Poder

Afinal, quem é Antônio Pedrosa?

Pedrosa: o covarde e deprovável

Pedrosa: deplorável e covarde.

O motivo eu sei, só que não entendo até onde a corda esticará quando o assunto se chama “Pedrosa”. A quem podemos classificar de crocodilo ou jacaré?

Na semana passada, o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB maranhense, advogado Luís Antônio Pedrosa, mostrou o seu lado covarde e medroso. Ele que nunca se pronunciou ou mesmo revidou as denúncias proferidas pelo jornalista/blogueiro Décio Sá, morto na última segunda-feira, 23, na Litorânea (reveja), contra a gestão do presidente da Seccional OAB/MA, Mário Macieira.

No entanto, Pedrosa é classificado como covarde, deplorável e medroso. Afinal de contas, ele que fez referência ao jornalismo de Décio Sá, a um “gorila”, em artigo postado no seu blog, que por sinal escreve pessimamente (veja).

De acordo com o texto que diz “Não derramei lágrimas de crocodilo no velório, no qual não aceitaria confortavelmente comparecer. Sempre discordei dessa linha de jornalismo, que, no Estado, é composta por um pequeno número de gorilas diplomados”, menção essa feita por Pedrosa, que atraiu criticas de seus próprios colegas e de alguns conselheiros que fazem parte da OAB/MA.

O ridículo não é a falta de respeito com a família do falecido jornalista, mas, com sua própria imagem, que lhe remete não a um crocodilo, réptil com força na presa, mas a um simples e pequeno filhote de jacaré.


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Poder

Décio Sá

Por Joaquim Nagib Haickel

Confesso que não sei por onde começar esse texto. Não sei o que dizer, ou melhor, não sei o que dizer primeiro. Em verdade nem sei se quero dizer alguma coisa neste momento. Não me sinto distanciado o suficiente dos fatos e poderia acabar por dizer coisas que possam não traduzir verdadeiramente os sentimentos que tomaram conta de mim desde que recebi o telefonema do jornalista Zeca Soares dando conta do assassinato de nosso amigo, Décio Sá.

Estava fora de São Luis. Trabalhava no documentário que venho fazendo já algum tempo sobre o padre Antonio Vieira. Acordei como faço sempre às seis da manhã e vi a ligação. Achei que algo muito sério havia acontecido. Retornei pra Zeca que me deu a notícia absurda de forma acachapante. Não acreditei no que estava ouvindo. Parecia que estava sonhando. Mas não era sonho. Depois que acabei de falar com Zeca, apareceram algumas mensagens de texto em meu celular dizendo a mesma coisa: “Décio Sá foi assassinado”.

No apartamento em que eu estava hospedado não conseguia acessar a internet e saí imediatamente em busca de sinal para saber mais detalhes. A história estava em todos os sites e blogs. Li tudo o que foi publicado sobre o assunto. Li o que Décio havia publicado em seu blog nos últimos dias. Li o que havia sido publicado em todos os blogs de nossa cidade nos dias que antecederam aquele covarde assassinato e garanto-lhes que quem fizer o que eu fiz tenderá a acreditar que, aparentemente, no próprio blog de Décio se encontram as pistas para a solução de seu ultrajante assassinato, mas é a policia quem deve apurar este caso, prender o assassino e seus cúmplices e a justiça quem deve julgar não só o assassino mas principalmente o mandante, devendo essas instituições fazer isso de forma urgente e indubitável, sob pena de se perder para o banditismo, o controle de nossa sociedade.

Mas como já disse antes, não gostaria de falar disso agora, não quero falar do crime. Gostaria de falar de Décio Sá, do jornalista, do amigo, sobre o que conhecia dele, de minha amizade com ele, de seu trabalho, de sua importância no panorama jornalístico do Maranhão.

Conhecia Décio desde que ele começou a trabalhar cobrindo os trabalhos da Assembleia Legislativa, onde eu era deputado. Naquela época ele e Marco D’éça formavam uma espécie de dupla dinâmica do novo jornalismo político de nosso Estado. Com Walter Rodrigues (já falecido), Lourival Bogéa, Roberto Kenard, Luis Cardoso, e alguns poucos outros, eles compunham um grupo de interlocutores privilegiados do setor ao qual se dedicavam.

