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Nove pessoas morrem em grave acidente na BR-222, em Açailândia

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Um grave acidente ocorrido, no domingo (10), entre um GM/Prisma de placas PSO-5009 e um VW/Gol de placas NXO-5190 deixou nove mortos e um gravemente ferido, na BR-222, em Açailândia

Conforme frenagem verificada no local e relato do sobrevivente, os policiais concluíram que o Gol, que seguia no sentido decrescente da rodovia, de Imperatriz para São Luís, estaria com excesso de velocidade e perdeu o controle na curva, invadiu a contramão e colidiu frontal com o Prisma. O forte impacto ocasionou a explosão de ambos os veículos, que ficaram totalmente carbonizados.

Os cinco ocupantes do Gol vieram a óbito no local. No Prisma também havia cinco ocupantes, sendo que apenas um, Domingo Santos, sobreviveu com ferimentos graves.

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Os nove mortos ficaram completamente carbonizados, não sendo possível identificar os corpos. Agentes da PRF estão tentado contato com familiares que possam informar os nomes das pessoas que estavam nos veículos.

Devido a gravidade do sinistro, a rodovia ficou completamente interditada das 18h20 até às 20h50. Sendo liberada somente após conclusão do serviço do corpo de bombeiros e da PRF.


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Promotoria pede afastamento de vereadores de Açailândia por recebimento de propina

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A 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Açailândia pediu o afastamento imediato dos vereadores Ancelmo Leandro Rocha, Márcio Aníbal Gomes Vieira e Luiz Carlos Silva (“Carlinhos do Fórum”) por recebimento de propina das empresas Gusa Nordeste S/A e Metal X – Indústria, Comércio e Serviços LTDA – EPP em 2013.

Segundo a Promotoria, o suborno foi repassado aos parlamentares visando à aprovação de um projeto de lei para a concessão de incentivos fiscais à empresa Gusa Nordeste S/A.

Também foram acionados os então vereadores Bento Vieira Sousa (conhecido como “Bento Camarão”), Diomar da Silva Freire, Fábio Pereira da Cruz, José Pedro Coelho Júnior (“Professor Pedro”), José Vagnaldo Oliveira (“Pastor Vagnaldo”), Maria de Fátima Silva Camelo e Sergiomar Santos de Assis.

Também figuram na ação a empresa Gusa Nordeste S/A, o seu diretor Ricardo Nascimento Carvalho, a empresa Metal X – Indústria, Comércio e Serviços LTDA – EPP e a sua sócia-proprietária, Josélia Santos.

As investigações do Ministério Público do Maranhão apontaram que, em 19 de dezembro de 2013, os 10 vereadores teriam recebido, cada um, R$ 5 mil para votar o projeto de lei concedendo incentivos à Gusa Nordeste S/A. De fato, o projeto foi aprovado, por unanimidade, na noite do mesmo dia.

A propina teria sido paga com cheques, descontados “na boca do caixa” por pessoas próximas aos vereadores. Os cheques seriam da empresa Metal X, que recebeu, por meio de transferência bancária feita, também, em 19 de dezembro, R$ 50 mil da Gusa Nordeste S/A. Outra transferência, no mesmo valor, foi feita no dia seguinte.

“Não existe qualquer dúvida de que as empresas requeridas foram autoras do pagamento/recebimento da propina, como pode ser visto no decorrer da investigação, já que a Gusa Nordeste transferiu os valores para a conta da Metal X, que por sua vez, emitiu os cheques para pagamento dos valores, uma objetivando benefício fiscal e a outra recebendo em troca R$ 50 mil que não foram distribuídos a vereadores e, pelo que consta, ficou no patrimônio da empresa”, afirma, na ação, a promotora de justiça Glauce Mara Lima Malheiros.

PEDIDOS

Dos 10 vereadores citados na ação, três se reelegeram em 2014 e continuam na Câmara Municipal de Açailândia: Ancelmo Leandro Rocha, Márcio Aníbal Gomes Vieira e Luiz Carlos Silva. Por isso, a Ação proposta pelo Ministério Público do Maranhão pede o imediato afastamento deles do cargo.

Além disso, a ACP requer a condenação de todos os envolvidos por improbidade administrativa. Entre as penalidades previstas estão a perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, ressarcimento integral do dano, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos de oito a dez anos, pagamento de multa de até três vezes o valor do acréscimo patrimonial e proibição de contratar ou receber benefícios do Poder Público, mesmo que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de dez anos;

De acordo com o Ministério Público, os fatos também se enquadram na Lei Anticorrupção (12.846/2013), que “dispõe sobre a responsabilização administrativa e civil de pessoas jurídicas pela prática de atos contra a administração pública”, como atos lesivos à administração pública.

