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Maioria dos magistrados do Maranhão são brancos, diz pesquisa do CNJ

Pesquisa recém-divulgada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostra que apenas 43% dos magistrados do Maranhão se dizem ser pretos ou pardos. O perfil da maioria dos juízes e desembargadores é branco, chegando a marca dos 57%. O índice do Estado é um dos maiores do país, ficando ao lado do Piauí, de Sergipe, da Bahia, e do Acre.

O relatório Perfil Sociodemográfico dos Magistrados Brasileiros busca identificar quem são os magistrados brasileiros em termos de suas características demográficas, sociais e profissionais.

Em relação a presença da classe feminina na magistratura, o levantamento apurou que apenas 38% das mulheres atuam no poder judiciário brasileiro. O segmento de Justiça do Trabalho é o que conta com a maior proporção de mulheres: 47%. A Justiça Estadual vem na sequência, com 36% de mulheres, e a Justiça Federal com 32% de mulheres.

A distribuição de gênero de acordo com o período de ingresso na carreira mostra que entre os magistrados ativos que ingressaram até 1990, a proporção de mulheres é de apenas um quarto. Para os que ingressaram de 1991 a 2000, a proporção de mulheres atinge 40%. As mulheres representam 41% dos ingressantes entre 2001 e 2010; e 37% dos que entraram na carreira a partir de 2011.

Outro ponto mostrado pela pesquisa é a idade média do magistrado que é de 47 anos com mediana de 46 anos. Ou seja, metade dos magistrados tem até 46 anos e metade está acima desse patamar. Os magistrados mais jovens têm 27 anos e os 25% mais velhos têm 54 anos ou mais.

E sobre o estado civil, o relatório aponta que a maior parte dos magistrados (80%) é casada ou possui união estável. Entre os homens, o percentual de casados é de 86%, e entre as mulheres, 72%. Os solteiros representam 10%; os divorciados, 9%; e os viúvos 1%. A maioria tem filhos (78%), sendo 74% das mulheres e 81% dos homens.


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