Poder

Clubes brasileiros se unem pela Chapecoense e vão emprestar atletas

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Clubes brasileiros se uniram e publicaram nota oficial em conjunto para, além de manifestar pesar pela tragédia com a delegação da Chapecoense, também oferecer ajuda com empréstimo gratuito de atletas e solicitar à CBF que a equipe catarinense fique imune ao rebaixamento pelas próximas três temporadas.

Coritiba, Corinthians, Palmeiras, Portuguesa, Santos e São Paulo divulgaram nota no início desta terça-feira, e há expectativa de que outros clubes também venham a aderir ao movimento, como o Grêmio.

Num vídeo divulgado em seu site oficial, o Cruzeiro, através de seu presidente, Gilvan de Pinho Tavares, também se coloca à disposição para emprestar jogadores à Chape.

– Nós estamos tristes, sentidos com essa tragédia, mas haveremos de ajudar. Trabalhando unidos, nós, presidentes de clubes do futebol brasileiro, para ela voltar com galhardia a disputar as competições do futebol brasileiro. Estou propenso a conversar com os outros clubes para que desenvolvamos um projeto para emprestarmos jogadores de bom nível para que eles possam disputar as competições de 2017 – disse Gilvan, em vídeo.

Paralelamente a isso, a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) planeja incluir a Chapecoense na Libertadores e na Recopa de 2017.

Na madrugada desta terça-feira, a aeronave que levaria a delegação da Chapecoense à Colômbia para a final da Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional, caiu antes de chegar a Medellín.


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Esportes

Tite é confirmado como novo técnico da Seleção Brasileira

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Tite é o novo técnico do Brasil. Adenor Leonardo Bachi, de 55 anos, gaúcho de Caxias do Sul, recebeu a missão de substituir Dunga, demitido após a eliminação na fase de grupos da Copa América Centenário. A confirmação foi de Roberto de Andrade, presidente do Corinthians, em coletiva nesta terça-feira. A CBF ainda não soltou o comunicado oficial.

– Tite a partir deste momento não trabalha mais conosco. Ele aceitou o convite da CBF. Hoje à tarde foi o último treino dele. No jogo de amanhã ele não dirige mais o time. Junto com ele saem Cleber Xavier, Matheus e Edu Gaspar – declarou o presidente.

Tite assume uma seleção brasileira em crise profunda. Além de ser eliminado de forma vexatória do torneio nos Estados Unidos, está fora da zona de classificação para a Copa do Mundo de 2018 e tem uma Olimpíada em casa daqui a menos de dois meses.

O agora ex-técnico do Corinthians aceitou o convite após ter sido assediado várias vezes no último ano, enquanto Dunga ainda estava empregado. Era um dos motivos pelos quais Tite não havia aceitado antes. No último contato, revelado pelo GloboEsporte.com em abril deste ano, o técnico disse que não gostaria de deixar o Corinthians durante a disputa da Copa Libertadores.

Tite queria ter assumido a seleção brasileira em 2014. Nunca escondeu a decepção por ter sido preterido por Dunga – algo que também motivou suas recusas no último ano. O mesmo Marco Polo Del Nero, presidente da CBF, que dois anos atrás ignorou o apelo popular por Tite para escolher Dunga, hoje fez o movimento contrário: dispensou um, recorreu ao outro.

A situação da CBF mudou bastante nos últimos dois anos. O vice-presidente (e ex-presidente) José Maria Marin foi preso na Suíça, o presidente Marco Polo Del Nero foi indiciado pelo FBI e a seleção brasileira sob o comando de Dunga não teve os resultados esperados em campo. A solução encontrada para a crise de imagem da CBF foi contratar o técnico campeão de tudo em suas duas últimas passagens pelo Corinthians.

Globoesporte.com


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Esportes

Dunga é demitido da Seleção Brasileira

Do Gazeta Esportiva

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Dunga está fora do cargo de técnico da Seleção Brasileira de Futebol, a informação foi divulgada por meio de uma nota no início da tarde desta terça-feira (14). Junto com ele, foi dissolvido, também, toda a comissão técnica, além do coordenador de Seleções, Gilmar Rinaldi.

Veja a nota na íntegra:

“A Confederação Brasileira de Futebol comunica que decidiu, nesta terça-feira, dissolver a comissão técnica da Seleção Brasileira. Deixam os cargos o coordenador de Seleções, Gilmar Rinaldi, o técnico Dunga e toda a sua equipe.

A decisão foi tomada em comum acordo durante reunião nesta tarde e, a partir de agora, a CBF inicia o processo de escolha da nova comissão técnica da Seleção Brasileira. A CBF agradece a dedicação, a seriedade e o empenho da equipe durante a realização do trabalho”


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Poder

Histórico policial de Fernando Sarney, novo homem da CBF

Do Uol

Fernando Sarney, filho de José Sarney: suspeito de evasão de divisas, formação de quadrilha e fraude em licitação

Fernando Sarney, filho de José Sarney: suspeito de evasão de divisas, formação de quadrilha e fraude em licitação

O empresário e vice-presidente da CBF Fernando Sarney, que assume o lugar de Marco Polo del Nero como representante da entidade junto a Fifa, tem em sua biografia passagens policiais e investigações criminais que, se não levaram a nenhuma condenação judicial definitiva, suscitaram perguntas que ainda carecem de respostas.

