Política

Afinal, até correto Edivaldo Holanda Júnior é criticado?

E essas nebulosas conveniências acabam afetando uma das principais virtudes do jornalismo: a credibilidade.

Holanda Jr., queria receber grupo de manifestantes.

Holanda Jr., queria receber grupo de manifestantes.

As avalanches de criticas que insistem em cercar o Palácio de La Ravardière, sede da prefeitura de São Luís, são apenas parte da vivencia eleitoral de 2014. Muita delas, de forma documentada e transparente como – por exemplo -, as matérias do Blog do Neto Ferreira, que transcrevem opiniões diferenciadas de setores que insistem em difamar gestores e ex-gestores públicos a qualquer custo.

Um belo exemplo disto foi o método difamatório torpe utilizado para atacar Edivaldo Holanda Júnior quem buscava se reunir para discutir as pautas de reivindicações abordadas pelos lideres do movimento VEMPRARUASLZ.

Mas, para os críticos que adotam uma postura deplorável, pouco interessa se o erro partiu do gestor ou do movimento. É claro, agem conforme suas conveniências.

E essas nebulosas conveniências acabam afetando uma das principais virtudes do jornalismo: a credibilidade.


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Um comentário em “Afinal, até correto Edivaldo Holanda Júnior é criticado?”

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  1. Muda Brasil

    Estudantes, jovens, pais, mães, filhos, maranhenses, brasileiros. As últimas semanas mostraram que o povo brasileiro não perdeu seu senso de patriotismo e vontade de lutar pelo que é certo. Há muito o brasileiro está com um grito entalado na garganta, não só para dizer para o partido dos vermelhos, mas também para o dos roxos, verdes, rosas, lilás ou azuis que o Brasil mudou.
    A imprensa noticia com muito impacto a vontade do povo de se fortalecer, frente à meia dúzia de políticos que fazem do Congresso, Palácios e Assembléias uma verdadeira casa da mãe Joana. Os movimentos em quase todas as grandes capitais e cidades do país prova que não é apenas pela diminuição do preço da passagem de ônibus que nós lutamos, não é contra a Copa que nós nos opomos, não são os partidos políticos que questionamos. Nós estamos nos opondo aos sujeitos que detém cargo político e suas formas de lidar com o dinheiro público. Sujeitos que se escondem dentro de partidos políticos e agremiações políticas, debaixo de falsas ideologias, com o único propósito de tomar o poder pelo poder.
    Nós sabemos que os conchavos, negociatas, politicagens são realizadas às escâncaras, debaixo dos narizes dos cidadãos brasileiros. Sabemos que os 27,5% de Imposto de Renda, até 17% de ICMS, até 5% de ISS que saem do bolso do cidadão brasileiro, diariamente, vai para o fundo do bolso escuro de vários corruptos, os quais, a maioria, se alto intitulam representantes do povo brasileiro.
    Há, nos frios corredores de mármore ou de porcelanato caro das suntuosas casas políticas do país, neste exato momento, quem esteja fazendo do nosso dinheiro (dinheiro público), objeto de transações nefastas, a fim de obterem vantagens politiqueiras. Neste exato momento, enquanto fazemos manifestações, os “Al Capones” que se intitulam representantes do povo fazem suas apostas, fumando seus caros charutos cubanos, rindo e se perguntando até quando estas manifestações vão durar. Enquanto somos confundidos com vândalos, somos vitimas de spray de pimenta e suscetíveis às bombas de gás lacrimogêneo, meia dúzia de “Malufes” estão sentados no alto de suas luxuosas poltronas, em uma sala climatizada, protegidos dos cassetetes policiais, assistindo de camarote a surra que estamos levando destes instrumentos de coerção, que deveriam ser usados contra eles e não contra nós.
    É justo que façamos todo este sacrifício, quando somos manchetes internacionais, sendo pisoteados pelos cavalos da tropa de choque, sabendo que estas mesmas raposas irão continuar sentadas nos mesmos lugares, mandando e desmandando no país, e mais, com o nosso dinheiro no bolso e na cueca como eles fazem bem? É justo todos nós suarmos a camisa, levarmos bala de borracha nos olhos, deixar nossas mães preocupadas em casa, ficarmos sem voz, suados, com os braços doloridos de tanto levantarmos cartazes e depois que as manifestações se dissiparem, as coisas continuarem como estão?
    Qual o legado de todas as manifestações que eclodiram nos quatro cantos do país? Será que vamos deixar que as depredações, os atentados ao patrimônio público, as vidraças quebradas das repartições publicas, os estilhaços de bombas caseiras no asfalto ou os saques às lojas de trabalhadores sejam a marca desta manifestação?
    Para quem presenciou ou testemunhou mais de trezentas mil pessoas nas ruas do Rio, a marquise do Congresso Nacional tomada por jovens estudantes que gritavam palavras de ordem e contra a corrupção, São Luis e demais capitais serem tomadas não só por estudantes, mas por pais e mães de família, pessoas simpáticas ao movimento, a mera redução do valor das passagens de ônibus é muito pouco, apesar de já ser o começo.
    O Movimento Passe Livre em São Paulo já declarou que o objetivo do grupo já foi alcançado, ou seja, a redução dos valores das passagens de ônibus. Não convocarão mais as pessoas para irem às ruas reivindicar outras melhorias, pois sua pauta de protestos, a curto prazo, já foi atendida. Os movimentos foram organizados, em sua maioria, pela internet, e não tem liderança definida como um ponto de referência. Aqui em São Luis, mas não só aqui, como em muitos lugares, mais é quem quer ser o pai dos movimentos populares que estamos vivenciando, várias siglas partidárias querem tomar de assalto o movimento legítimo do povo, para futuramente colocarem nas suas propagandas eleitorais a massificação dos protestos misturada às cores das suas bandeiras.