Com o advento da internet e a possibilidade dos blogs, alguns jornalistas de jornais diários, em papel, passaram a ter seus espaços no jornalismo virtual, canal de comunicação mais direta e mais efetiva entre eles e seus leitores, sem ter como intermediário, um jornal, um patrão. Isso transformou alguns jornalistas em estrelas tão brilhantes quanto os personagens de quem eles davam notícias. Décio em pouco tempo passou a ser o blogueiro mais lido de nosso Estado.

O estilo literário não era o aspecto mais forte de seu jornalismo. Muitas vezes disse isso a ele, ao que me respondia que a rapidez da notícia prejudicava seu texto. Clique aqui e continue lendo.


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Poder

A sangue frio…

Por Matheus Pichonelli – da Carta Capital

O ar-condicionado do plenário Nagib Haickel não arrefecia a tensão entre os deputados maranhenses reunidos na sessão de quarta-feira 25. Dedos em riste, levavam para a sala climatizada a temperatura de uma manhã quente e abafada, típica do outono em São Luis. O motivo era a votação de um projeto para batizar uma avenida da cidade com o nome de Jackson Lago, o ex-governador morto no ano passado e que durante anos combateu a família Sarney – um projeto que em qualquer outra parte do mundo seria tema para vereadores, e não deputados.

A aprovação da homenagem seria uma afronta ao padroeiro, representado ali pela base aliada da filha, a governadora Roseana (PMDB), e pelas palavras de sua lavra cravadas na parede frontal do plenário: “Não há democracia sem Parlamento livre – José Sarney”.

Não parecia o mesmo plenário que, um dia antes, levou praticamente toda a Assembleia Legislativa do Maranhão a vociferar contra o ato de barbárie cometido contra Décio Sá, o blogueiro mais conhecido do Maranhão – e, até a noite de segunda-feira 23, um jornalista praticamente intocável.

O crime acontece exatos 15 anos após a morte de um delegado, Stênio Mendonça, que chocou a população maranhense e deu início à CPI do Crime Organizado – e anos depois resultou em prisões e na cassação de deputados maranhenses. Pura ironia: foi durante a cobertura da CPI que Décio e outros jornalistas da mesma geração, formados na metade dos anos 1990 na Universidade Federal do Maranhão, consolidaram o nome da mídia local.

A indignação dos deputados deu espaço, no dia seguinte, à acalorada discussão sobre o nome da avenida. Aquela bolha de ar climatizado a tapear a alta temperatura afora era só o primeiro sinal do descompasso entre a realidade e a política da região.

Uma volta de dez minutos por São Luis é suficiente para perceber que havia assuntos mais urgentes a serem discutidas no plenário: da saída do aeroporto até a avenida Litorânea, onde o jornalista foi alvejado, o índice de desenvolvimento humano oscila como se o veículo circulasse entre o Sudão e a Suécia em poucos minutos.

Fora do belo prédio espelhado da Assembleia, a preocupação não era com os nomes a serem colocados na avenida: em pleno 2012, o estado volta agora a ser aterrorizado por grupos de extermínio profissionais – que, nas palavras do deputado estadual Bira do Pindaré, da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia, encontraram na região um terreno fértil para a pistolagem em razão da falta de policiamento e da impunidade.

O estado emprega um policial para cada grupo de 800 habitantes (a média brasileira é de um para 300). O último concurso público para policiais, lembra o deputado, foi realizado há mais de cinco anos (o próximo edital deve sair ainda neste ano, segundo a Secretaria da Segurança Pública).

No campo, onde a atuação policial é ainda mais limitada, a situação chega a ser assustadora: nas contas da Comissão Pastoral da Terra, nada menos do que 85 pessoas estão hoje ameaçadas de morte em razão de conflitos agrários em 29 municípios. No estado, 121 pessoas foram assassinadas desde 1985. Até hoje, apenas dois casos foram julgados, e nenhum dos mandantes está preso.

Crimes por encomenda. O caso de Décio se somou a uma série de assassinatos ocorridos desde outubro do ano passado. Naquele mês, um empresário foi morto por reagir a uma tentativa de grilagem de um terreno de sua propriedade numa das áreas mais valorizadas de São Luis. Com um tiro na nuca, foi encontrado enterrado numa cova rasa aberta em seu próprio terreno.

