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Juiz manda arquivar pedido de reabertura do caso Décio Sá

O juiz da 1ª Vara Criminal, Raul José Duarte Goulart Júnior, mandou arquivar o pedido de reabertura do caso Décio Sá. O jornalista foi assassinado em abril de 2012.

A decisão atendeu ao pedido do Ministério Público do Maranhão, que, embasado por um laudo policial, entendeu não haver provas suficientes para que as investigações fossem retomadas.

O Parquet diz que o novo pedido para voltar com apuração do caso foi feito pelo ex-deputado Raimundo Cutrim (PCdoB), que apresentou uma gravação cujo conteúdo era uma conversa entre um dos mandantes do crime, José Miranda Alencar e um policial identidicado como Laércio Henrique Cutrim Serra Freira.

A solicitação foi encaminhada pelo procurador geral de Justiça, Luiz Gonzaga, para 23ª Promotoria de Justiça Criminal, que requereu a Delegacia de Policia Civil a apuração da autenticidade do áudio e se a voz era de fato de Miranda, o que resultou em uma inconclusão.

Porém, é de conhecimento de quem acompanha o caso que o diálogo acontece, sim, entre José Miranda e um homem. Além disso, a gravação revela também uma proposta de R$ 10 milhões feita por um empresário do ramo da construção civil, intermediada por um advogado, ao Miranda, enquanto este estava preso no quartel do Corpo de Bombeiros. A gravação foi publicada com exclusividade pelo Blog do Neto Ferreira.

O fato é grave e deveria desencadear uma nova investigação mais aprofunda sobre o caso.

Em meados do mês de março mais um episódio envolvendo o crime hediondo contra Sá veio à tona com o depoimento do ex-chefe da Superintendência Estadual de Investigações Criminais, Tiago Bardal. As declarações dadas à 2ª Vara Criminal pelo delegado acusam diretamente o secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, de mandar engavetar o pedido da Procuradoria Geral de Justiça sobre o caso.

Veja a decisão aqui


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