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Penha apresenta projeto para combater bullying nas escolas de São Luís

O vereador Raimundo Penha (PDT) apresentou projeto de lei que visa incluir na proposta pedagógica das escolas públicas e particulares de São Luís ações de prevenção, conscientização e de enfrentamento ao bullying escolar; além da execução de atividades promotoras da cultura da paz.

A proposta, que já está tramitando na Câmara Municipal, foi apresentada pelo parlamentar, nesta quinta-feira (08), durante abertura do projeto Aprender Sem Medo, uma iniciativa da ONG Plan Brasil realizada no Convento das Mercês e que reuniu centenas de estudantes da Grande Ilha.

“O projeto tem como objetivo garantir aos estudantes um ambiente escolar saudável, livre de traumas e de qualquer outro tipo de constrangimento ou preconceito”, disse o vereador.

O projeto de lei considera como bullying qualquer prática de violência física ou psicológica, intencional e repetitiva, entre os estudantes, sendo praticada por um indivíduo ou grupo de indivíduos contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidar, agredir fisicamente, humilhar, ou ambos, causando dor e angústia à vítima.

O projeto também faz previsão de combate ao cyberbullying, tendo em vista que a Internet é muito utilizada para cometimento deste tipo de prática.

A proposta prevê, por exemplo, que as instituições de ensino criem uma espécie de histórico bimestral, no qual serão registrados e detalhados quaisquer tipo de incidente relacionado ao tema.


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Um comentário em “Penha apresenta projeto para combater bullying nas escolas de São Luís”

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  1. francisco barros

    Já existe em São Luís uma lei neste sentido, infelizmente ignorada pelo Prefeito Edvaldo Holanda.

    Lei nº 5.501 de 17/08/2011

    Norma Municipal – São Luís – MA Publicado no DOM em 26 set 2011

    Dispõe sobre o desenvolvimento no âmbito municipal da política “antibullying” por instituições de ensino e de educação infantil, públicas ou privadas, com ou sem fins lucrativos.

    O Prefeito de São Luís, Estado do Maranhão.

    Faço saber a todos os seus habitantes que a Câmara Municipal de São Luis decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

    Art. 1º As instituições de ensino e de educação infantil, pública ou privada, com ou sem fins lucrativos, desenvolverão política “antibullying”, nos termos desta Lei.

    Art. 2º Para efeitos desta Lei, considera-se “bullying” qualquer prática de violência física ou psicológica, intencional e repetitiva, entre pares, que ocorra sem motivação evidente, praticada por um indivíduo ou grupo de indivíduos, contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidar, agredir fisicamente, isolar, humilhar ou ambos, causando dor angústia à vitima, em uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas.

    § 1º Constituem práticas de “bullying”, sempre que repetidas:

    I – ameaças e agressões físicas como bater, socar, chutar, agarrar, empurrar,

    II – submissão do outro, pela força, à condição humilhante;

    III – furto, roubo, vandalismo e destruição proposital de bens alheios;

    IV – extorsão e obtenção forçada de favores sexuais;

    V – insultos ou atribuição de apelidos vergonhosos ou humilhantes;

    VI – comentários racistas, homofóbicos ou intolerantes quanto às diferenças econômico-sociais, físicas, culturais, políticas, morais, religiosas, entre outras,

    VII – exclusão ou isolamento proposital do outro, pela intriga e disseminação de boatos ou de informações que deponham contra a honra e a boa imagem das pessoas; e

    VIII – envio de mensagens, fotos ou vídeos por meio de computador, celular ou assemelhado, bem como sua postagem em “Blogs” ou “Sites”, cujo conteúdo resulte em sofrimento psicológico a outrem.

    § 2º O descrito no inciso VIII do § 1º deste artigo também é conhecido como “cyberbullying”.

    Art. 3º No âmbito de cada instituição a que se refere esta Lei, a política “antibullying” terá como objetivos:

    I – reduzir a prática de violência dentro e fora das instituições de que trata esta Lei e melhorar o desempenho escolar;

    II – promover a cidadania, a capacidade empática e o respeito aos demais;

    III – disseminar conhecimento sobre o fenômeno “bullying” nos meio de comunicação e nas instituições de que trata esta Lei, entre os responsáveis legais pelas crianças e adolescentes nela matriculados;

    IV – identificar concretamente, em cada instituição de que trata esta Lei, a incidência e a natureza das práticas de “bullying”;

    V – desenvolver planos locais para a prevenção e o combate às práticas de “bullying” nas instituições de que trata esta Lei;

    VI – capacitar os docentes e as equipes pedagógicas para o diagnóstico do “bullying” e para o desenvolvimento de abordagens específicas de caráter preventivo;

    VII – orientar as vítimas de “bullying” e seus familiares, oferecendo-lhes os necessários apoios técnico e psicológico, de modo a garantir a recuperação da auto-estima das vitimas e a minimização dos eventuais prejuízos em seu desenvolvimento escolar;

    VIII – orientar os agressores e seus familiares, a partir de levantamentos específicos, caso a caso, sobre os valores, as condições e as experiências prévias dentro e fora das instituições de que trata esta Lei – correlacionadas a prática do “bullying”, de modo a conscientizá-los a respeito das conseqüências de seus atos e a garantir o compromisso dos agressores com um convívio respeitoso e solidário com seus pares;

    IX – evitar tanto quanto possível a punição dos agressores, privilegiando mecanismos alternativos como, por exemplo, os “círculos restaurativos”, a fim de promover sua efetiva responsabilização e mudança de comportamento;

    X – envolver as famílias no processo de percepção, acompanhamento e formulação de soluções concretas; e

    XI – incluir no regimento a política “antibullying” adequada ao âmbito de cada instituição.

    Art. 4º As instituições a que se refere esta Lei manterão histórico próprio das ocorrências de “bullying” em suas dependências, devidamente atualizado.

    Parágrafo único. As ocorrências registradas deverão ser descritas em relatórios detalhados, contendo as providências tomadas em cada caso e os resultados alcançados, que deverão ser enviados periodicamente à Secretaria Municipal de Educação.

    Art. 5º Para fins de incentivo à política “antibullying”, o Município poderá contar com o apoio da sociedade civil e especialistas no tema ou entidade, realizando:

    I – seminários, palestras, debates;

    II – a orientação aos pais, alunos e professores com cartilhas;

    III – usar evidências científicas disponíveis na literatura especializada e nas experiências exitosas desenvolvidas em outros países.

    Art. 6º As despesas decorrentes da execução desta Lei correrão por conta de dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário.

    Art. 7º Na regulamentação desta Lei, serão estabelecidas as ações a serem desenvolvidas e os prazos a serem observados para a execução da política “antibullying”.

    Art. 8º Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação.

    Art. 9º Revogam-se as disposições em contrário.

    Mando, portanto, a todos quanto o conhecimento e execução da presente Lei pertencerem que a cumpram e a façam cumprir, tão inteiramente como nela se contém. A Secretaria Municipal de Governo a faça imprimir, publicar e correr.

    PALÁCIO DE LA RAVARDIERE, EM SÃO LUÍS, 17 DE AGOSTO DE 2011, 191º DA INDEPENDÊNCIA E 24º DA REPÚBLICA.

    João Castelo Ribeiro Gonçalves

    Prefeito

    (Originária do Projeto de Lei nº 118/2010, de autoria do Vereador José Raimundo Alves Sena – Nato)

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