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Língua portuguesa?

Por Antonio Noberto

Antônio Noberto

Antônio Noberto

Um amigo europeu que sempre passa férias no Brasil, não faz muitos meses, trouxe-nos uma questão que não é nova. Queria saber o porquê do nosso idioma ainda se chamar português. Ele resumiu que, para os europeus mais inteirados da cultura brasileira, em razão da maiúscula participação de termos indígenas, africanos e estrangeiros na língua brasileira, é incompreensível o país ainda manter algo que não interessa à cultura, a política e, muito menos, à economia nacional. Finalizou dizendo que nossa língua é O BRASILEIRO, e não o português. “É uma questão de justiça e independência”, arrematou.

As palavras do nosso amigo, entre outras coisas, nos fizeram refletir também sobre a recente adequação ou revisão ortográfica da língua portuguesa. Em Portugal a resistência à alteração na gramática é assaz acentuada. Tem gente chiando barbaridade, como uma portuguesa que, em um site, sobre a reforma, postou o seguinte: “Mais uma vez Portugal rebaixa-se, porque razão é que temos que ser nós a mudar e não os brasileiros, eles é que não tiveram inteligência suficiente para aprender a língua correctamente, e agora por causa disso somos nós que temos que aprender nossa língua novamente? Como é que vamos pôr nas cabecinhas das nossas crianças que a maneira como aprenderam a escrever agora já não é a correcta. Quanto a mim vou continuar a escrever como sempre escrevi, sou portuguesa não sou brasileira”. Ela chega a nos chamar de “burros brasileiros”. Mas, como toda moeda tem dois lados, perguntamos: será que ela não tem lá suas razões? O seu sagrado direito de, no mínimo, espernear? Portugal errou quando fez sua primeira grande reforma a um século e – como era de se esperar – não consultou o Brasil, aumentando, com isto, a distância lingüística entre o dois países. O certo é que o Brasil tem quase duzentos milhões de habitantes e Portugal apenas dez. Ou este se adéqua a mudança ou “não sabemos” o que lhe poderá acontecer. A adequação é questão de sobrevivência para o país do Velho Mundo, que, mesmo com a irrelevante e frágil economia, nunca perdeu o hábito de querer ser colonizador.

Mas não percamos o foco… Até meados do século XVIII vigorava no Brasil o escambo, vez que, pela escassez de cédulas e de moedas de metal, a moeda corrente era o pano ou rolo de algodão. O famoso escritor Laurentino Gomes, repetindo as palavras de um viajante francês, disse: “Antes da chegada da Corte ao Rio de Janeiro, o Brasil era um amontoado de regiões com pouco contato, isoladas umas das outras, sem comércio ou qualquer outra forma de relacionamento”. E a língua mais falada até aquela época era o tupi-guarani. Isso mesmo, a língua indígena foi a língua mais falada no Brasil até a metade daquele século. Nessa época a população branca era consideravelmente pequena. Em 1600, por exemplo, era de apenas 30.000 e em 1766 a população livre girava em torno de 800.000 (Cronologia de história do Brasil Colonial – 1500 – 1831 / Andrea Slemian… et al. São Paulo; FFLCH-USP. 1994). Em 1756 o Marquês de Pombal proibiu a utilização de qualquer outra língua, inclusive a língua geral, de base tupi.

Os africanos foram escravizados e os indígenas dizimados, o mesmo, felizmente, não conseguiram fazer totalmente com a língua destes povos que, incorporada ao idioma oficial do país, atravessou séculos e permanece viva através dos milhares de termos que usamos no dia a dia.

O legado da cultura negra é bastante presente no Brasil, percebemos isto na religião, na comida, música, no modo de ver a vida, nos mitos e lendas, e também na própria língua. Para cá vieram negros de quase toda a África, sendo o destaque por conta de dois grandes grupos: o guineano-sudanês e o banto – que habitava o litoral africano. Provenientes em sua maioria do Benin, Angola, Nigéria e Congo, falavam diversas línguas e dialetos como o quimbundo, quicongo e o umbundo, dos quais herdamos inúmeros termos, sendo: vatapá, quitute, farofa, acarajé, canjica, mandinga, oxalá, iemanjá, ogum, senzala, Bangu, quilombo, miçanga, tanga, samba, berimbau, maxixe, maribondo, camundongo, mangangá, mutamba, dendê, quiabo, moleque, bagunça, cachimbo, coringa, dengo, quitanda, fubá, bunda, calombo, banguela, e incontáveis outros. Algumas se misturaram com o português: pé-de-moleque, angu-de-caroço, mini-tanga, molecagem, etc. Um maiúsculo legado para nossa língua que não cabe em um simples texto, mas em um volumoso dicionário.

