Cidade

População faz protesto contra reajuste das tarifas de ônibus de São Luís

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Manifestantes se reúnem na tarde desta segunda­-feira (28), no Centro de São Luís, para protestar contra o reajuste das tarifas de ônibus da capital. O aumento de 11,8% entrou em vigor deste sexta-­feira (25).

A concentração do protesto começou por volta das 15h, na região da Praça Deodoro. De acordo com os organizadores, os manifestantes sairão em passeata pela Rua Rio Branco, Avenida Beira­-Mar, Terminal da Praia Grande, Prefeitura de São Luís e Ponte José Sarney. Grande parte dos manifestantes é de estudantes, que empunhavam cartazes como: “Chega de exploração. 2,90 é um crime”, “2,90 não”, “Só os mortos não reclamam. 2,90 não. #RevogaEdivaldo #PassLivreJá”, “Nenhum centavo a mais. 2,90 eu não pago. #ContraOAumentoSLZ”, entre outros.

Por volta das 17h30, os manifestante bloquearam os dois sentidos da Ponte José Sarney. Um engarrafamento se formou no local. Um dos articuladores do movimento é a seccional Maranhão da Assembleia Nacional dos Estudantes Livres (ANEL), entidade que existe desde 2009, além da União da Juventude Socialista (UJS).

Reajuste
Com o aumento, os valores das passagens de nível I que custavam R$ 1,90 passaram para R$ 2,20. Já as passagens do nível II fixadas em R$ 2,20, agora valem R$ 2,50. As passagens de nível IV, que custavam R$ 2,60, passaram para R$ 2,90. As tarifas das linhas metropolitanas do Governo do Estado mudaram de R$ 2,80 para R$ 3,10.

A decisão do reajuste das passagens foi tomada durante reunião realizada no dia 23, na sede da SMTT, entre representantes da Prefeitura e do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET). O último reajuste das passagens de ônibus de São Luís havia ocorrido no dia 27 de março de 2015. Na ocasião, os preços passaram de R$ 1,60 para R$ 1,90; R$ 1,90 para R$ 2,20 e R$ 2,40 para R$ 2,80. O aumento, porém, desagradou a população e durante três dias houve protestos na capital. No dia 3 de abril, a Prefeitura anunciou uma redução de R$ 0,20 no valor da tarifa mais cara, que havia sido reajustada para R$ 2,80 e passou a custar R$ 2,60.

O reajuste anterior ao do ano passado foi concedido em junho de 2014, quando o preço das passagens de ônibus sofreu acréscimo de R$ 0,30. O reajuste no valor das tarifas em 2014 foi o desfecho da greve dos rodoviários, que já se estendia por 16 dias.

Estado Online


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Cidade

PSTU lança nota de repúdio contra aumento das passagens

O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) lançou uma nota de repúdio em relação ao aumento das passagens em São Luís na última semana. De acordo com a nota, o partido garante que estará ao lado dos estudantes e trabalhadores na luta contra o aumento estabelecido pela Prefeitura de São Luís.

Estudantes durante protesto em São Luís.

Estudantes durante protesto em São Luís.

O partido condena o aumento sem a realização de nenhum debate político, descumprindo a legislação municipal que obriga a realização de audiências públicas antes de qualquer aumento de tarifas.

Para o PSTU, os protestos realizados durante três dias pela juventude foram decisivos para que Prefeitura e o Governo do Estado voltassem atrás e anunciassem o preço da passagem para R$ 2,60. Eles garantem que esta é uma vitória parcial e que continuarão a luta ao lado dos estudantes para que o aumento seja revogado.

“Defendemos ainda a estatização do transporte sob controle dos trabalhadores e que a CETC (Companhia Estadual de Transportes Coletivos) atenda a necessidade de ônibus da população e não os interesses privados dos empresários”, diz ainda um trecho da nota.

Em outra parte, eles afirmam que os investimentos na melhoria no sistema de transporte terão que ser feitos com o dinheiro retirado dos ricos e não através do repasse de dinheiro público e inserção de impostos para os empresários de transporte, segundo o PSTU, estes recursos que o estado perde deixam de ser aplicados em políticas públicas como educação, saúde e segurança.

A ação da Polícia Militar do governo Flávio Dino durante contra os estudantes que faziam uma manifestação legítima foi repudiada, eles afirmam que a truculência em alguns casos lembrou as atitudes recentes da PM nos tempos da Oligarquia Sarney.

O partido reafirma que estará presente no dia 7 de Abril (amanhã), à frente do IFMA Monte Castelo, defendendo o fortalecimento dos fóruns democráticos “e de luta contra o aumento das passagens, pelo passe-livre para estudantes e desempregados, em defesa dos cobradores e motoristas, pela estatização dos transportes sob o controle dos trabalhadores”, finaliza a nota.


