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Vídeo: delegado reafirma que secretário mandou grampear filho do desembargador José Bernardo

Em depoimento à Comissão de Segurança Pública e Crime Organizado da Câmara dos Deputados, o delegado licenciado Ney Anderson Gaspar reafirmou que o secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela mandou interceptar ilegalmente o número de telefone do filho do desembargador da 2ª Câmara Criminal do TJMA, José Bernardo Silva Rodrigues, identificado como Glaubert (saiba mais).

Glaubert é servidor do TJ e assessor do desembargador Fróz Sobrinho. Além dele, também foi alvo das ordens de Portela o assessor Eric, que atua trabalha no gabinete do desembargador Froz.

“Em relação ao desembargador Fróz [Sobrinho], ele [Jefferson Portela] pediu que inseríssemos o número de dois assessores. O secretário entregou no tempo o número de telefone celular para mim e para [Tiago] Bardal de dois assessores do desembargador Fróz, a gente só soube depois, através do número nós descobrimos que se tratava de celulares de um assessor chamado Eric e de outro Glaubert”, detalhou o delegado.

Durante a oitiva, Ney Anderson citou, ainda, a fúria de Portela contra o desembargador Tyrone Silva após o magistrado expedir uma decisão que determinou a soltura dos presos da 1ª fase da operação Jenga, incluindo o empresário e agiota Josival Cavalcanti da Silva.

Por conta do despacho, Tyrone foi representado no Conselho Nacional de Justiça, que passou a investigá-lo.

“Com relação ao desembargador Tyrone ele libertou os presos da 1ª fase da operação jenga, incluindo Pacovan, o secretário ficou furioso e mandou que a equipe do departamento de combate ao crime organizado fizesse uma reclamação contra o desembargador no CNJ. esse encontro foi na sala do gabinete do secretário de Segurança, estavam presentes eu, o delegado Renê, delegado Ocano, delegado Tiago Bardal, o seu assistente Osman. Ele [Jefferson Portela] estava totalmente chateado porque tinham soltado Pacovan, na primeira fase, porque até então não tinha surgido nome de nenhum político nenhum empresário aliado”, afirmou Ney Anderson.

Procurado, a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública não se manifestou até o fechamento da reportagem. Os assessores do desembargador Froz Sobrinho foram procurados, mas não se pronunciaram.

O presidente do Tribunal de Justiça se manifestou sobre as acusações de espionagem as membros do judiciário e solicitou abertura de investigação da qual foi aberta pela Procuradoria-Geral de Justiça.


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