Pouco depois, dois irmãos, empresários de um grupo petroquímico, foram mortos por um motoqueiro que fugiu. Cerca de 15 dias atrás, um suposto traficante conhecido como Rato 8 (em referência aos oito assassinados dos quais era suspeito) morreu numa emboscada montada por homens armados dentro de um carro a cortar a mesma avenida onde Décio seria alvejado.

Outro crime da série foi registrado no município de Buriticupu, onde o líder rural Raimundo Borges foi morto com cinco tiros disparados por um motoqueiro. Em nenhum caso os mandantes ou executores foram presos, embora a polícia garanta que as investigações estejam avançando.

“Isso virou uma prática comum. Agora todos se deram conta da situação porque aconteceu com o Décio, uma pessoa conhecida da cidade”, afirma Diogo Cabral, advogado da CPT e secretário da Comissão de Direitos Humanos da seccional maranhense da Ordem dos Advogados do Brasil.

Dessa vez os tiros acertaram um aliado do grupo que se reveza no poder do estado há pelo menos 40 anos. Décio Sá era notadamente um jornalista alinhado com a família Sarney – à boca pequena, colegas contam que ele era o único jornalista do estado a ter acesso à área VIP de Roseana Sarney na Sapucaí durante o desfile em homenagem a São Luis feito pela escola samba Beija-Flor.

Ex-correspondente da Folha de S.Paulo e depois colunista de O Estado do Maranhão, o diário da família Sarney, Décio colecionava inimigos devido à exposição de uma certa incontinência verbal em seu blog, um dos primeiros do estado. Por causa dele, transformou-se em persona non grata em muitos círculos – que, no Maranhão, se agrupam de forma bem delineada entre os amigos e inimigos dos Sarney.

No ano passado, não ousava aparecer na Assembleia Legislativa, onde policiais em greve acampavam como protesto. De sua trincheira, Décio emendava petardos em direção aos grevistas, que podiam ver o diabo na frente, mas não o blogueiro. Da mesma forma, evitou acompanhar o resultado da eleição para governador em 2006, quando Jackson Lago foi eleito. Do lado de fora do Tribunal Regional Eleitoral, cabos eleitorais prometiam uma surra no blogueiro caso aparecesse.

O jornalista Wilson Lima, repórter do portal iG e ex-correspondente de diversos veículos no Maranhão, conta que Décio era personagem até de charges publicadas nos jornais locais. Tudo por conta de seu perfil perfil “folclórico”. Numa delas, era retratado como um “homem-bomba” – um de seus bordões, ao fechar uma apuração, era que iria “detonar” determinado alvo.

Recentemente, Décio comprou briga até com os ex-colegas da Folha, atuando, segundo relato do próprio jornal, para derrubar a pauta dos repórteres que desembarcavam na capital maranhense em busca de noticias contra a família Sarney.

Em seis anos, se aproximou como pode do clã, mas colecionou inimizades pontuais a cada novo post. Nesse tempo, ele comprou briga até com cego que não era cego – quando revelou que um funcionário do Tribunal de Justiça havia passado em concurso na cota de deficientes alegando ser cego, o que Décio jurava de pé junto não ser verdade.

Décio era, segundo os colegas, uma pessoa bem relacionada mas de poucos amigos. Costumava ir para os bares sozinho para tomar suas long necks e estender o expediente por meio de telefonemas que só cessavam na madrugada. Leia a íntegra da reportagem aqui.


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Crime

The New York Times repercute assassinato do blogueiro Décio Sá

Décio Sá

Décio Sá

Considerado hoje um dos grandes portais de notícias, após fechamento do seu jornal impresso matutino, o The New York Times, repercutiu mundialmente o assassinato ocorrido na última segunda-feira, 23, do jornalista/blogueiro Décio Sá, com o título “Brazil: Political Reporter Shot to Death”.

Décio Sá, foi executado por volta das 23h, em um bar na avenida Litorânea, em São Luís, por pistoleiro de aluguel, conforme revelou investigação da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (reveja).

De acordo com a matéria do The New York Times, Décio Sá, repórter político do jornal O Estado do Maranhão, no nordeste do Brasil, foi pelo menos o quarto jornalista assassinado este ano no Brasil. Veja abaixo a matéria publicada no The New York Times:

Leia abaixo a tradução:

Um repórter da cruzada que foi baleado e morto na noite de ontem provavelmente foi apontada por causa de seu trabalho, seus colegas disseram terça-feira.