As penalidades previstas para as empresas envolvidas são a perda dos bens, direitos ou valores que representem vantagem ou proveito obtidos da infração, suspensão ou interdição parcial de suas atividades, dissolução compulsória da pessoa jurídica e multa, no valor de 0,1% a 20% do faturamento bruto do último exercício anterior ao da instauração do processo administrativo, excluídos os tributos. Esse valor nunca poderá ser inferior à vantagem auferida, quando for possível sua estimação.

AÇÃO PENAL

Além de improbidade administrativa, a conduta dos empresários e vereadores também configura crime, o que levou a 1ª Promotoria de Justiça de Açailândia a ingressar, ainda no último dia 24, com uma Ação Penal Pública.

Anselmo Leandro Rocha, Bento Vieira Sousa , Diomar da Silva Freire, Fábio Pereira da Cruz, José Pedro Coelho Júnior, José Vagnaldo Oliveira, Luiz Carlos Silva, Márcio Aníbal Gomes Vieira, Maria de Fátima Silva Camelo e Sergiomar Santos de Assis foram denunciados por corrupção passiva, cuja pena é de reclusão de dois a 12 anos, além de multa.

Já Ricardo Nascimento Carvalho e Josélia Santos respondem por corrupção ativa, que tem pena prevista de dois a 12 anos de reclusão, mais multa.

Com base no artigo 319 do Código de Processo Penal, também foi pedida a suspensão cautelar da função pública dos três envolvidos que continuam ocupando o cargo de vereador em Açailândia.


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Parentes confirmam que motos foram dadas a carcereiro que acusou delegado em Açailandia

Dois novos depoimentos obtidos pelo Blog do Neto Ferreira confirmam que o delegado regional de Açailândia, Murillo Lapenda, deu drogas e motocicletas para o carcereiro Mauri Célio da Costa Silva.

A informação foi dada durante o depoimento prestado por Eliane Gomes de Sousa e Maurivan da Costa Silva, esposa e irmão do carcereiro, ao delegado da Superintendência Estadual de Combate à Corrupção (Seccor), Renato Barbosa Fernandes de Sousa, no dia 27 de julho.

Segundo trechos do relato, após o recebimento da droga pelo seu marido, Eliane encontrou a substância ilícita e perguntou ao carcereiro do que se tratava. Este, por sua vez, afirmou que tinha recebido o produto após realizar um trabalho para o delegado Lapenda, que não tinha dinheiro para lhe pagar, e, por isso, ofereceu a droga para que ganhasse alguma quantia vendendo.

Maurivan confirmou que Murillo deu duas motocicletas para o irmão, sendo uma Bross e uma Pop, ambas de cor laranja. “O delegado disse que se Mauri lhe ajudasse, no final do ano iria registrar a moto e colocar no nome dele”, disse Maurivan em depoimento.

Os relatos fazem parte de uma investigação feita pela Seccor, que iniciou após Mauri Silva delatar um suposto esquema montado pelo delegado regional Murillo Lapenda para incriminar o delegado titular do 1º DP de Açailândia, Tiago Fellipini

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Juiz mantém prisão preventiva de delegado de Açailândia


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Juiz mantém prisão preventiva de delegado de Açailândia

Juiz Francisco Ronaldo Oliveira

O juiz Titular da 1ª Vara Criminal de São Luís, Francisco Ronaldo Maciel Oliveira, negou a soltura após pedido dos advogados de defesa do delegado Thiago Gardon Filippini. Thiago era responsável pelo 1º Distrito Policial de Açailândia e foi preso no final do mês passado juntamente com a escrivã Silvya Helena Alves, o investigador Glauber dos Santos Costa e o advogado Éric Nascimento Carosi.

Todos acusados de corrupção e organização de criminosa.

A decisão do magistrado detalha que o investigado não apresentou nenhum fato novo capaz de reverter a preventiva, embora o depoimento do carcereiro Mauri Célio da Costa Silva revele que ganhou motos (reveja) para incriminar o delegado Thiago, que teria sido vítima de armação (reveja) e . “INDEFIRO o pedido formulado e mantenho a prisão preventiva de THIAGO GARDON FILIPPINI, como forma de garantia da ordem pública e por conveniência da instrução criminal, considerando que os fundamentos dispostos no pedido não foram suficientes para mudar a convicção deste magistrado com relação ao status libertatis do acusado requerente“.

