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Investidores viajam 2.000 km para tentar receber de “rei do bitcoin”

Desde o final de julho, os investidores Jacimar Alves Cabral, 31, e José Rodrigues, 54, vão de segunda a sexta-feira até a frente da sede do Bitcoin Banco, em Curitiba (PR), para protestar. Eles fazem parte de um grupo que não consegue fazer saques em suas contas, situação que gerou centenas de processos judiciais contra o empresário Claudio Oliveira, conhecido como o “rei dos bitcoins”. Cabral e Rodrigues, e outros dois investidores, saíram de Mirassol d’Oeste (MT) no dia 28 de julho e chegaram um dia depois à capital paranaense. São cerca de 2.000 quilômetros de distância e 25 horas de estrada. “Vamos ficar aqui até receber nosso dinheiro”, disse Cabral.

Eles não quiseram revelar quanto investiram na empresa. Disseram, no entanto, que colocaram boa parte dos recursos que tinham. Cabral está desempregado, e Rodrigues é pensionista do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A empresa informou, via nota, que está ciente dos fatos relacionados aos clientes citados na reportagem e que já estabeleceu contato direto. Disse ainda que está à disposição de clientes e da Justiça.

Só fizeram promessas, diz investidor

Segundo Cabral, no primeiro dia os quatro foram recebidos por advogados da empresa e formalizaram um acordo. Ficou acertado que parte da dívida, disse, seria depositada em 2 de agosto e o restante nas semanas seguintes. Não aconteceu. “Eles sempre alegam que estão tentando dar um jeito”, disse Cabral. Em pouco mais de 20 dias em que estão em Curitiba, eles dizem ter gasto quase R$ 8.000 com despesas de hospedagem, combustível e alimentação. “Isso porque estamos economizando em tudo”, disse Rodrigues, que segura uma placa com a foto do pé, necrosado por causa de diabetes, segundo ele.

Grupo não paga investidores desde maio

A crise do Grupo Bitcoin Banco começou em maio, quando os usuários começaram a ter problemas para fazer saques na plataforma. A empresa alega que foi vítima de uma ação criminosa pela qual, valendo-se de uma brecha na plataforma de negociação de bitcoins da empresa, um grupo de clientes duplicou os saldos de suas contas e efetuou saques indevidos, de dinheiro que não existia, num golpe calculado em R$ 50 milhões.


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