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Deputado cogita pedir CPI para investigar espionagem a magistrados e políticos

O deputado estadual Wellington do Curso (PSDB) está cogitando pedir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as denúncias contra o secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, nas quais tratam de espionagem contra desembargadores e políticos.

A proposta foi sugerida pelo parlamentar durante o seu pronunciamento no plenário da Assembleia Legislativa do Maranhão na quinta-feira (23).

O tucano disse, ainda, que irá levar o caso para Comissão de Segurança da Casa para saber quais medidas serão adotadas. “Inclusive, além de levar a situação para a Comissão de Segurança desta Casa, cobrar um posicionamento da Comissão de Segurança da Assembleia, também já cogitando a possibilidade da criação de uma CPI para que possamos averiguar, investigar todas essas denúncias que já surgiram, desde a nomeação de capelães, desde a investigação e o monitoramento por parte da Polícia Militar e dessas graves denúncias envolvendo a segurança pública do Estado do Maranhão.”

Wellington comentou também a divulgação das acusaçõs feitas Tiago Bardal e Ney Anderson Gaspar, ambos ex-delegado e delegado da Polícia Civil, e as classificou como gravíssimas e uma afronta ao Estado democrátioco de direito e quer que todos os citados no escândalo sejam ouvidos. “Senhoras e senhores, isso é tão grave, tão grave, que os deputados poderiam inclusive pensar na possibilidade de uma CPI para que pudéssemos ouvir a todos, ouvir desde o Secretário de Segurança Pública, o delegado que está preso, o Ney Anderson, que está afastado, além de outras pessoas que surgiram no bojo da investigação, no bojo dessas denúncias.”

Ainda durante o seu discurso, o deputado cobrou um posicionamento da classe política, da própria da ALEMA e do Ministério da Justiça em relação ao caso, pois além de desembargadores o deputado federal e Josima de Maranhãozinho (PR) e o senador federal Roberto Rocha (PSDB) também foram alvos de investigação da Secretaria de Segurança Pública. “A Assembleia Legislativa precisa se colocar à disposição para fazer os devidos esclarecimentos, e principalmente Deputados nesta Casa que tenham a perfeita compreensão do momento em que nós vivemos. Não podemos simplesmente questionar os atos do Governo Federal e não questionar os atos do Governo Estadual.”

O parlamentar afirmou que é necessário ter insenção, seriedade e responsabilidade nas investigações. “Não podemos apontar o dedo para ninguém, para secretário, para delegado A, para delegado B, para policial X, para comandante A, para comandante B, não, nós precisamos ter os esclarecimentos, de forma séria, de forma responsável.”

No plenário, o político lembrou que também foi vítima de perseguição e monitoramento durante a campanha eleitoral de 2016, quando era candidato a prefeito de São Luís.

“Eu fui vítima disso em 2016, monitorado, perseguido. Uma viatura Hilux me acompanhou do retorno do São Francisco até à porta do palácio e deu duas a três voltas quando identifiquei aquela viatura. Naquele momento, eu já tinha identificado, por conta, talvez, das minhas ações e do meu conhecimento como especialista em inteligência militar. Durante 15 anos, fui sargento do Exército e 10 anos no serviço de inteligência e pude colocar em prática o pouco conhecimento que tinha. E consegui visualizar, constatar que estava sendo monitorado, seguido por uma viatura Hilux. “, disse.


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