Décio Sá, repórter político do jornal O Estado do Maranhão, no nordeste do Brasil, foi pelo menos o quarto jornalista assassinado este ano no Brasil. Um editor de seu jornal, disse Sá teve “uma longa lista de inimigos”, como um repórter que escreveu sobre a corrupção local.


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Crime

Investigações sobre morte de Décio Sá seguirão em sigilo

O secretário de Estado da Segurança Pública, Aluisio Mendes, informou, durante reunião com a Comissão de Jornalistas Maranhenses, que o andamento das investigações sobre o assassinato do jornalista e blogueiro Décio Sá, ocorrido na noite da última segunda-feira (23), seguirão em sigilo. O encontro ocorreu nesta sexta-feira (24), na sede da SSP.

Secretário Aluisio Mendes, ao lado da delegada geral, Cristina Resende, e do subdelegado geral, Marcos Afonso Junior durante coletiva

Secretário Aluisio Mendes, ao lado da delegada geral, Cristina Resende, e do subdelegado geral, Marcos Afonso Junior durante coletiva

Aluisio Mendes acompanhado da delegada geral de Polícia Civil, Maria Cristina Resende Meneses, e do subdelegado geral, Marcos Afonso Junior, também falou sobre algumas medidas que estão sendo tomadas pelo Sistema de Segurança para chegar aos executores e mandantes do homicídio. Entre as medidas, está a transferência da sede dos trabalhos da Delegacia de Homicídios para a Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), no Bairro de Fátima.

De acordo com Mendes, a determinação, estabelecida por meio de uma portaria da Delegacia Geral da Polícia Civil, é para garantir que o andamento dos trabalhos não seja atrapalhado. A força-tarefa continua a mesma. Duas pessoas já foram detidas e tiveram suas prisões temporárias decretadas pela Justiça. Elas são suspeitas de envolvimento no assassinato do blogueiro.

A divulgação precipitada de informações compromete o andamento das investigações. Este crime demanda tempo e técnica para ser solucionado, pois foi planejado meticulosamente e executado por profissionais. Todo o Sistema de Segurança está empenhado em solucionar este caso. Os delegados estão analisando uma lista composta de 2.800 informações, tudo para elucidar o quanto antes esse crime, declarou o secretário de Segurança Pública, garantindo que as peças do quebra-cabeça do assassinato estão se juntando.

A determinação, segundo explicou o secretário, busca impedir a publicação de dados cruciais e importantes para o rumo das investigações policiais, uma vez que, o executor de Décio Sá é atualmente considerado um arquivo vivo no crime e também deve ser preservado.

Aluisio Mendes disse ainda que não há nenhuma possibilidade dos crimes de pistolagem estarem retornando as estatísticas de violência do Maranhão. Todos os crimes que apresentaram características de encomenda estão sendo solucionados, de acordo com o secretário. Ele lembrou que o caso do líder camponês morto no município de Buriticupu e o caso dos irmãos Queiroz estão com investigação avançada. A Polícia trabalha para pedir a prisão preventiva dos envolvidos.

Com relação aos índices de violência, Aluisio apontou, ainda, que só nos primeiros quatro meses deste ano, foram apreendidas 138 armas, representando um aumento de 37% em apreensão em contraponto ao mesmo período do ano passado.

A polícia confirmou que inúmeras evidências comprovam que a execução de Décio Sá foi um crime arquitetado. As investigações apontam ainda que houve um estudo preliminar da rotina do jornalista, para que o plano de fuga fosse montado, tendo em vista dificultar a identificação dos envolvidos no homicídio.

Com relação à união de provas que ajudem a identificar os autores, Mendes afirmou que imagens de circuitos internos de prédios e das barreiras eletrônicas na área da Avenida Litorânea já foram recolhidas pela Polícia. Peritos do Instituto de Criminalística do Maranhão (Icrim) trabalham para melhorar a qualidade das imagens. O computador, telefone pessoal do jornalista e a senha estão sendo analisados pela Polícia.

Investigação – A Polícia Civil já descobriu que os executores utilizaram 4 lotes de cápsula diferentes para assassinar o jornalista. Segundo a Polícia, essa estratégia é para dificultar a montagem da dinâmica do crime. As informações dos lotes já foram repassadas aos fabricantes para identificar quem as possuía. A perícia descobriu também que duas munições estavam sem a identificação dos lotes. Quem cometeu esse crime, sabia muito bem o que estava fazendo.

