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Esquema operado por Pacovan era feito com Prefeituras

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O esquema montado de lavagem de dinheiro em postos de gasolina comandado por Josival Cavalcante da Silva, o Pacovan, envolvida Prefeituras. 18 integrantes da quadrilha foram apresentados na sede da Secretaria de Segurança Pública, em São Luís. Todos foram presos durante a operação da Polícia Civil denominada “Jenga”.

Segundo a polícia, Pacovan montou uma rede de postos de combustíveis, em que ele aparece em algumas empresas como sócio-proprietário, juntamente com a esposa, familiares e outros ‘laranjas’, que eram utilizados para não vincular a movimentação financeira dessas empresas com a pessoa dele.

A intenção era disfarçar a origem ilícita do dinheiro movimentado nas contas bancárias dessas empresas, dinheiro esse fruto da prática da agiotagem e também do desvio de verbas públicas de Prefeituras do Maranhão. O objetivo era evitar que os órgãos de fiscalização, tanto financeiros como policiais, pudessem detectar essa movimentação financeira ilícita.

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Como funcionava

Um prefeito firma um contrato de compra e venda de combustível com um desses postos, coloca no contrato o seu custo anual na faixa de 3 milhões de reais, por exemplo, e então, em cima desse contrato, que, na verdade é fraudulento, pois na prática não existe o fornecimento do combustível, o gestor passa a realizar transferências de um determinado município, de um determinado órgão para as contas bancárias dos proprietários desses postos de combustíveis.

O Pacovan recebe esse valor, que aparece oriundo da venda de combustíveis – em tese, seria uma operação lícita, legal -, mas na verdade ele vai estar aí, numa parte, recebendo os valores da agiotagem. E aí existe a possibilidade de algum valor ser devolvido também para o gestor, que, com isso, burla os mecanismos de fiscalização para estar tirando dinheiro da prefeitura.

Essas movimentações financeiras atípicas de Pacovan e das empresas de fachada despertaram a atenção dos órgãos de fiscalização, principalmente do Coaf, que provocaram os órgãos policiais no sentido de que fosse investigada a origem desse dinheiro.

Além de postos de combustíveis, foi detectado que há empresas registradas para atuação na área da construção civil e outras que só existem de fachada mesmo, sem a compatibilidade de sua atividade com o quantitativo da sua movimentação financeira que era praticada nas respectivas contas bancárias.

Todas os indícios apontam no sentido de que Pacovan era o administrador e grande operador desse esquema que movimentou cerca de 100 milhões de reais.


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Poder

TRE cassa prefeito e determina nova eleição em Pindaré

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Em sessão realizada na tarde desta terça-feira (03), o Tribunal Regional Eleitoral decidiu pela cassação do prefeito e vice-prefeito de Pindaré-Mirim, Walber Furtado (foto) e Aldemir Lopes, respectivamente.

Os gestores foram acusados pela coligação ”O Progresso Continua”, derrotada nas últimas eleições, de prática de captação ilícita de sufrágio e abuso de poder econômico.

O resultado do julgamento foi de 5 a 1 pela cassação dos gestores, já que dois juízes eleitorais, José Carlos Sousa e Silva e José Eulálio Figueiredo, modificaram o voto com relação ao julgamento inicial, que apontava vitória do prefeito por 3 a 1.

Além da cassação, o TRE-MA decidiu pela realização de nova eleição no município. A data da nova eleição ainda não foi marcada. Sendo assim, até lá, caberá ao presidente da Câmara de Vereadores de Pindaré, João Lima Neto (PMDB), responder pelo município.

Com informações do Blog do Jorge Aragão.


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