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Polícia realiza operação contra integrantes de organização criminosa em São Luís

A Polícia Civil do Maranhão realizou na manhã desta terça-feira (18) uma operação para prender integrantes de uma organização criminosa com atuação em São Luís.

Batizada de “Tiro Certo” a operação, que está em sua quarta etapa, investiga o funcionamento do núcleo financeiro de uma das maiores organizações criminosas que atua no Maranhão. Segundo a polícia, o grupo já teria movimentado em contas bancárias só no ano de 2019, mais de um milhão de reais, além de outros valores em imóveis e veículos.

De acordo com o superintendente da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), delegado Armando Pacheco, nesta etapa da operação foram cumpridos nesta terça sete mandados de prisão de um total de oito. “Foram oito mandados e desses oito nós conseguimos cumprir sete. Um no estado do Goiás, um no interior do estado e cinco na capital. Desses cinco, dois já estão no sistema penitenciário”, revelou.

O superintendente da Seic disse que a operação teve início em abril de 2019 e até o momento os criminosos já teriam movimentado mais de um milhão de reais. “Essa é a quarta etapa da operação ‘Tiro Certo’. Uma investigação que começou em abril do ano passado. Nesta etapa este núcleo financeiro movimentou mais de um milhão de reais em determinadas contas bancárias e foi apreendido também na operação mais de R$ 500 mil em bens”.

Segundo o delegado Armando Pacheco o dinheiro recolhido pelos criminosos foi fruto do tráfico de drogas e também de roubos, e estava sendo usado para fortalecer a facção. “Fruto do tráfico de drogas, de roubos também e era um dinheiro empregado para fortalecer a facção. Eles compravam e adquiriam armas de fogo, invadiam determinados territórios ocupados por outras facções criminosas e nisso aí a gente tinha um aumento no número de homicídios em razão justamente dessa guerra entre as facções”, contou.

O delegado disse que todo valor recolhido pela polícia já foi bloqueado e a partir de agora a Justiça decide qual destino será dado a tudo que foi apreendido nesta etapa da operação. “As contas já foram bloqueadas, lembrando que nas demais operações também nós tivemos quantias muito grandes também bloqueadas em contas, e a partir de agora esses valores vão ficar à disposição da Justiça assim como os bens apreendidos e o judiciário vai decidir se decreta o perdimento desses valores para o Estado ou entender que não pode devolver aos investigados, se entender que eles estejam devidamente comprovado que seja dinheiro fruto do tráfico de drogas”, finalizou.

G1MA


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