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Construtora movimentou R$ 52,2 milhões em contratos na gestão de Edivaldo Júnior

10 anos após ficar no centro do escândalo de corrupção conhecido nacionalmente como “Estradas Fantasmas”, a Enciza Engenharia voltou a atuar em licitações públicas e já movimentou cifras milionárias em São Luís.

O Blog do Neto Ferreira apurou que a construtora ganhou contratos na ordem de R$ 52.298.207,34 milhões para recuperar pavimentação de ruas e avenidas da capital maranhense durante o período de 2017 e 2019.

Do montante citado acima, a Prefeitura de São Luís, administrada por Edivaldo Holanda Júnior, já pagou R$ 25.820.790,29 milhões à Enciza, segundo dados colhidos no Portal da Transparência do Executivo Municipal.

Ainda de acordo com as informações repassadas, o valor liquidado gira em torno de R$ 28.371.720,62 milhões.

A construtora, que é comandada por José Lauro de Castro Moura, não atua apenas no Poder Executivo. Ela é detentora de inúmeros contratos na gestão de Flávio Dino (PCdoB). Com as licitações, o empresário já lucrou quase R$ 50 milhões entre os anos de 2017 e 2018 no governo.

Relembre o caso

Durante o governo José Reinaldo Tavares, foi pago com recursos do Tesouro Estadual R$ 8,4 milhões em obras viárias contratadas, mas que não foram realizadas pelas Construtoras Gautama, Enciza Engenharia, Petra Construções e L.J. Construções.

Somando a esse valor referido acima, os R$ 3,6 milhões desviados na suposta fraude das 19 estradas vicinais fantasmas, o montante de recursos desembolsados chegou a R$ 12 milhões.

O Ministério Público Estadual (MPE) confirmou que foram cerca de R$ 5 milhões desviados em obras inexistentes promovidas com a assinatura do secretário demissionário João Cândido Dominici, que é cunhado do atual governador no esquema das “estradas fantasmas”.

Além dos R$ 3,6 milhões das 19 estradas vicinais não construídas, o Governo do Estado pagou antecipadamente e em regime de prioridade os R$ 8,4 milhões por três obras: uma ponte sobre o riacho Barro Duro, em Tutóia, e a recuperação emergencial dos pontos críticos das rodovias MA-373 e MA-006.

Segundo relatório, apresentado em outubro de 2004, o governo José Reinaldo Tavares gastou R$ 227,1 milhões na “recuperação” e “construção” de rodovias no estado entre os anos de 2002 e 2003. A comissão apontou no documento que seriam necessários somente R$ 105,8 milhões para que as MA’s estivessem em boas condições de trafegabilidade.

O governador e o cunhado João Cândido Dominici, a época secretário de Infra-Estrutura, pagaram R$ 121,3 milhões a mais, por serviços de recuperação e construção de rodovias estaduais hoje intrafegáveis.

O empreiteiro José Lauro de Castro Moura, proprietário da construtora Enciza Engenharia, responsável pela “recuperação” de 362 quilômetros da MA-006 entre a cidade de Fortaleza dos Nogueiras e o Entrocamento da BR-222, disse que “depois de dois invernos grandes e o tráfego intenso de caminhões pesados, as estradas não agüentam”.


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