Na analise do juiz, a primeira decisão não pode ser revertida devido elementos comprobatórios, inclusive, com parecer favorável do Ministério Público Estadual, que reuniu diversos depoimentos com relatos de denuncias e interceptações que foram juntados ao relatório da Polícia Civil. O magistrado chegou a citar trecho do depoimento do carcereiro que fala sobre questão política (reveja).

Pondero que, no presente caso, a decisão que decretou a preventiva não merece nenhum reparo, devendo ser mantida posto que o ergástulo se faz necessário para a manutenção da ordem pública e por ser conveniente para uma boa instrução criminal, conforme já bem salientado por este juízo quando da decretação da prisão cautelar“, diz o despacho.


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Carro capota e motorista morre na BR-222, em Açailândia

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Na noite da última quarta-feira (26), foi registrado um capotamento, que resultou na morte do condutor, na BR-222, em Açailândia.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), uma equipe foi acionada para verificar um acidente no Povoado Córrego, no KM 625 da BR-222. Ao chegar ao local, os agentes constataram que uma picape Saveiro Cross de placas OXT-0280 havia capotado por várias vezes e parado às margens da rodovia.

O condutor, Raimundo Novato Ferreira Barros, 57 anos, morador de Buritizinho, estava com a CNH vencida desde 2008 e veio a óbito no local.

Os outros dois ocupantes do veículo tiveram lesões leves e foram socorridos pelo SAMU.

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Delator entrega imagens de motos que recebeu de delegado regional de Açailândia

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Imagens obtidas pelo Blog do Neto Ferreira comprovam que o carcereiro Mauri Célio da Costa Silva possuía duas motos em sua residência. As motos foram dadas pelo delegado regional de Açailândia Murillo Lapenda.

A confirmação do recebimento dos veículos foi feita pelo próprio carcereiro durante o depoimento os delegados da Superintendência Estadual de Combate à Corrupção (SECCOR), Roberto Fortes, Renato de Sousa e Márcio Dominici, no dia 5 de julho.

Mauri relatou ter recebido benefícios ilegais do delegado que arquitetou para incriminar o titular do 1º Distrito Policial, Tiago Fellipini.

Além das motocicletas que são oriundas de apreensões feitas pela polícia, Mauri recebeu diversos aparelhos celulares e drogas, que chegou a vender por R$ 600,00.

Caso a prisão de Fellipini acontecesse de fato, o carcereiro iria receber, também, um “prêmio” de R$ 15 mil prometido por Lapenda.

“Mauri não tem dinheiro não, a delegacia, a parte financeira tá baixa. Eu falei: sim, doutor e agora? Vamos fazer o seguinte, eu te dou essa moto aqui para te ficar rodando nela até quando tu quiser, e aí tu pega 25 gramas de crack e tu vende, cara. Assim, tu ganha dinheiro vivo (sic)”, detalhou o carcereiro.

O esquema montado resultou nas prisões do delegado titular do 1º DP de Açailândia, Tiago Fellipini, a escrivã Silvya Helena Alves, o investigador Glauber dos Santos Costa e o advogado Éric Nascimento Carosi e do carcereiro.

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Dinheiro de caça-níqueis irrigou campanha do prefeito de Açailândia e delegado sabia, diz delator

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Delegado Murillo Lapenda e prefeito Juscelino Oliveira.

O prefeito comunista de Açailândia, Juscelino Oliveira e o delegado regional Murillo Lapenda são acusados de integrarem um esquema de corrupção que envolve dinheiro oriundo de caça-níqueis. As cifras teriam financiado a campanha eleitoral do gestor.

A revelação explosiva ocorreu durante o depoimento do carcereiro Mauri Célio da Costa Silva aos delegados da Superintendência Estadual de Combate à Corrupção (SECCOR), Roberto Fortes, Renato de Sousa e Márcio Dominici, no dia 5 de julho.

Trechos do depoimento obtido pelo Blog do Neto Ferreira mostra que a relação entre prefeito e delegado era pessoal, inclusive financeira.

O carcereiro relatou que, durante a campanha eleitoral, o gestor comunista chegava a ir à delegacia regional três a quatro vezes na semana.

As conversas que eram tidas entre Murillo e o prefeito não foram reveladas, no entanto Mauri Célio falou que o delegado sabia que o dinheiro que estava irrigando a candidatura de Juscelino era proveniente dos jogos de azar. O carcereiro disse que o delegado protelava a repressão contra os grandes donos de bingos, que por sua vez apoiavam o gestor.

