Poder

Mulher de Carlinhos Cachoeira nega que fará ensaio para a ‘Playboy’

do G1.COM

Andressa ainda não se decidiu sobre convite da Playboy, diz assessoria

Andressa ainda não se decidiu sobre convite da
Playboy, diz assessoria

A empresária Andressa Mendonça, mulher de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, disse ao G1 na manhã desta sexta-feira (20), por meio de nota, que não posará para a revista “Playboy”. No texto, ela afirma que recebeu o convite para conceder uma entrevista à coluna “Mulheres que Amamos”, mas negou a realização “de ensaios fotográficos envolvendo qualquer tipo de nudez”. Ela ainda informou que qualquer conversação sobre o assunto para a publicação foi interrompida.
A informação sobre o ensaio da empresária foi confirmada ao G1 pelo editor da “Playboy”, Sérgio Xavier, por e-mail enviado na quinta-feira (19). Segundo ele, Andressa não apareceria nua nas imagens, mas usando lingerie. Ainda de acordo com o editor, as fotos seriam feitas na próxima semana, no Rio de Janeiro.

Andressa ressaltou que “por decisão familiar, decidiu interromper qualquer tipo de conversação para realizar a entrevista”. “Meu interesse maior é preservar a intimidade e a serenidade da minha família e, em especial, dos meus filhos”, destacou na nota.
Em novo contato com o G1 nesta sexta-feira, também por e-mail, Sérgio Xavier disse que “nunca houve mesmo qualquer conversa sobre ensaio e a ideia era fazer uma foto e entrevista para abrir a seção ‘Insiders’ da revista”. O editor ressaltou, ainda, que “nessa seção, as mulheres estão sempre vestidas”.

Andressa também ressaltou que “jamais houve qualquer tipo de negociação ou assinatura de contrato para a realização de fotos em conformidade com a linha editorial da revista”. Apesar da negativa sobre o ensaio, ela diz não ter “qualquer tipo de julgamento ou restrição moral com quem opte por realizar ensaios de qualquer natureza artística para publicações de qualidade reconhecida, como o caso da revista Playboy. No entanto, este não é caminho que optei por atuar em minha vida profissional”.
‘Musa’
A empresária ficou nacionalmente conhecida em 2012 após a deflagração da Operação Monte Carlo, que desarticulou a quadrilha comandada por Cachoeira, a qual explorava jogos ilegais e corrupção em Goiás e no Distrito Federal. Durante a Comissão Parlamentar de Inquérito que investigou o caso, ela recebeu o título de “musa da CPI”.

Andressa foi denunciada, meses depois, pelo juiz federal Alderico Rocha Santos por uma suposta tentativa de suborno para beneficiar o marido, que até então estava preso. Ela chegou a ser detida pela Polícia Federal, mas pagou fiança de R$ 100 mil e foi liberada.

Após deixar a prisão, Carlinhos Cachoeira oficializou a união com Andressa Mendonça, em dezembro do ano passado. O casamento foi realizado no condomínio de luxo onde moram, em Goiânia, com a presença de familiares e amigos.

Confira íntegra da nota de Andressa Mendonça:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

“Diante do que tenho acompanhado pela imprensa acerca da notícia de que teria recebido um convite para posar na Revista Playboy, da Editora Abril, cabe-nos dar transparência aos fatos. Por conta da difusão desta informação inverídica e leviana, gostaríamos de registrar que:

1. Recebi com naturalidade o convite para conceder uma entrevista destinada à coluna “Mulheres que Amamos” – da revista Playboy – sem a realização de ensaios fotográficos envolvendo qualquer tipo de nudez;

2. Diante do exposto e da reação de parte da imprensa em noticiar inverdades, por decisão familiar, decidi interromper qualquer tipo de conversação para realizar a entrevista. Meu interesse maior é preservar a intimidade e a serenidade de minha família e, em especial, meus filhos.

3. Reafirmo que jamais houve qualquer tipo de negociação ou assinatura de contrato para a realização de fotos em conformidade com a linha editorial da revista.