Do tupi-guarani são milhares as palavras herdadas dos primeiros habitantes do Brasil. “Do Oiapoque ao Chuí!” a língua inicial tira de letra. São nomes de lugares – a maioria dos nomes dos estados brasileiros são de origem indígena –, acidentes geográficos, nomes de pessoas, etc. A culinária brasileira típica é profundamente indígena. Mas a gente pode começar por uma palavra que pipocou na rede mundial, ao menos aos usuários do Facebook: cutucar – tocar alguém com algo em forma de ponta. Não menos lembradas: cuia, embiocar, espocar, canoa, igapó, abacaxi, capenga, aipim, jacá, araçá, Aracaju, taquara, beiju, bocó, boitatá, buriti, bruaca, iara, Ipanema, Itaipava, Itamaracá, Itapemirim, tororó, jiqui, jirimum, jururu, piracema, pirão, pitada, pixaim, Piauí, Ceará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Pará, Goiás, Acre, perereca, peteca, pipoca, pindorama, mandioca, maniçoba, maruim, mingau, mirim, moqueca, mussum, mutirão, mutuca, paçoca, socar, pamonha… E tantas e tantas outras.

Os termos indígenas e africanos não raro sofreram um doloroso processo de depreciação, como parte de uma política de dominação do vencedor luso. Vemos isto, por exemplo, em mulher (cunhã), menino (curumim), interiorano (caipira), garoto (guri), morada (tapera), piolho / sovina (muquirana), vadia (piranha), pobre (pindaíba), bruxaria / ritual (pajelança), lerdo / tonto (pamonha), pereba, etc.

A influência estrangeira na nossa língua e cultura também é muito presente. Temos então, a título de exemplo. Do francês: abajur, ateliê, baguete, baton, bege, bistrô, bijuteria, boate, carrossel, capô, cassetete, etc. Catalã: beldade, baixela, capacete, convite, disfarçar, esmalte, faixa, nau, moscatel, etc. Do inglês: bife, blecaute, blefe, club, coquetel, craque, dólar, drinque, futebol, gol, etc., quase todos os termos utilizados na informática. E tantas outras participações alógenas.

A mudança da nomenclatura da língua – de português para O BRASILEIRO – será um enorme ganho, principalmente através da atividade turística, uma ótima oportunidade de divulgação da cultura nacional genuína, uma forma de emergir a cultura local gerando riquezas e empregos aos nacionais, pois o estrangeiro ainda tem muita curiosidade com relação à cultura brasileira. Outro ganho imensurável é que as incursões governamentais que tentam diminuir a desigualdade entre ricos e pobres ganhariam reforço, vez que o resgate de tão valoroso legado afro-indígena traria para a pauta as duas culturas secularmente marginalizadas pelo privilégio branco.

Para um país que vem galgando enormes passos e vencendo degraus na economia é importante atentar também ao campo cultural sob pena deste não acompanhar a contento o avanço do nosso mercado e não fincarmos marcos mais profundos, quando todos sabem que o poder não prescinde de uma forte produção cultural (existe exemplo mais flagrante do que a produção Hollyhoodiana?). Os galhos do poder constituído são uma tentação, é verdade, mas não devemos ter receio das idéias alternativas, pois, neste caso, a justa adoção dO BRASILEIRO, ainda que não nos leve ao Jardim do Éden, aumentará a estima dos brasileiros e poderá ser um vetor a mais na atração de fluxos estrangeiros a este paraíso para conhecerem esta terra ainda tida por muitos como sem males. Sonho do imaginário estrangeiro que perdura, sem, no entanto, ser devidamente explorado através da nossa atividade turística.