Informações privilegiadas sobre investigações policiais, evasões de divisas, cerceamento de liberdade de imprensa e ilícitos eleitorais estão entre as denúncias desabonadoras da vida do filho do ex-presidente da República José Sarney. Fernando Sarney nega boa parte das acusações contra ele. As quais não negou, se deu ao direito de se manifestar apenas no processo.

Veja, abaixo, um resumo dos principais casos envolvendo o mais novo membro do comitê executivo da Fifa.

O informante dentro da Polícia Federal
Entre 2007 e 2010, Fernando Sarney e outros membros de sua família foram investigados dentro de um inquérito da Polícia Federal que apurava evasão de divisas dos cofres públicos maranhenses. O empresário chegou a ter seu telefone grampeado – com autorização judicial – pela PF.

Uma série de conversas interceptadas pelo grampo mostra que um policial federal utilizou seus contatos para repassar a Fernando Sarney os detalhes das investigações. O empresário era informado sobre diligências e campanas contra funcionários de suas empresas e outras operações de busca e investigação dos policiais, para que pudesse evitar flagrantes e apreensões de documentos importantes.

Na época, Sarney disse que se tratava de vazamento de informação sigilosa e que não iria se pronunciar a não ser no processo.

Veja, abaixo a transcrição de uma dessas conversas entre Sarney e o policial Aluizio Guimarães Filho, que depois veio a ocupar um cargo no governo estadual do Maranhão, quando este era administrado pela irmã de Sarney, Roseana. No diálogo, os dois falavam sobre uma campana da PF contra um funcionário de Fernando Sarney:

Fernando: Tu tens alguém nessa área lá?

Aluizio: Eu tô ligando pra um colega meu agora. (?) Tem um delegado amigo meu de lá, mas eu não tou conseguindo.(?)

Fernando: Então, vamos arrumar alguém.

Aluizio: Eu já botei alguém no circuito e vou ter informações do que está acontecendo.

Fernando: Ele tá lá entocado, tá? Ele não tem problema.

Aluizio: Não precisa ficar entocado. Eles não podem subir porque eles não têm mandado de busca. Querem pegar ele na rua pra dar uma pressão nele.

Evasão de divisas e formação de quadrilha
Em julho de 2007, Fernando Sarney foi indiciado pela Polícia Federal sob a acusação, entre outros crimes, de falsificar documentos para favorecer empresas em contratos com estatais. Fernando foi o principal alvo da Operação Boi Barrica (renomeada posteriomente para ‘Faktor’), criada em 2006 para investigar suspeitas de caixa dois na campanha de Roseana Sarney ao governo do Estado. Às vésperas da disputa, ele havia sacado R$ 2 milhões em dinheiro.

O empresário foi indiciado pelos crimes de formação de quadrilha, gestão de instituição financeira irregular, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Pela investigação, o órgão mais beneficiado pelos crimes foi o Ministério de Minas e Energia — então controlado politicamente por seu pai, José Sarney.

Fernando Sarney sempre alegou inocência no caso, e o processo segue até hoje, correndo sob segredo de Justiça.
O “Grupo Poli 1978”

Em 2008, a Polícia Federal passou a investigar uma suposta quadrilha liderada por Fernando Sarney, apelidada de “Grupo Poli 1978”. O nome era uma alusão ao ano e ao local (Escola Politécnica da USP) em que seus membros haviam obtido o diploma universitário de engenharia.

Segundo a PF, o grupo, liderado por Fernando Sarney formava uma “organização criminosa” instalada no interior da administração federal. Eles seriam responsáveis pela manipulação de concorrências públicas, desvio de dinheiro de obras estatais e “manutenção de negócios à sombra do Estado”.

Cópias de contratos, e-mails e relatórios de conversas telefônicas obtidos pela PF dariam detalhes sobre operações financeiras em paraísos fiscais do Caribe e na China, envolvendo recursos não declarados ao Imposto de Renda.

Quando o caso veio à tona, Fernando Sarney disse que as operações financeiras citadas pelos policiais federais faziam parte de sua rotina comum de empresário, que administrava um dos grandes grupos de comunicação do Nordeste brasileiro, com uma emissora de TV, um jornal e cinco emissoras de rádio.

O processo segue até hoje, em segredo de Justiça.

Censura no Estadão
Em 31 de julho de 2009, o jornal “O Estado de S.Paulo” foi proibido de publicar notícias baseadas em investigações da Polícia Federal sobre denúncias de ilícitos praticados pelo empresário maranhense Fernando Sarney. O filho do ex-presidente conseguiu obter, na Justiça maranhense, uma ordem que proibia o jornal paulista de publicar qualquer coisa sobre ele e sua família que fossem relacionadas a investigações da PF sobre os Sarney.

O Estadão, então, apelou contra a decisão. Quando o processo chegou ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), tendo deixado, portanto, a jurisdição do tribunal do Maranhão, o empresário resolveu renunciar de seu pedido. A justificativa foi a de que ele estava sendo mal interpretado, que havia entrado com o pedido de restrição de publicação para preservar sua intimidade e de sua família, mas que sua ação estava sendo vista como censura, algo que ele considera “repugnante”.


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