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Bardal depõe na PGJ sobre ordens de Portela para grampear desembargadores

O ex-superintendente de investigações criminais no Maranhão, Tiago Bardal, foi ouvido na tarde desta terça-feira (6) na sede Procuradoria Geral da Justiça em uma audiência que apura se o secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, determinou investigações clandestinas contra membros do judiciário, assessores, parentes e até lideranças políticas.

As acusações são do próprio Tiago Bardal e do ex-chefe do Departamento de Combate ao Crime Organizado, delegado Ney Anderson Gaspar, que está de licença do cargo. Já Bardal foi expulso da Polícia Civil em junho deste ano e continua preso por suspeita de envolvimento com uma quadrilha de contrabandistas e de extorquir dinheiro de assaltantes de banco.

Acusações contra Portela

Segundo Ney Anderson, Jefferson Portela determinava a inserção dos números de telefones de assessores e parentes de desembargadores em operações contra facções criminosas, de forma a interceptar essas ligações telefônicas. Essas declarações são alvo de apuração na Corregedoria do Tribunal de Justiça.

Já Tiago Bardal já havia prestado depoimento sobre o mesmo assunto, por videoconferência, para a Comissão de Segurança e Combate ao Crime Organizado da Câmara Federal. As investigações seguem em segredo de Justiça.

Jefferson Portela sempre chamou de criminosas as afirmações de Ney Anderson e Tiago Bardal, e negou qualquer investigação ilegal contra membros do judiciário.

Do G1,MA


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