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Cidade

Oito empresas não renovaram frota de ônibus em São Luís

Das 24 empresas que operam no sistema de transporte da Região Metropolitana de São Luís, apenas 16 compraram ônibus novos. Segundo informou o vereador Fábio Câmara (PMDB), presidente da Comissão de Transportes da Câmara.

Foi protocolado oficio, no Sindicato das Empresas de Transportes de São Luís (SET), solicitando do presidente José Luiz de Oliveira Medeiros, informações sobre a relação das empresas que operam no Sistema Urbano de Transporte e a planilha dos ônibus já apresentados da lista dos 250 novos veículos por empresa e, por número de veículo.

O risco de um reajuste nas tarifas do transporte público na Capital já tinha sido alertado. Embora a Prefeitura anuncie a entrega dos ônibus, o Município não arcou com nenhum centavo para a compra dos veículos, que foram exigidos pelo Ministério Público, por meio de Termo de Ajustamento de Conduta.

Dos 250, apenas 227 foram adquiridos até o dia 11 de março, restando 23 para que o acordo possa ser cumprido em sua totalidade. A empresa São Benedito que beneficia os usuários do São Francisco e Calhau consta na lista das viações que ainda não foram contempladas com aquisição dos novos veículos. A empresa, inclusive, possui uma grande demanda aos fins de semanas por que opera nas praias da Ponta D’Areia e Litorânea.

Além da São Benedito, a Viação São Marcos, que atende ao bairro do Funil; Expresso Tapajós, que atua na área da Cidade Operária e BR-135; Transporte Litoral, que atua em municípios da grande São Luís, são algumas das empresas que não foram contempladas com um único veiculo para renovar suas frotas antigas.


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Política

Reajuste da tarifa de ônibus não tem razão de ser…

Blog do Ronaldo Rocha

O reajuste da tarifa de ônibus autorizada ontem pelo prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PTC) foi mais um abuso cometido contra o usuário do sistema de transporte público da capital, e não tem razão de ser.

A Prefeitura de São Luís sustenta o argumento de que o aumento era inevitável, tendo em vista o investimento que tem sido feito pelos empresários, com a compra de novos veículos.

Retórica apenas. Uma tentativa de confundir a opinião pública.

Em junho do ano passado [ou seja, em menos de um ano], após greve e crise entre empresários, trabalhadores e o Executivo Municipal, Edivaldo determinou o aumento da tarifa de ônibus em R$ 0,30 centavos, justamente com o argumento de que o valor seria utilizado a partir de então, pelos empresários, para a compra de novos veículos.

Foi firmado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) junto ao Ministério Público Estadual, e os ônibus novos começaram a ser comprados. Com o atraso de sempre, diga-se de passagem. Somente no início deste mês a maior parte dos veículos foi apresentada pelas empresas.

O aumento anunciado ontem, portanto, em nada se relaciona com a compra desses veículos. Foi para este fim que em junho de 2014 as tarifas foram reajustadas. Essa é a verdade.

Traumática entrevista de Roberto Rocha, em dezembro de 2012, já anunciava articulação…

Traumática entrevista de Roberto Rocha, em dezembro de 2012, já anunciava articulação…

Ocorre que desde o início do mandato de Edivaldo Holanda Júnior, há uma relação no mínimo estranha entre ele e os proprietários das empresas de ônibus.

Em dezembro de 2012, quando o prefeito ainda nem havia assumido, o então vice-prefeito e hoje senador, Roberto Rocha (PSB), em entrevista ao titular do blog, argumentou “prejuízos financeiros das empresas” e admitiu um possível reajuste na tarifa.

Edivaldo negou. Mas, mês seguinte, após tomar posse, o prefeito nomeou como secretária de Trânsito e Transportes, Myriam Aguiar, ligada ao setor e responsável pela articulação direta do primeiro reajuste nas tarifas. Depois disso, ela deixou a pasta, para Fabíola Aguiar, também ligada direta ou indiretamente ao setor, assumir a SMTT.

Estava ali concretizada a relação do prefeito com o segmento.

Edivaldo também resistiu bastante e continua resistindo em promover uma concorrência pública transparente para as linhas de ônibus da capital. Ele sempre desvia o foco, ou evita o tema, quando questionado a esse respeito. E não é preciso muito esforço para entender o porquê de tudo isso.

A verdade é que há muito na relação entre Prefeitura e o empresariado do transporte rodoviário de São Luís. E basta analisar os fatos.


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