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Marido de promotora sabia de irregularidades em obras do Porto do Itaqui, diz PF

Relatório da Polícia Federal revela que o marido da promotora de Justiça Elizabeth Mendonça, José Eugênio Mendonça de Araújo Cavalcante, sabia de irregularidades em obras de fiscalização de dragagem e aprofundamento do P-100 ao P-104 do Porto de Itaqui.

O documento foi publicado com exclusividade pelo Blog do Gilberto Léda e faz parte do inquérito da Operação Draga, deflagrada em abril de 2017.

Segundo o delegado federal Dhiego Job de Almeida, a participação de Mendonça, que à época era diretor de Engenharia da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), foi confirmada após uma gravação encontrada no celular apreendido na residência de Rodrigo Alexandre da Costa Silva, corroborando assim as informações repassadas pelo ex-funcionário da Emap, José Ribamar Câmara Pinto.

“A gravação encontrada no celular apreendido na residência de Rodrigo Alexandre da Costa Silva confirma o termo de declarações de José Ribamar Camara Pinto, de que diversas pessoas na Emap, entre eles o diretor de engenharia José Eugênio Mendonça de Araújo Cavalcante e o diretor de operações José Antônio Magalhães, tinham conhecimento de que a empresa Fotogeo Ltda. não havia realizado o serviço de fiscalização para o qual fora contratada”, destacou o delegado da PF.

Ainda de acordo com o relatório policial, o marido da promotora e o ex-diretor de operações da Emap, José Antônio Magalhães, souberam das irregularidades da fiscalização quando participaram de uma reunião que trava do assunto.

Entenda o caso

Em fevereiro desse ano, a Polícia Federal produziu um relatório onde confirma a fraude na licitação das obras de fiscalização das obras de dragagem de aprofundamento do P-100 ao P-104 do Porto de Itaqui.

Conforme a PF, a Fotogeo foi contratada para fiscalizar a dragagem que estava sendo executada pela Jan de Nul do Brasil Dragagem Ltda, no entanto a empresa, não realizou o serviço de batimetria, e somente copiar dados da própria Jan de Nul que realizou o serviço.

Para fiscalizar, Fotogeo cobrou da Emap R$ 1,5 milhão. A dragagem custou R$ 62,1 milhões.

O relatório sugere a imputação de crimes de peculato e falsidade ideológica aos envolvidos.

Operação

Em abril de 2017, José Eugênio Mendonça de Araújo Cavalcante foi alvo da Operação Draga, deflagrada pela Polícia Federal que apurava irregularidades em obras do Porto do Itaqui.

À época, Mendonça e sua esposa, a promotora Elizabeth Mendonça, afirmaram que as acusações eram infundadas e que a licitação estava dentro do rigor da Lei.

O Blog tentou entrar em contato com os citados, mas não teve êxito.


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