    O problema é que tudo vai voltar como era. A Presidente do Brasil já fez um pronunciamento, apoiando os manifestos populares, pois se identifica com os protestos já que foi vítima da repressão ditatorial, mas só. O Brasil vai continuar sendo governado pelos mesmos políticos imundos, que no escuro dos cantos dos seus gabinetes aprovam projetos de lei em troca de cargos e altos salários para os seus correligionários, ou fazem jogo de emendas com seus partidários desviando percentagens pelo lobby realizado, todos sabem que é assim.
    A pressão popular sem referência e coesão não vai forçar que estes deputados, senadores e chefes do executivo que ai estão, lancem mão de uma verdadeira reforma política, não vai mudar o fato de o PT, PSDB, e PMDB sempre tomarem as decisões políticas como sempre tomaram ao longo dos governos que se sucederam, e mesmo que nos estendamos em manifestações até outubro de 2014, não sobrará pedra sobre pedra do patrimônio público e do comércio, pois os bandidos estão usando as manifestações como escudos para cometerem crimes a céu aberto.
    Eu sei que o jovem, o estudante não é avesso à política, caso contrário não iria para as ruas contra a corrupção e contra o mau uso do dinheiro público. Negar a política seria o mesmo que negar a democracia e os valores que estão nela contidos. Seria negar a proteção às minorias, negar o controle dos gastos públicos, negar o basta contra a farra dos corruptos impregnados no poder, para tirar de nós aquilo que temos de maior valor, a nossa consciência.
    Por isso, a melhor forma de perenizar a insatisfação popular é instrumentalizando e institucionalizando os anseios legítimos do povo, das classes média e baixa, das consciências do Brasil. Muitas vezes vemos em alguns lugares, bandidos serem linchados, criminosos serem mortos pela mão de pessoas de bem do povo em flagrante justiça privada, pela consciência de que a Justiça e a Polícia não chegariam a tempo para dar a resposta rápida e a contento. É lamentável que isso aconteça, pois o atraso do Estado leva a consequências terríveis, e, de costume, o povo não se sente legitimado para exigir dele a proteção necessária, e, muito menos, respostas concretas.
    O que estamos vivenciando hoje não é muito diferente, queremos respostas concretas, mas não há mudanças reais, por isso diz-se que a maior ignorância é a indiferença, e se nós não atentarmos para o fato de que negando a política, nós estaremos perpetuando nos seus lugares aqueles que queremos fora do poder, assistiremos sempre os noticiários sobre as realizações das Copas da vida com dinheiro público, as Pec’s 37 da vida sendo aprovadas e as eleições sendo vencidas pelo pior tipo de político possível.
    E é por isso que sugiro que combatamos o fogo com fogo. A gente não vai conseguir derrotar estes fanfarrões da política brasileira, se não começarmos a usar o que eles usam para estarem no poder. Temos que usar o sistema político e eleitoral para quebrarmos as velhas amarras políticas, que nos fazem descender de tantos golpes, de tantos fatos políticos negativos pelos quais o Brasil já passou, e temos que fazer isto rápido, pois estamos na iminência de concebermos um Aiatolá, o qual até a Presidente do Brasil precisa consultar antes de tomar qualquer medida política, e não é assim que nós queremos ser representados.
    Defendo por isso um Partido. Um partido que possa nascer das causas legítimas da população, do momento que o Brasil vive, da vontade de mudança do povo. Um partido que tenha sensibilidade para com os anseios do povo, que proteja as minorias, que proteja quem sempre paga a conta no final, de quem o governo sempre exige quando os recursos estão em falta, que não seja comandado pelos mesmos políticos de sempre, mas por estudantes, pessoas de consciência política, pessoas avessas a politicagens e intransigentes com a corrupção, pessoas que tenham orgulho das cores da nossa nação e vergonha na cara. Um partido que pode ter voz nas Casas Legislativas, nas Casas do Poder Executivo, para dar concretude a todos os nossos anseios de rebeldes “com” causa. Um partido que esteja próximo das decisões políticas, mas que ouça a voz do povo, um partido que demonstre aos engravatados nos púlpitos e plenários a insatisfação do povo pelo rumo que nosso país está tomando, a insatisfação que corrói e cansa nossa democracia, a insatisfação de estarmos todos os dias comprando uma falsa ideia de que nosso Estado “vai bem obrigado”.
    Jovens, estudantes, pais, mães, filhos do Brasil vamos mudar o nosso país, mudar com inteligência, e não como massa de manobra. Vamos mostrar que nós também podemos e somos capazes de enfrentar este sistema político arcaico e enferrujado com as mesmas regras que estas velhas raposas usam para se perpetuar no poder. Não vamos deixar que oportunistas façam dos movimentos legítimos do povo, mais um programa partidário que ataca aqueles que estão no poder, ou mesmo deixar os que representam a situação se vangloriarem por apoiar com discursos falsos a legitimidade dos movimentos que estão fazendo história no nosso país. Vamos mostrar nossa insatisfação não só fora do Congresso Nacional, como também internamente, tomando a Tribuna da Câmara e do Senado, através de representantes eleitos por nós os insatisfeitos, representantes eleitos para verdadeiramente da voz aos anseios de todo o povo. O Brasil precisa de você e não vai ser odiando partidos políticos que a gente vai mudar o nosso país!
    Muda Brasil!

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