Viva o idioma BRASILEIRO!

*Turismólogo, escritor e Sócio-efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão.


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Sindicato mobiliza professores da Raposa no Dia Nacional de Lutas da categoria

Mobilizados pela Asismu,: Associação Representativa dos Servidores Ativos e Inativos do Serviço Público Municipal de São Luís, Paço do Lumiar, São José de Ribamar, Raposa e Bacabeira os professores da Raposa realizaram onte, 16, uma grande manifestação em defesa em defesa da aplicação de 10% do PIB( Produto Interno Bruto) na área da Educação. Beka Rodrigues, presidente da Asismu explica que atualmente, o governo federal aplica somente 4.5% do PIB neste setor e que esta luta não é apenas da Asismu ou dos professores da Raposa mas de toda a população brasileira “Os professores da prefeitura Municipal de Raposa estão sendo convocados a somarem força com os demais colegas de todo o país neste dia de luta”, ressalta

Beka Rodrigues ressalta que foi através da luta organizada e com total apoio da ASIMU que os professores da Raposa conquistaram vitórias importantes como o direito como a implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração, a transferência do calendário da Formação Continuada do sábado para o dia da Semana e instituição do Auxílio Vale Transporte, lei de autoria do vereador Clodomir que será paga agora no mês de março, bem como outras conquistas onde sempre foi marcante a mobilização dos professores der Raposa .

O sindicalista ressalta que a mobilização do dia 16 de março pretende também reivindicar busca de condições mais dignas de trabalho e melhores condições de ensino Ele acrescenta que a luta dos professores de todo o Brasil, reforçada pelos professores da Raposa é também pela melhoria na estrutura das escolas e o pagamento retroativo do valor do piso salarial nacional referente ao mês de janeiro, definida como data base para o reajuste anual do salário.


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Prefeitura de Ribamar garante promoções e titulações de professores

Benefício já está inserido na folha de pagamento deste mês de março e será retroativo a janeiro.

Gil Cutrim continua investindo no setor educacional de Ribamar (foto: Oswaldo Ceará)

Gil Cutrim continua investindo no setor educacional de Ribamar (foto: Oswaldo Ceará)

A Prefeitura de São José de Ribamar já inseriu na folha de pessoal deste mês de março o pagamento das promoções e titulações dos professores da rede municipal de ensino. O referido pagamento, que beneficia professores efetivos que deram entrada, junto as Secretarias Municipais de Educação e de Planejamento, Administração e Finanças, no processo de habilitação para receber promoções e titulações, é retroativo ao mês de janeiro.

O pagamento, que é mais um benefício implantado pela administração do prefeito Gil Cutrim (PMDB

direcionado aos profissionais do magistério, foi a principal reivindicação dos professores do município que participaram, durante esta semana, das atividades nacionais em defesa do Plano Nacional de Educação (PNE).

Em pouco mais de um ano, o governo Gil Cutrim atuou em diversas frentes que contribuíram para melhorar, ainda mais, o sistema educacional de São José de Ribamar. Além de ampliar o número de matrículas na rede municipal de ensino com o oferecimento de mais de 1.500 novas vagas – o que aconteceu em função das inaugurações de quatro novas unidades públicas de ensino (Escola Municipal Liceu Ribamarense II; Escola Municipal Raimundo Rocha Leal Júnior, Vila Tamer; Escola Municipal do Residencial Olímpico e Escola Municipal do Alto do Turu) – a  prefeitura implantou o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) dos profissionais do magistério do município e concedeu dois reajustes salariais (o primeiro de 15% e o segundo de 22%) para todos os professores e diretores ribamarenses.


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Jovem desaparece misteriosamente em São Luís

Phelipe da Luz

Phelipe da Luz

O jovem David Phelipe da Luz Araújo, está desaparecido desde o dia 14 de Março de 2012. Foi visto pela última vez, no Terminal de Integração da Cohab.

Segundo informações, ele estaria se deslocando ao bairro do São Francisco, onde faria uma transferência no valor de R$ 11 mil.

Não é a primeira vez que casos iguais a esse acontece em São Luís, onde jovens desaparecem misteriosamente.