4. Afirmo que nunca conheci o editor da revista Playboy, Sr. Sérgio Xavier.

5. Ressalto que sou empresária, mãe e esposa. Como mulher, devo destacar que não tenho qualquer tipo de julgamento ou restrição moral com quem opte por realizar ensaios de qualquer natureza artística para publicações de qualidade reconhecida, como o caso da Revista Playboy. No entanto, este não é caminho que optei por atuar em minha vida profissional. Sigo apostando na valorização da mulher como agente ativo de transformação social e não um instrumento a ser utilizado de forma estigmatizada em um mundo machista em todos os setores de
atuação profissional.

Para finalizar, agradeço aos que não se renderam ao sensacionalismo de parte desta imprensa que insistiu na veracidade desta notícia.

Andressa Mendonça”.


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Judiciário

Cachoeira obtém habeas corpus, mas continua preso

Do G1, em Brasília

Cachoeira deve ser solto nas próximas horas.

Cachoeira deve ser solto nas próximas horas.

O desembargador Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, concedeu nesta sexta-feira (15)  habeas corpus para a soltura do bicheiro Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso no complexo penitenciário da Papuda, em  Brasília.

Cachoeira foi preso em fevereiro durante a Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, apontado como chefe de uma quadrilha que explorava o jogo ilegal em Goiás.

Apesar da decisão do desembargador, Cachoeira não deverá ser solto imediatamente, segundo informou o advogado Augusto Botelho, que trabalha no escritório contratado para a defesa do contraventor.

Isso porque, também nesta sexta (15), a juíza Ana Cláudia Barreto, da 5ª Vara da Justiça do Distrito Federal, indeferiu pedido da defesa de revogação da prisão de Cachoeira referente à Operação Saint-Michel.

A Operação Saint-Michel, da Polícia Civil do DF e do Ministério Público do DF, foi um desdobramento da Monte Carlo. Investigou as relações do grupo de Cachoeira com empresas e agentes públicos no Distrito Federal e levou à prisão de Cláudio Abreu, ex-diretor da Delta, construtora suspeita de repassar recursos para empresas fantasmas que abasteciam o esquema de Cachoeira, segundo a investigação da PF.

O Departamento Penitenciário Nacional (Depen), responsável pela custódia de Cachoeira na Papuda, confirmou a informação de que o contraventor seguirá preso. De acordo com o departamento, o bicheiro não será solto porque há outro mandado de prisão contra ele em vigor.

O advogado Augusto Botelho informou que a defesa de Cachoeira pretende ingressar durante o plantão judicial, no final de semana, com novo pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça do Distrito Federal, a fim de tentar revogar o mandado de prisão expedido pelo TJ-DF referente à Operação Saint-Michel.

Habeas corpus
A decisão do desembargador Tourinho Neto favoreceu Cachoeira indiretamente. O magistrado concedeu um pedido de habeas corpus impetrado pela defesa de José Olímpio de Queiroga Neto, do grupo do bicheiro, libertado na última quarta (13). Segundo denúncia do Ministério Público Federal de Goiás, Queiroga Neto comandava a abertura e o fechamento de pontos de jogos ilegais.

Após a libertação de Queiroga Neto, os advogados de Cachoeira pediram a extensão do benefício para o bicheiro, e o desembargador concedeu.

A decisão é a terceira do desembargador favorável a Cachoeira. Em maio, ele suspendeu o bloqueio de bens de empresa ligada a ele. Depois, suspendeu audiências para depoimento do bicheiro na Justiça de Goiânia.

Na decisão desta sexta, o desembargador argumentou que as razões que justificavam a manutenção da prisão não existem mais. “Atualmente, o quadro é outro. A poeira assentou. A excepcionalidade da prisão preventiva já pode ser afastada”, afirmou. Para o magistrado, a existência da CPI no Congresso inibe a prática de novos delitos. “Diante da instauração da CPMI, conhecida como CPI do Cachoeira […], como poderá o paciente abrir novas casas de jogos?”