As investigações já comprovaram que, durante a fuga, os criminosos teriam feito a troca dos veículos, da moto que deu fuga ao assassino para um carro que estava atrás das dunas, em, no máximo, 10 minutos. Eles ainda teriam percorrido uma distância de aproximadamente 90 metros. Durante o percurso até a troca da moto pelo veículo, o executor deixou cair o carregador da arma que vitimou Décio Sá, uma pistola .40.

A delegada Geral da Polícia Civil, Cristina Meneses, reforçou que a polícia está empenhada em solucionar o homicídio do jornalista, mas que também todos os outros crimes da mesma natureza estão sendo investigados e elucidados. Todos os homicídios que acontecem no estado estão sendo investigados. A Polícia está apurando os fatos cuidadosamente, para apresentar resultados positivos à sociedade, afirmou.

Depoimentos – O secretário de Segurança disse que várias testemunhas já foram ouvidas. Ele chamou a atenção para as pessoas que estavam no local, na hora do crime, que procurem a Polícia para falar sobre o presenciaram. Temos informações que cerca de cinco pessoas viram toda a movimentação no momento exato do assassinato. Essas testemunhas precisam procurar a Polícia. Quem nos passar alguma informação sobre o assassinato não terá, em hipótese alguma, seu nome relevado, garantiu o secretário. Familiares e pessoas que estavam na redondeza do bar também estão sendo ouvidos pelos delegados que acompanham o caso.

Portaria – Publicada nesta sexta-feira (27), a Portaria nº 180/2012 da Delegacia Geral determina: que a sede dos trabalhos será no prédio da Seic; a instrução do Inquérito Policial correrá de forma sigilosa; que os grupos de apoio ficarão na Superintendência de Polícia Civil da Capital e da Superintendência Estadual de Investigações Criminais e designa oficialmente os delegados Jeffrey Furtado, Guilherme Sousa Filho, Maymone Barros, Augusto Barros, Roberto Larrat para compor a Comissão que está apurando a morte do jornalista Décio Sá, ocorrida no último dia 23 de abril.

Informações – Estão sendo oferecidos R$ 100 mil para quem tiver informações que levem aos executores e aos mandantes do assassinato, que podem ser repassadas aos telefones do Disque Denúncia (32235800, em São Luís, e 03003135800, no interior). O retrato falado do executor está sendo confeccionado pelos peritos de Criminalística do Maranhão (Icrim). A imagem será divulgada nos próximos dias. A Perícia técnica está usando o que há de mais moderno em software na confecção do Retrato Falado.

Medidas – Aluisio Mendes disse que uma serie de investimentos serão feitos em toda a capital maranhense a fim de aumentar a segurança em São Luís. O projeto que irá instalar 201 câmeras de vídeomonitoramento em diversos pontos da capital já está concluído.

A previsão é que o processo licitatório para a compra e instalação do equipamento seja feito no mês de maio. A migração do sistema analógico de rádio para o digital também é outra medida que será adotada pela SSP.

Comitê de Jornalistas – Ainda na manhã de sexta-feira (27), Aluisio Mendes recebeu do Comitê de Imprensa da Assembleia Legislativa, um manifesto contra a impunidade, pistolagem e pela liberdade de imprensa e expressão. O documento assinado pelos componentes da Comissão repudia a execução de Décio Sá.

Durante a reunião, o jornalista e blogueiro Caio Hostílio agradeceu o empenho do secretário de Segurança na solução do caso e disse que a categoria estará à disposição da Polícia para ajudar no que for preciso. Já Robert Lobato, afirmou que confia no sistema de Segurança e nos trabalhos da Polícia e que acredita que os culpados serão identificados e presos. O jornalista Cunha Santos falou da competência da Polícia e também disse acreditar na completa solução do homicídio.


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Crime

Blogueiro é ameaçado de morte no Maranhão

Neto Ferreira

Neto Ferreira

Três horas depois da execução do jornalista/blogueiro Décio Sá, o blogueiro Neto Ferreira foi ameaçado de morte por um comentário ao espaço deste blog.