Qualquer informação, sobre o paradeiro de David, deve ser encaminhada ao Disque Denúncia Maranhão [3223 5800 – capital e 0300 313 5800 – interior], a central funciona 24 horas e não é necessário se identificar.


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Roubo a caixas eletrônicos: o incômodo e permanente desafio à inteligência policial

Por Milton Corrêa da Costa

Quem viu as cenas transmitidas na quinta-feira, 15/03, pela televisão, geradas pela gravação do circuito interno, durante o assalto ao caixa eletrônico de uma agência do Banco Itaú, na última terça-feira (13/03), na capital de São Paulo, numa autêntica ação de guerrilha urbana, com bandidos (15 criminosos fortemente armados) usando toucas ninja, obrigando – vejam a tamanha ousadia- um motorista de ônibus a deixar o veículo “atravessado” na rua, enquanto com pés-de-cabra arrombavam os caixas para em seguida, explodirem cinco caixas eletrônicos, numa ação típica de filme policial americano (todos fugiram com o dinheiro), não tem mais dúvida do tamanho do desafio que a polícia de muitos estados têm encarado nos últimos anos na tentativa de conter tal preocupante prática criminosa onde assaltantes descobriram que, excluídos os casos em que não fecham ruas com barreiras, é possível em até cinco minutos concluir a ousada ação criminosa e fugir com o dinheiro roubado. Registre-se que no Rio de Janeiro, comparado a outros estados da federação, apesar do duro combate ao narcotráfico, tal prática criminosa tem sido diminuta. Em realidade não se sabe realmente o porquê.

O que se sabe e preocupa sobremodo a s autoridades policiais é que na grande São Paulo, somente este ano, chega a 30 o número de caixas eletrônicos roubados, a maioria com uso de explosivos. O uso do maçarico, que demanda mais tempo para a concretização da ção criminosa, vai se tornado obsoleto. No ano passado, em todo o Estado, aproximou-se de 150 o número de roubos. Na mesma terça-feira (13/03), do ousado assalto ao caixa do Banco Itaú, um professor de Itapevi, na Grande São Paulo, foi preso com dois potentes explosivos caseiros para serem usados em roubos a caixas eletrônicos. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o material era mantido escondido em uma casa no Jardim Rute. Com os suspeitos também foram apreendidos um revólver e munições. De acordo com a PM, os policiais foram acionados para atender uma denúncia de que o professor Thiago Gomes da Costa, 21 anos, guardava armas em casa.

O suspeito explicou que havia fabricado as duas bombas para “explodir caixas eletrônicos”. Para montar os artefatos ele comprou seis bananas do explosivo TNT, instalando três em cada bomba, para dar mais poder explosivo. As “superbombas” estavam acopladas a fios e detonadores, prontas para serem usadas. A pergunta é óbvia. Onde e com quem comprou a carga explosiva e quem é o contato do grupo criminoso? Se o preso, em flagrante de crime inafiançável, não avocar o direito constitucional de manter-se calado, a linha de investigação não será tão dificultosa assim para a polícia chegar a toda quadrilhae desvendar o crime nesse caso.

O fato é que em um ano, entre 2009 e 2010, o roubo de explosivos no Brasil cresceu 170%. A quantidade de emulsão e dinamite levada pelos criminosos em 2010 ultrapassou uma tonelada . Em 2009, foram furtados ou roubados 392quilos. Os dados, segundo o Centro de Comunicação Social da instituição, provém de relatório da Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados, órgão subordinado ao Comando de Logística do Exército Brasileiro, num total de 1,06 tonelada de emulsão de nitrato de amônia e de dinamite roubada ou furtada de pedreiras e obras em sete estados em 2010 e não recuperada. São estes explosivos, segundo delegados da Polícia Civil de São Paulo, que estão sendo usados para explodir caixas eletrônicos em todo o país.