“Quando se tratava de pequenas casas de jogos ilegais, o dr. sempre estava lá com o intuito de fechá-las. E quando isso acontecia, chamava a imprensa para divulgar o fato. Mas isso não acontecia com os grandes proprietários”, detalhou o carcereiro.

As máquinas caça-níqueis rendiam cerca de R$ 100 mil por mês, que iam diretamente para o gestor, segundo o depoimento.

O carcereiro afirma que no mês de setembro de 2016, Lapenda, em comum acordo com o prefeito, deflagrou a operação Sem Acordo, onde apreendeu diversos equipamentos de jogos ilegais. A intenção era desvincular a sua imagem do esquema criminoso.

Após esse episódio, o delegado regional começou a intensificar atuações contra o titular do 1º Distrito Policial, Tiago Fellipini, para que o esquema caísse sobre o ele.

O chefe de polícia era amigo da família de um empresário da cidade, na qual estava apoiando o candidato opositor ao atual prefeito. Em decorrência dessa aliança, criou-se uma rixa entre Lapenda e Fellipini, que envolveu o carcereiro. (reveja o caso).

O depoimento cita que o esquema montado por Murillo resultou na prisão do delegado titular do 1º DP de Açailândia, Tiago Fellipini, a escrivã Silvya Helena Alves, o investigador Glauber dos Santos Costa e o advogado Éric Nascimento Carosi e do carcereiro, que delatou a trama.

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Escândalo: carcereiro revela esquema envolvendo delegado regional de Açailândia

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Delegado regional de Açailândia, Murillo Lapenda.

O delegado regional de Açailândia, Murillo Lapenda, é acusado de comandar um esquema de corrupção e perseguição dentro das unidades policiais da cidade. A acusação foi formalizada durante o depoimento do carcereiro Mauri Célio da Costa Silva aos delegados da Superintendência Estadual de Combate à Corrupção (Seccor) Márcio Dominici, Roberto Forte e Renato de Sousa, no dia 5 de julho de 2017.

Mauri foi preso no final do mês passado juntamente com o delegado titular do 1º DP de Açailândia, Tiago Fellipini, a escrivã Silvya Helena Alves, o investigador Glauber dos Santos Costa e o advogado Éric Nascimento Carosi. Todos acusados de corrupção e organização de criminosa.

O Blog do Neto Ferreira teve acesso, com exclusividade, ao depoimento do carcereiro.

De acordo com delator, tudo começou porque Murillo Lapenda tinha uma rixa pessoal com o Tiago Fellipini, pois se sentia intimidado com a amizade que o delegado preso vinha mantendo com a família de um empresário opositor ao atual prefeito de Açailândia, Juscelino Oliveira, a quem sempre apoiou.

Então, a partir disso, o delegado regional iniciou uma série de perseguições contra Tiago.

Conforme foi detalhado no relato, Lapenda ofertou a quantia de R$ 15 mil e mais tudo que o Mauri Célio precisasse para que fosse informado tudo o que ocorria no 1º Distrito Policial. Como pagamento pelas informações colhidas, o carcereiro chegou a receber aparelhos celulares, drogas, que vendeu por R$ 600 e motocicletas apreendidas.

Além disso, o delegado ensinou ao carcereiro como se criava fatos para jogar nas costas de Tiago. “O dr. (Murillo Lapenda) torturou um preso e disse para o advogado do mesmo que teria sido o dr Tiago. Murillon tinha desavença pessoal com o advogado Éric Carosi, pois este o representou na Promotoria de Justiça após um episódio de tortura de um cliente seu”, explicou Mauri Célio.

Após diversos fatos criados pelo regional, denúncias contra Tiago começaram a chegar ao Ministério Público, que iniciou uma investigação contra o delegado. As provas dos supostos delitos foram plantadas por Lapenda, segundo o carcereiro.

Para garantir que o esquema não fosse vazado, o regional de Açailândia sempre dizia a Mauri o que ele iria falar para promotora e o acompanhava nas oitivas sobre as denúncias contra o delegado Tiago.

E como prêmio, caso desse certo a prisão de Tiago, o carcereiro iria receber a quantia de R$ 15 mil de Lapenda, já referida acima. O depoimento explosivo irá causar uma reviravolta nas investigações.

“Continua com aquela mesma história que nós iniciamos, tu vai só servir de testemunha, tu não vai passar nem dois dias lá. Ajuda eles (os delegados que conduzem o caso), tudo que eles perguntarem responde, que eles vão te ajudar no sentido de te liberar”, disse Murillo Lapenda ao Mauri Célio no dia da prisão, em 28 de junho.

