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Veja a planilha da contabilidade paralela do esquema que desviou R$ 18 milhões da Saúde

Documento obtido pelo Blog do Neto Ferreira revela que um dos operadores do esquema que tomou de assalto a saúde do Maranhão, o médico Mariano de Castro Silva, criou uma planilha de contabilidade paralela para mascarar os pagamentos ilícitos feitos pelas Organizações Sociais.

O inquérito da Polícia Federal afirma que Mariano buscou adequar as despesas reais, lícitas e ilícitas ao Plano Operativo verdadeiro, “maquiando” os pagamentos feitos pelos Instituto de Cidadania e Natureza (ICN) e Desenvolvimento e Apoio a Cidadania (IDAC).

A planilha revela que despesas decorrentes do item 1 – Solar do Outono e do item 12 – Central de Abastecimento, no total de R$ 376.381,81 mil deveriam ser lançadas como despesas com folha de pagamento do Hospital Aquiles Lisboa, gerenciado pelo IDAC.

A lista aponta, ainda, que gastos do Hemomar, Central de Ambulâncias e Central de Leitos, num total de R$ 211.935,90 mil foram incluídos na folha de pagamento do Hospital Aquiles Lisboa.

Outra manobra feita pelo operador do esquema, Mariano de Castro, foi a inclusão de despesas no valor de R$ 965.570,32 mil da Cil São Luís e Coroatá, da Infraero (médico) Empresa, da USA-MATÕES Peritoró Empresa, da USA-São Luís Empresa, AERO Médico Empresa – AME Imperatriz, como serviços de terceiros na Unidade Hospitalar de Barreirinhas.

“O contrato de Gestão firmado pelo IDAC não abrangia tais unidades hospitalares. Desta forma, por meio de uma contabilidade paralela, Mariano poderia direcionar os valores administrados pelo IDAC para as empresas que bem desejasse, de onde se infere que a contabilidade paralela seria coberta com notas frias”, destacou a PF.

O total dessa planilha foi de R$ 2,7 milhões.

Operador

O médico e ex-assessor especial da SES, Mariano de Castro, é apontado como um dos operadores que desviou R$ 18 milhões da Saúde por meio de funcionários e empresas fantasmas e Organizações Sociais.

“Mariano era responsável por montar e executar uma contabilidade paralela, que era encaminhada para as Organizações Sociais a fim de fraudar as prestações de contas e ajustar os valores efetivamente gastos com aqueles previstos nos contratos firmados com o Governo do Maranhão”, ressaltou o inquérito da Polícia Federal. (Reveja aqui e aqui)


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