Poder

Parlamentares planejaram afastar prefeita mirando R$ 2,2 milhões dos royalties

Vereadores de Vitória do Mearim orquestraram um plano para afastar a prefeita Dídima Coelho do cargo com objetivo da vice assumir e sacar a quantia de R$ 2,2 milhões dos royalties da mineração destinados ao município e em seguida dividir entre eles, segundo o depoimento de Almir Coelho Sobrinho, secretário da Assessoria de gabinete e esposo da chefe do Executivo ao Ministério Público.

Evidenciando a existência desse plano, os vereadores aprovaram, sem observar o procedimento legislativo e em sessão extraordinária, a Proposta de Emenda à Lei Orgânica, possibilitando o afastamento da prefeita em razão do início do procedimento para apurar crimes de responsabilidade pela Câmara Municipal, na mesma data em que Almir se negou a efetuar o pagamento dos valores solicitados, encerrando as negociações entre eles.

Na manhã desta quarta-feira (5), O Ministério Público do Maranhão, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas – Gaeco, e a Polícia Civil, por meio da Superintendência Estadual de Prevenção e Combate à Corrupção – Seccor, deram cumprimento a cinco mandados de prisão temporária e oito mandados de busca e apreensão.

As investigações apuram os crimes de corrupção passiva e associação criminosa, praticados pelos vereadores George Maciel da Paz, presidente da Câmara Municipal; Hélio Wagner Rodrigues Silva; Oziel Gomes da Silva; Marcelo Silva Brito (Marcelo da Colônia); Mauro Rogério (Nego Mauro); José Mourão Martins e Raimundo Nonato Costa da Silva (Nonato do Chelo). Além destes, o vereador Benoa Marcos Rodrigues Pacheco, o Bena, está sendo investigado pelo crime de corrupção passiva.

Os parlamentares cobraram propina para barrar a CPI que está em andamento na Câmara Municipal contra a prefeita.

Enquanto os sete primeiros vereadores se uniram para pedir o pagamento do valor de R$ 320 mil parcelado em duas vezes, garantindo a maioria dos votos contra a CPI; o vereador Bena pediu para si a quantia de R$ 100 mil com o mesmo propósito.

Mesmo que nos áudios seja mencionado que cada vereador do “grupo dos 7” receberia uma parcela de R$ 10 mil e outra de R$ 20 mil, havia um ajuste, inicialmente, entre George, Hélio e Oziel para que estes recebessem R$ 70 mil, sem que os demais soubessem.

Foram alvos das medidas cautelares de busca e apreensão em suas residências e de prisão temporária os vereadores Hélio Wagner Rodrigues Silva, Oziel Gomes da Silva, Mauro Rogério Pires, José Mourão Martins e Benoa Marcos Rodrigues Pacheco.

Em relação aos vereadores George Maciel da Paz, Marcelo Silva Brito e Raimundo Nonato Costa da Silva, foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.


Acompanhe o Blog do Neto Ferreira também pelo Twitter™ e pelo Facebook.

Um comentário em “Parlamentares planejaram afastar prefeita mirando R$ 2,2 milhões dos royalties”

Se quiser fazer uma citação desse artigo no seu site, copie este link

  1. marcelo

    MÍDIA EM AÇÃO PURA ENGANAÇÃO E OPORTUNISMO. O PIOR É QUE TEM QUEM ACREDITA. INFELIZMENTE.

Deixe um comentário:

Formulário de Comentários