Poder

Presidente da Alcoa discute a situação da Alumar em SL

O governador em exercício, Washington Oliveira, recebeu na tarde de ontem, no Palácio dos Leões, o presidente do grupo Alcoa para a América Latina, Franklin Feder, e o diretor da Alumar, Nílson Ferraz. Participaram também do encontro o presidente da Força Sindical no Maranhão, Frazão Oliveira; o vice-presidente da Fecomércio, Marcelino Ramos, e representantes da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema)

Na pauta da reunião, a dificuldade da Alcoa em manter suas atividades no Brasil, principalmente por causa do alto custo da energia. Franklin Feder informou ao governador as providências que estão sendo tomadas no Maranhão diante da crise mundial da indústria do alumínio para evitar possíveis cortes na produção da Alumar.

Segundo Feder, a companhia paga no Brasil duas vezes mais do que a média mundial pelo principal insumo para a fabricação de alumínio. “Só para se ter uma ideia, o nosso prejuízo é de R$ 600,00 por tonelada produzida. E nós produzimos quase meio milhão de toneladas”, informou.

Feder disse ter ficado “emocionado” em participar do encontro com sindicalistas porque há 30 anos houve até passeatas de rua contra a implantação da companhia em São Luís. Hoje, a Alumar emprega cerca de 5 mil trabalhadores no Maranhão.

O presidente da Alcoa para a América Latina disse estar confiante e esperançoso na permanência da empresa no Maranhão. “Eu sou otimista. Nós vamos resolver esse problema. Pode ser que hoje a gente não enxergue exatamente como vai ser, mas continuo otimista”, reiterou

Sensibilização – Washington Oliveira, como membro do PT, disse que trabalhará mais no sentido de sensibilizar a presidente Dilma Rousseff e o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel (ambos do PT), bem como o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, para o problema.

“Nós queremos que o problema seja resolvido o mais rápido possível, uma vez que a Alumar é uma organização muito importante para o Maranhão, pois gera emprego e renda. O governo está aberto para apoiar e ajudar no que for preciso”, disse o governador.

Washington Oliveira chegou a apontar a energia produzida pelo gás natural que está sendo explorado em Capinzal do Norte como uma das soluções. Esta fonte de energia é muito usada no Sul e Sudeste do país por ser mais barata.

O governador manifestou também seu apoio ao diálogo entre a Alcoa e a Força Sindical e disse que o assunto é de total interesse do Governo do Estado, haja vista a importância da Alumar para a economia maranhense

O presidente estadual da Força Sindical, Frazão Oliveira, destacou a importância do encontro, que propiciou um diálogo com os executivos da Alcoa, na busca de soluções para o impasse.


Acompanhe o Blog do Neto Ferreira também pelo Twitter™ e pelo Facebook.

Poder

Alumar suspende salários de dirigentes sindicalistas

O Sindicato dos Metalúrgicos torna pública a medida tomada pela Alumar de suspender os salários de três funcionários que eram liberados pela empresa para atividade sindical, salvo se retornarem imediatamente ao trabalho. A entidade sindical considera a medida mais uma tentativa da empresa em tornar inviável a defesa dos direitos trabalhistas.

Para o presidente do Sindmetal, José Maria Araújo, um dos licenciados, o consórcio Alumar /Alcoa a decisão não possui motivações econ?micas, dados os lucros crescentes e os vultuosos investimentos da empresa nos últimos anos. “A medida faz parte da cultura anti-sindical da multinacional, que tenta dificultar o trabalho do sindicato contra os abusos que sofrem os trabalhadores”, informa.

Segundo o sindicalista, os cerca de mil operários metalúrgicos da empresa sofrem abusos que ofendem as leis trabalhistas, como turnos extensivos, trabalho sob constante tensão, ambiente perigoso e insalubre, além do não recebimento de direitos como adicionais de periculosidade e insalubridade.

Outra prática abusiva por parte do consórcio seria a demissão de muitos trabalhadores por justa causa, mas sem o pagamento das verbas rescisórias devidas. “Diversos trabalhadores já foram demitidos dessa forma, precisando buscar na Justiça seus direitos e esperar anos para receber”, afirma.


Acompanhe o Blog do Neto Ferreira também pelo Twitter™ e pelo Facebook.