O fato foi comunicado hoje ao secretário de Segurança Pública, Aluísio Mendes, durante entrevista coletiva concedida na manhã desta sexta-feira (27). O secretário se espantou, pediu cópia da ameaça e promteu tomar as devidas providências.

Na ameaça, um comentarista que se identifica como anônimo, utilizando um computador com o IP 187.40.107.193 avisa que Décio Sá foi morto e que logo logo calaria o blogueiro Neto Ferreira.

E mais: que o presidente da Associação dos Criadores do Maranhão, Marco Túlio Dominici é um homem poderoso e que o estudante de jornalismo deve tomar cuidado.

No dia anterior, Neto Ferreira havia postado em seu blogue as fotos da prisão de Dominici. Ele foi preso por extorsão ao empresário Savigny Sauaia (reveja).

Pela postagem do comentário, percebe-se que foi feito de residência por causa do horário em que as lan houses estão fechadas. Pelo IP do comentarista ficará fácil a Polícia Federal ou Seic descobrir de onde partiu a ameaça. Veja abaixo o comentário

 

Enviado em 24/04/2012 as 02:35

anom
1 aprovado
anonim@anom.com
187.40.107.193

Foi-se o Décio.
“BOIS

19/04/2012 às 22:32
Logo logo eu te calo!!!!!!!!!!!!!!!”

O pres. ass. criad. (de gado) é um homem poderoso, cuidado.


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Poder

Após execução de Décio Sá, deputado cobra votação de lei que obrigando a instalação de câmeras

O deputado Rigo Teles (PV) cobrou na última terça-feira (23), durante pronunciamento na tribuna da Assembleia, a votação em plenário do projeto de lei de sua autoria, ainda em tramitação nas comissões técnicas da Casa, dispondo sobre a instalação de circuito de câmeras de segurança, com recurso de gravação de imagens, nas áreas interna e externa de boates, casas noturnas e casas de shows em todo o Maranhão.

Para Teles, a violência está acontecendo em todas as áreas, principalmente quando existe o consumo excessivo de álcool. “A violências nas casas noturnas cresce de forma assustadora em todo o Estado do Maranhão e urge providências. Nossa ideia é acabar com a violência e promover segurança aos freqüentadores dos estabelecimentos”, disse.

De acordo com o projeto, as câmeras deverão estar em pleno funcionamento e devem ser instaladas em pontos estratégicos, principalmente junto às portas de entrada e saída, bem como dos sanitários, de modo que seja de fácil visualização o acesso dos clientes.

O projeto diz, ainda, que para informar ao público sobre a vigência da lei, todos os estabelecimentos comerciais referidos deverão fixar, em local visível, adesivos informativos sobre o funcionamento do sistema de filmagem na respectiva áreas.

Conforme o projeto, os funcionários dos estabelecimentos deverão ser, obrigatoriamente, identificados com crachá, constando o nome do estabelecimento, o nome do funcionário, o qual deverá ser fixado em local visível, na lapela, cordão, ou acessório apropriado.

O projeto de Rigo Teles deixa claro que somente será concedida licença pelos órgãos de segurança pública estadual para funcionamento das atividades das boates, casas noturnas e casas de shows, se forem atendidas as exigências da presente lei.

O descumprimento implicará na multa de 1.000 UFRs, à pessoa física ou jurídica infratora, inclusive servidores públicos estaduais.

O deputado Rigo Teles (PV) aproveitou a oportunidade na tribuna da Assembleia para lamentar o covarde assassinato do jornalista e blogueiro Décio Sá, ocorrido na noite de segunda-feira (23), na Avenida Litorânea, e pedir providências da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Segup) para elucidar o caso e punir os culpados.

Para Rigo Teles, o jornalista Décio Sá foi assassinado covardemente. “Tenho certeza que o secretário de Segurança Pública, Aluízio Mendes, vai esclarecer o caso no mais breve espaço de tempo possível. O trabalho de investigação da Polícia Civil começou logo depois que o jornalista foi assassinado”, afirmou.


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Mundo

ONU emite nota de pesar sobre morte de Décio Sá

A comissária dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) emitiu nota de pesar, nesta sexta-feira, 27, lamentando o assassinato do jornalista/blogueiro maranhense Décio Sá, ocorrido na última segunda-feira (23), na Avenida Litorânea, em São Luís. De acordo com a nota, a declaração feita pela comissária dos Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay.