Procurado pela reportagem, o delegado-geral da Policia Civil do Estado do Maranhão, Lawrence Melo, informou que o caso está sendo apurado. O delegado regional de Açailândia não foi localizado para esclarecer a acusação.

Leia e ouça ao relato:

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Crime

Delegado de Açailândia tem prisão mantida pela Justiça

Do Estado do Maranhão

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A prisão do delegado titular do 1º Distrito Policial de Açailândia, Thiago Gardoni Filipine, assim como de sua equipe – o investigador Glauber Santos da Costa, a escrivã Silvia Helena Alves e o carcereiro Mauricélio da Costa Silva, e do advogado Erick Nascimento Carosi foi mantida pelo Poder Judiciário.

Ontem, eles participaram da audiência de custódia, que ocorreu no Fórum Desembargador Sarney Costa, no Calhau, presidida pelo juiz da 1ª Vara Criminal, Francisco Ronaldo Maciel. “Ficou mantido a prisão do delegado e dos outros envolvidos”, afirmou o juiz.

A audiência começou ainda no período da manhã e se estendeu até o começo da noite de ontem. Um dos primeiros a ser ouvido foi o delegado, Thiago Filipini e sua equipe vão continuar presos em uma das celas da Delegacia de Polícia Civil da Cidade Operária, enquanto, o advogado Erick Carosi, no Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

Acusação

O delegado e sua equipe, assim como o advogado Erick Carosi, foram presos no último dia 28, na cidade de Açailândia, acusados de organização criminosa e corrupção.

Ainda de acordo com as informações do delegado geral da Polícia Civil, Lawrence Melo, a cúpula da Secretaria de Segurança Pública (SSP) foi informada, no começo deste ano, por meio de uma denúncia do Ministério Público de Açailândia, de que o grupo vinha cometendo atos criminosos.

A SSP, de imediato, determinou que o caso fosse investigado pela equipe da Superintendência de Combate à Corrupção (Seccor) e acabou constatando que várias irregularidades estavam sendo cometidas pelo delegado Thiago Filipini, com a participação de sua equipe de policiais e do advogado Erick Nascimento Carosi.

Eles estariam realizando prisões na cidade e, para liberar os suspeitos, na maioria das vezes acordado com a presença do advogado Erick Nascimento, era cobrado determinado valor, dependendo da situação financeira do detido. O grupo também efetuava prisões de pessoas sem qualquer procedimento contra elas, que eram soltas mediante pagamento. A polícia solicitou ao Poder Judiciário a prisão preventiva dos acusados e os mandados foram cumpridos. Todos os envolvidos foram presos em Açailândia e removidos para São Luís.


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Crime

Delegado de Açailândia é preso por formação de quadrilha

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Foram presos preventivamente, na manhã desta quarta-feira, 29, no município de Açailândia, o delegado da Polícia Civil Thiago Gardon Filippini, a escrivã Silvya Helena Alves, o investigador Glauber Santos da Costa, o carcereiro Mauri Celio da Costa Silva e o advogado Eric Nascimento Carosi. Eles são suspeitos de compor uma organização criminosa e das práticas dos crimes de concussão e corrupção passiva. Os presos já se encontram em São Luís.

Consta nos autos que os envolvidos cobravam dinheiro para livrar cidadãos da prisão em flagrante. Em algumas situações, o conduzido havia sido, de fato, surpreendido cometendo alguma prática ilegal. Em outras, a prisão em flagrante era forjada pelos envolvidos.

A prisão preventiva foi solicitada por meio de parecer da promotora de justiça Camila Gaspar Leite, da Comarca de Açailândia. Decretou a prisão o juiz Francisco Ronaldo Maciel Oliveira.

Os envolvidos Thiago Gardon Filippini, Silvya Helena Alves e Glauber Santos da Costa também tiveram suspensos o porte de arma de fogo e o exercício da função pública.

MODUS OPERANDI

Pessoas que estavam em situação de flagrante eram conduzidas até a delegacia pelo investigador Glauber da Costa e pelo carcereiro Mauri Celio Silva. No local, o delegado Thiago Filippini dava ou não a autorização para a cobrança de propina. Quando havia permissão, Silvya Alves e Glauber da Costa contactavam o advogado Eric Carosi, que se apresentava ao conduzido e intermediava o acordo com o delegado. Os valores eram divididos entre os suspeitos do crime.


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