Conforme o relatório do Exército, além da tonelada de emulsão e dinamite, outros 11,7 quilômetros de cordel detonante também foram furtados em 2010, além de 568 espoletas ou detonadores. Para se ter uma ideia do que representa a quantidade de explosivos em poder dos criminosos, para implodir em 2002 o prédio que abrigava a penitenciária do Carandiru, na Zona Norte de São Paulo, o governo divulgou ter usado 250 quilos de emulsão. As maiores quantidades foram furtadas nos estados de Rio Grande do Sul(373 kg de emulsão) e Alagoas (300 kg) naquele ano. Os criminosos levaram dinamite, emulsão, nitrocarbonitrato, detonadores e pavios do tipo espoleta, cordel, espoletim e retardos. O levantamento não inclui as duas toneladas de emulsão roubadas em uma rodovia da capital paulista em setembro de 2010, pois a carga foi recuperada pela polícia. Um total de 323 quilos de explosivos foi furtado em todo o Brasil, de janeiro a outubro de 2011, segundo relatório do Exército Brasileiro.

Na região Nordeste, nos últimos anos, os assaltos a caixa eletrônicos também viraram preocupante rotina. Na Região Sul, somente em Santa Catarina, este ano de 2012 já foram registrados cerca de 20 roubos a caixas eletrônicos onde o apelo da polícia catarinense aos bancos de esvaziar os caixas eletrônicos à noite como alternativa para reduzir a onda de ataques com explosivos no Estado parece inviável operacionalmente. Além disso, os carros-fortes passariam a ser grandes atrativos para as quadrilhas. A avaliação é da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), com sede em São Paulo, dada ao Diário Catarinense. Segundo noticiado, a Febraban afirmou que não há logística operacional para retirar os valores dos caixas eletrônicos à noite. Principalmente no horário da meia-noite às 4 horas da madrugada, o período crítico dos ataques- desde janeiro do ano passado até hoje houve em 57 ações dos bandidos que utilizam dinamite para explodir os terminais.

A entidade que representa os bancos observou que os carros-fortes podem transitar das 8h às 20h e que para além desse horário seria necessário o acompanhamento por funcionário da agência. No caso de estabelecimentos comerciais, como área de supermercado por exemplo, a federação lembra que também precisaria da autorização do proprietário para a operação. “Uma movimentação de numerário neste horário por carro forte (repleto de dinheiro) faria uma sequência de desabastecimento a meia-noite, e um reabastecimento por volta das 06h torna-se um grande atrativo para as quadrilhas. Ao invés de explodirem terminais passarão a promover assaltos nos embarques e desembarques de numerário dos carros fortes”, diz a Febraban.

Blindar os caixas eletrônicos, a outra medida sugerida pela polícia para frear os ataques, também não é a solução, conforme os bancos. A Febraban considera que todo acesso ao terminal precisa de porta de acesso e que com um simples pé de cabra seria possível quebrá-la. Sobre a instalação de portas giratórias, entende que haveria a necessidade de manter vigilante no local, o que esbarraria em restrições legais. A Febraban defende estudos técnicos mais aprofundados, legais e com condições operacionais para o assunto. As sugestões da polícia foram apresentadas recentemente em reunião da cúpula da segurança com o sindicato dos bancários, os bancos Bradesco e Banco do Brasil, em Florianópolis. A polícia disse que as medidas seriam apenas enquanto durarem as investigações sobre as quadrilhas, que ainda não foram presas. Para o vice-presidente da comissão de segurança da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, deputado sargento Amauri Soares, os crimes só vão cessar quando a polícia prender os criminosos e o Estado investir em efetivo policial e inteligência.

Sabe-se também que os explosivos usados nos ataques são roubados de pedreiras e obras. Alguns criminosos usam sem ter conhecimento e acabam destruindo os caixas eletrônicos. “Outros pesquisam na internet e vão testando a quantidade até acertar”, afirmam as autoridades policiais. Nos três primeiros meses de 2011, só no Nordeste, foram mais de 40 casos. Segundo a Polícia Federal,há criminosos especialistas em aliciar funcionários de pedreiras de onde os explosivos são desviados ou roubados e também em ensinar e estabelecer as quantidades de cargas detonadoras nos caixas eletrônicos. Recentemente um caixa eletrônico foi explodido em um posto de combustível de Araraquara, em São Paulo. O uso excessivo de carga destruiu a loja de conveniência onde o equipamento estava instalado e feriu uma pessoa.

