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Ex-servidor da SES atuou com a própria empresa em esquema da Saúde

O ex-superintendente de Acompanhamento à Rede de Serviços da Secretaria de Saúde, Luiz Marques Barbosa Júnior, usou a própria empresa para desviar recursos em esquema que tomou de assalto os cofres públicos da saúde, de acordo com a Polícia Federal.

De acordo com inquérito da PF obtido pelo Blog do Neto Ferreira, a empresa Brasil Produtos Médico e Hospitalares (BrasilHosp), que tinha como sócios Vanessa Valéria Lago Brasil Barbosa, Sílvia Maria Lago Brasil e Marlene Faria Barbosa, foi contratada pela SES em 2016 por indicação de Luiz Júnior.

Apesar do quadro societário apresentar outros nomes, quem comanda a BrasilHosp é o ex-superintendente de Acompanhamento, segundo revelou o documento produzido pela Polícia Federal.

Luiz Marques se retirou da sociedade, com quem dividia com a ex-esposa Vanessa, para impedir que o Tribunal de Contas do Estado executasse a dívida de R$ 7 milhões, na qual teria que devolver. Desse modo transferiu a empresa para os nomes da ex-sogra e da mãe, logo após separação conjugal, mudou a sociedade para o nome do pai Luiz Marques Barbosa, tirando assim o nome de Silvia Maria Lago Brasil.

Porém, o gerenciamento da BrasilHosp continua sendo do investigado. A empresa possui, ainda, como sócio oculto o médico e ex-assessor especial da SES, Mariano de Castro Silva, um dos operadores do esquema da Saúde.

Conforme o levantamento da PF, em 2016, o médico depositou na conta da empresa cerca de R$ 400 mil e recebeu R$ 152.700 mil, sem que ficasse claro o real motivo das transferências.

Os investigadores destacaram um depósito feito em fevereiro de 2016 por Mariano no valor de R$ 270 mil. A justificativa apresentada no banco seria a título de pagamento de fornecedores, com a finalidade de pagamentos de produtos médicos. “Contudo é estranho que Mariano, apesar de médico, tenha adquirido tamanha quantidade de medicamentos enquanto pessoa física. Piora o quadro quando em pesquisas realizadas nos bancos de dados e sistemas disponíveis à Polícia Federal , ele não figura como sócio ou responsável de empresa médica ou que preste serviço de atendimento médico-hospitalar”.

Além do contrato com a Secretaria de Saúde, a BrasilHosp vem operando em várias prefeitura do interior do Maranhão, onde já ganhou diversos contratos milionários.

Somente de janeiro de 2014 a julho de 2016, Luiz Júnior faturou com a empresa R$ 859.978,24 mil.


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