O trecho a seguir foi enviado pelo seu porta-voz, Ruper Colville:

Décio Sá foi executado com seis tiros.

Décio Sá foi executado com seis tiros.

Estamos alarmados pela morte de mais um jornalista no Brasil, elevando para, pelo menos quatro, o número de jornalistas assassinados no país até agora. Décio Sá, um jornalista investigativo na política local, denunciava a corrupção e o crime organizado, foi morto a tiros em um bar em Segunda, 23 de Abril. Nós condenamos seu assassinato e estamos preocupados com o que parece ser uma tendência de assassinatos de jornalistas, o que prejudica o exercício da liberdade de expressão no Brasil.

Congratulamo-nos com o fato de que as autoridades estaduais se comprometeram a realizar uma investigação completa para este e outros casos semelhantes. Esperamos que esses casos sejam tratados como uma grande prioridade para que os autores não sejam encorajados pela falta de prestação de contas vigente para tais crimes. Ao mesmo tempo, instamos o governo a implementar, de imediato, medidas de protecção para evitar quaisquer outros incidentes do tipo.

Um projeto de lei apresentado ao Congresso, em 2011, ordenando as investigações da polícia em crimes contra os jornalistas sejam realizadas a nível Federal, seria um passo na direção certa. Esperamos que esta e outras medidas para proteger os jornalistas sejam adotadas como um assunto de urgência.


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Crime

Missa de 7º dia do jornalista Décio Sá ocorre neste domingo

A missa de sétimo dia do jornalista e blogueiro Décio Sá ocorre neste domingo (29), às 10h, na Igreja da Sé, localizada na praça Dom Pedro II, centro da capital maranhense.

Familiares da vítima lançam uma carta aberta solicitando das autoridades empenho na elucidação do assassinato de Décio Sá, que aconteceu na noite desta segunda-feira (23), em um bar na avenida Litorânea.

Vilenir Sá,irmã do jornalista mandou confeccionar mil camisas com a foto de Décio, as camisas serão usadas durante a missa de 7º dia.

O jornalista e blogueiro foi executado com cinco tiros disparados por um homem com uma pistola .40 de uso exclusivo da polícia.


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Poder

Comitê de Imprensa da Assembleia se reune e pede respostas sobre a morte de Décio

Comoção, consternação e revolta tomam conta da imprensa maranhense diante do assassinato frio e brutal do jornalista Décio Sá, crime caracteristicamente encomendado, bárbaro e um atentado inominável contra a liberdade de expressão e o livre exercício profissional.

O Comitê de Imprensa da Assembleia Legislativa, por seu presidente, por seus membros, lamenta pela tragédia ocorrida, se associa à dor da família, dos amigos, dos funcionários e diretores do Sistema Mirante de Comunicação e exige que o crime seja apurado, os executores e, principalmente, mandantes sejam punidos, presos, condenados.

Jornalistas reunidos no Comite de Imprensa

Jornalistas reunidos no Comite de Imprensa

Consideramos que a morte de Décio Sá é mais um prêmio à impunidade que grassa nesse Estado com relação aos crimes de pistolagem que a própria imprensa, inclusive a vítima, já vinha denunciando há algum tempo.

Consideramos que quilombolas, lavradores, empresários e políticos estão sendo assassinados por pistoleiros no Maranhão sem que haja uma resposta positiva do Sistema de Segurança. Na maioria dos casos, assassinos e mandantes ficam impunes para desgraça das vítimas, seus familiares, amigos e a sociedade.

Consideramos, ainda, que diante da ousadia de um assassinato cometido em lugar tão freqüentado, por bandidos que, praticamente, deixaram suas digitais no local do crime, toda a imprensa do Maranhão se sente insegura, assim como qualquer homem público, o que exige ações extremas do Estado.

A dor que nos comove, a raiva que nos constrange, a sensação de impotência e perda diante de tão desprezível ato, tamanha brutalidade, nos compunge – até para que a morte de nosso colega Décio Sá não seja em vão – a solicitar das autoridades ações da força armada do Estado para o expurgo imediato, sem constrangimentos nem contemplações, de todos os pistoleiros que, na busca de novos crimes e propostas, hoje rondam o Maranhão.

São Luís, 25 de abril de 2012

Jonaval Medeiros da Cunha Santos
Presidente


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