Para restringir o risco de mais roubo de cargas, o Exército impôs regras mais rígidas aos fabricantes de explosivos para dar maior segurança no transporte. Por sua vez Maurício Guimarães, do setor de Comunicação do Deic/SP, diz que na maioria dos arrombamentos de caixas eletrônicos são encontrados vestígios de explosivo encartuchado gelatinoso. No Estado de São Paulo, mais de 90 suspeitos foram presos, segundo a polícia.“Esta foi a primeira vez que usaram explosivo para abrir caixa eletrônico em Araraquara, por isto, vamos analisar com muito cuidado o caso para entender quem são estes assaltantes.” Já o Sindicato da Indústria de Explosivos de São Paulo (Sindex) defende a colocação de código de barras nos explosivos para criar um sistema de rastreamento do produto. Mesmo após a explosão, seria possível identificar nos resíduos informações que levem ao lote de fabricação e origem da venda.O engenheiro de minas Wilson Assunção, especialista em explosivo, diz que a preferência dos bandidos pelo tipo encartuchado gelatinoso demonstra um grau de conhecimento deles sobre o assunto por que, separadamente, oferece menor risco de explosões acidentais, como ocorre com as dinamites. “As falhas nas explosões acontecem porque nem sempre eles sabem acionar os detonadores”, diz.

O pior de tudo é que as quadrilhas de assaltantes de caixas eletrônicos inclui muitas vezes agentes ou ex-agentes do próprio estado. A Polícia Militar de São Paulo informou, em 31/05/11, que apurava o envolvimento de 26 policiais em roubos e furtos de caixas eletrônicos em São Paulo. Em 28/05/11, dois policiais militares foram presos dentro de uma agência bancária no Jabaquara, na Zona Sul de São Paulo, suspeitos de tentativa de roubo a caixa eletrônico. Eles foram alertados por um colega sobre a chegada do Grupo de Operações Especiais (GOE). Uma mensagem via celular, que dizia “sai fora que sujou”, levou a Polícia Civil ao terceiro envolvido, que, fardado, ajudava os soldados do lado de fora da agência. Esse terceiro policial também foi detido. Uma operação da Polícia Civil de São Paulo deteve recentemente quatro pessoas suspeitas de fazerem parte de uma quadrilha de roubo a caixas eletrônicos na Grande São Paulo. Entre os detidos estão dois PMs e um ex-policial militar, segundo informações do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic).

Chega-se a conclusão que falta muito ao aparelho policial no país para detectar e prender as quadrilhas de assaltantes de caixas eletrônicos, num tipo de delito que requer, para o combate eficaz, o investimento maciço e permanente dO governo na área de inteligência e investigação criminal, tanto na qualificação de recursos humanos como na moderna tecnologia, objetivando minimizar e desencorajar tal prática criminosa. Por enquanto, como medida preventiva, para frear o avanço de tal inquietante delito, que a Febraban continue providenciando dispositivos para que durante as explosões dos caixas as notas se incendeiem ou saiam manchadas. Investir em tais medida preventivas é fundamental. Que se unam, portanto, autoridades policiais e entidades privadas afins na descoberta de mais medidas estratégicas de prevenção e repressão. Até aqui o banditismo, através da ousadia e do elemento surpresa, venceu essa guerra.

Milton Corrêa da Costa é coronel da reserva da PM do Rio de Janeiro


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Thiago Aroso é empossado na Câmara de Vereadores de Paço do Lumiar

Na manhã desta sexta-feira, 16, o secretário de gestão e orçamento e chefe de gabinete Thiago Aroso assumiu o cargo de vereador na câmara municipal de Paço do Lumiar no lugar do vereador Edson Arouche Junior conhecido como Junior do Mojó (PSDB) que renunciou ao cargo.

Thiago Aroso

Thiago Aroso

Em uma seção concorrida na câmara que contou com a presença de muitos populares, amigos, imprensa, todo o secretariado municipal e a prefeita Bia Venâncio que é sua mãe, o vereador Thiago Aroso (PSD) tomou posse e em um discurso carregado de eloquência e cheio de emoção trouxe a importância de ficar e assumir o cargo no legislativo depois de ter ajudado durante 3 anos 2 meses e 14 dias na administração da prefeita Bia agora compõe a casa legislativa do município e por lá poder atuar de forma que traga mais benefícios para a população luminense.

