Política

Corrupção em Nova Olinda pode levar prefeito e primeira dama para cadeia

Noelia Cutrim e o marido Delmar Sobrinho.

Noelia Cutrim e o marido Delmar Sobrinho.

A administração do Município de Nova Olinda, comandado pelo prefeito Delmar Sobrinho, virou caso de polícia, inclusive, com pedido de providências das autoridades competentes contra os desmandos praticados.

Professores de Nova Olinda, reclamam que não têm mais condições de trabalhar porque seus salários estão atrasados há três meses e o prefeito ainda diz nas reuniões que não tem dinheiro para pagar a dívida, que prejudica também milhares de alunos.

Documentos oficiais emitidos por meio do Banco do Brasil mostram que a Prefeitura de Nova Olinda recebeu, de janeiro até abril desse ano, cerca de R$ 8 milhões de recursos do Fundo de Desenvolvimento da Educação (Fundeb).

Assim como os recursos da educação que deveriam ser usados para pagar os salários dos professores, os recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e do SUS também estão sendo repassados para agiotas, que financiaram a campanha do prefeito Delmar Sobrinho.

Enquanto o prefeito Delmar Sobrinho paga dívidas de campanha para agiotas, os servidores e pais de família padecem e não sabem o que fazer para garantir o estudo dos filhos, porque os professores já avisaram que só voltam ao trabalho se a prefeitura quitar os três meses de salários atrasados.

A mesma situação caótica é vivida pelos fornecedores da Prefeitura, que há 11 meses não recebem um centavo do dinheiro dos seus produtos vendidos para o município de Nova Olinda. Os fornecedores reclamam que se a situação persistir vão quebrar e fechar as portas das empresas.

A única prestadora de serviço que recebeu em dias quando trabalhou para o município foi uma empresa criada em 13 de novembro de 2013, com o nome de fantasia Real Engenharia, cadastrada na Receita Estadual do Maranhão, em nome de Noélia Cutrim Pereira.

Denunciada na Superintendência da Polícia Federal, Noélia Cutrim Pereira é a companheira do prefeito e ganhou duas tomadas de preços: uma para construir uma escola, de R$ 903 mil e outra, em 2014, da Sinfra, de R$1 milhão e 700 mil para recuperar estradas vicinais.

Nem as escolas e muito menos as estradas não foram construídas em nova Olinda.


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