. “Vou pessoalmente tentar sensibilizar o governador para que recupere aquele hospital. É uma questão de saúde pública, pois 14 municípios da região carecem de uma unidade de saúde que atenda a uma demanda tão grande. Já morei naquele município e sei das dificuldades. Vamos dar uma resposta àqueles que carecem de infraestrutura adequada e uma saúde pública decente”, finalizou.


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