Na decisão de libertar Cachoeira, Tourinho Neto determinou que o réu compareça mensalmente à 11ª Vara da Seção Judiciária de Goiás, em Goiânia, e que não deixe a cidade, onde reside, sem autorização judicial. Determinou ainda que não mantenha contato com outros denunciados.

Além do bicheiro, Tourinho Neto determinou ainda a soltura de Lenine Araújo de Souza, também beneficiado pela liberdade concedida a Queiroga. A liberdade também foi condicionada à não existência de outro mandado de prisão. Em depoimento à CPI no fim de maio, Lenine afirmou que se sente “injustiçado” pelas acusações de que seja um dos principais auxiliares do contraventor.


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Poder

STF autoriza cópias de inquérito sobre Demóstenes

Do Estadão

André Dusek/AE  "Lewandowski autorizou a extração de cópias integrais do inquérito"

André Dusek/AE "Lewandowski autorizou a extração de cópias integrais do inquérito"

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira, 27, a CPI mista do Cachoeira, o Conselho de Ética e Decoro do Senado e a Comissão de Sindicância da Câmara a extraírem cópias integrais do inquérito 3430, que tramita no STF, para investigar as ligações do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) com o empresário do ramo de jogos Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

Lewandowski fez questão de deixar claro que as informações existentes no inquérito são sigilosas e que o segredo deve ser mantido, especialmente em relação às interceptações telefônicas. Também nesta semana, o ministro autorizou a abertura de inquéritos no STF contra os deputados Sandes Júnior (PP-GO), Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO) e Stepan Nercessian (PPS-RJ), também para apurar suspeitas de ligações com Cachoeira.

Em sua decisão, o ministro citou uma lei de 1996 que regulamentou as interceptações telefônicas. Essa norma estabelece que é crime quebrar segredo de Justiça sem autorização judicial. A pena prevista para quem descumprir a regra é de 2 a 4 anos de reclusão e pagamento de multa.

Para autorizar a extração de cópias do inquérito, Ricardo Lewandowski teve como base decisões anteriores do STF que garantiram a CPIs e comissões do Congresso acesso a investigações em tramitação perante o Supremo.

Além do compartilhamento de informações com os órgãos da Câmara e do Senado, Lewandowski decidiu nesta semana abrir três inquéritos contra os deputados Carlos Leréia, Sandes Júnior e Stepan Nercessian (PPS-RJ) para também apurar suspeitas de ligação com Cachoeira.

O ministro também autorizou o desmembramento do inquérito aberto contra Demóstenes Torres para que sejam separadas as partes da investigação relacionadas ao governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, já manifestou a intenção de pedir ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) que abra um inquérito para investigar Agnelo.


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Poder

Contra o grupo Sarney, Cléber Verde não assina CPI de Cachoeira

Blog do Luis Pablo

Cléber Verde joga nos dois campos da política

Cléber Verde joga nos dois campos da política

Nesta sexta-feira, 20, a Mesa do Congresso divulgou a lista dos deputados e senadores que assinaram e dos que não assinaram o requerimento para criação da CPI mista que investigará as relações com políticos e empresários do bicheiro Carlos Augusto Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso em fevereiro pela Polícia Federal.

O blog relacionou apenas os nomes dos parlamentares do Maranhão, que foram contra a CPI do bichieiro que é apontado como chefe de uma quadrilha que explorava o jogo ilegal em Goiás.

Nessa relação o único deputado que se diz aliado do grupo Sarney que não assinou foi Cléber Verde. O deputado do PRB, como se sabe, vem forçando a governadora Roseana Sarney com o apoio do ministro da Pesca, senador licenciado Marcelo Crivella (PRB-RJ), para assumir a nova Secretaria da Pesca do Maranhão que será criada.

É estranho que uma pessoa que luta para assumir uma pasta no governo da filha do presidente do Senado fique contra a CPI de Cachoeira. Abre o olho governadora!

Não assinaram / Câmara

Cleber Verde (PRB)
Davi Alves Silva Júnior (PR)
Edivaldo Holanda Junior (PTC)
Nice Lobão (PSD)
Zé Vieira (PR)

Não assinaram / Senado

Clovis Fecury (DEM)
Lobão Filho (PMDB).


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