Com a posse de Thiago Aroso a câmara começa um novo momentos e que possa apagar esse período nebuloso que viveu e ai sim poder retomar seu trabalho com tranquilidade e trazer as expectativas que o povo espera.

A prefeita Bia Venâncio lamentou a perda do seu secretário que durante um pouco mais de 3 anos só contribuiu para a melhoria e organização do município mas que é um sonho que tá sendo realizado por ter nascido com o sangue politico e que o momento que ta surgindo para ele seria de fundamental importância tê-lo como membro do legislativo luminense, agradeceu a todos os vereadores  pelo apoio dado a sua administração nos momentos mais difíceis enfrentados no seu mandato e espera continuar contando com o apoio da câmara pois este a poio não é para Bia e sim para a população de Paço do Lumiar, por fim agradeceu a todos presente e esperar cumprir com os compromissos assumidos com a população.

Com a vaga deixada por Thiago Aroso na secretaria de gestão e orçamento o nome escolhido pela prefeita Bia Venâncio foi de Vitorino Campos que já  ocupou vários cargos em administrações anteriores e tem experiência na pasta, já na chefia de gabinete cargo também ocupado por Thiago o nome para substitui-lo ainda não foi escolhido.


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Deputado Antônio Pereira é chamado de 'vagabundo' e 'ladrão' em Estreito

Antônio Pereira tenta agredir manifestante

Antônio Pereira tenta agredir manifestante

A confusão foi generalizada e envolveu o deputado estadual Antônio Pereira (DEM) na tarde desta sexta-feira, 16, na Câmara Municipal dos Vereadores de Estreito, depois da decisão do desembargador Jamil Gedeon, que determina o retorno imediato dos seis vereadores que foram cassados em 2011 acusados pela Justiça, de desviar R$ 198 mil repassados pela prefeitura para manutenção da Câmara Municipal da cidade.

Antônio Pereira que é aliado políticos do grupo de vereadores afastados, foi discretamente acompanhar a posse na Câmara, quando foi surpreendido por centenas de manifestantes que ocupavam a parte interna e externa da Casa.

O deputado chegou a ser questionado pela população de Estreito, onde foi acusado de intervir a favor dos vereadores no processo que tramitava no Tribunal de Justiça do Maranhão. Foi ai que varias pessoas começaram a vaiá-lo chegando a chamar o parlamentar de ‘bandido’ e ‘vagabundo’.

Em resposta, o democrata partiu para cima tentando agredir fisicamente um manifestante no local. Veja abaixo as cenas da confusão:


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Cassação de prefeito de Santa Luzia ganha destaque nacional

Por Aline Louise, do Portal Terra

O prefeito cassado Márcio Rodriues ao lado do pai

O prefeito cassado Márcio Rodriues ao lado do pai

O prefeito de Santa Luzia (MA) foi cassado na tarde desta sexta-feira pela Câmara de Vereadores da cidade por 7 votos a 1. Márcio Rodrigues (PMDB) tem um prazo de 48 horas para entregar o cargo ao vice-prefeito, José Luís Lima (PRTB). A decisão ocorreu após uma denúncia, feita por dois funcionários públicos, de que a mãe do prefeito e também secretária de Ação Social, Ingrid Antezana Rodrigues, recebia, além dos vencimentos de chefe da pasta municipal, salário como funcionária da Secretaria de Saúde.

Segundo os denunciantes, o mesmo acontece com o secretário Chiquinho Braide (Secretaria de Obras) e o procurador do município, Esdras da Silva Guedelha. A condenação, porém, baseou-se na acusação de nepotismo por parte do prefeito. O Ministério Público Federal decidiu também denunciar o prefeito cassado e seu antecessor, Ilzemar Dutra, por improbidade administrativa.

A denúncia afirma que, juntos, eles teriam deixado de prestar contas de R$ 70 mil em verbas públicas, repassados ao município pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Procurado pelo Terra, o prefeito não foi encontrado para comentar o assunto.


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