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Porta-voz do Palácio do Planalto responde a Dino: “governo não rasga dinheiro e não rasgará”

A declaração do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) sobre a resistência do presidente Jair Bolsonaro em aceitar a cooperação de outros países com o Fundo Amazônia repercutiu rapidamente no Palácio do Planalto, que tratou de responder duramente por meio de seu porta-voz Otávio Rêgo Barros.

“O governo não rasga dinheiro e não rasgará. Não é uma coisa adequada em um governo que tem a austeridade como princípio maior”, afirmou Rêgo Barros.

Durante a reunião com o presidente Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto, em Brasília, Dino falou que é preciso encontrar um meio termo para a cooperação de outros países para o Fundo Amazônia e que não é o momento de “rasgar dinheiro”.

“Enfatizamos muito fortemente a necessidade da cooperação internacional, com defesa da soberania nacional. Porém achamos que não é o momento de rasgar dinheiro, sobretudo no que se refere ao Fundo Amazônia. Assim também como procuramos construir uma modulação adequada para uma espécie de um discurso antiambientalista que não constrói uma saída adequada à preservação dos interesses nacionais, na medida em que pode, inclusive, expor o Brasil a sanções comerciais, que atinjam os nossos produtores e a nossa economia”, disse.

O encontro reuniu os chefes de Executivo estadual que compõem a Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins) para discutir as ações de combate às queimadas na região.

Os governadores entregaram ontem (27) ao presidente propostas para um planejamento estratégico que leve ao desenvolvimento sustentável da região.

O documento entregue a Bolsonaro também defende a participação dos estados na reformulação do Fundo Amazônia, assim como a retomada de projetos no âmbito desse programa de cooperação internacional para a preservação da floresta.


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