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Deputados e Prefeituras podem ter integrado esquema de Pacovan

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O agiota e empresário Josival Cavalcante da Silva, o Pacovan, pode ter recebido dinheiro de emenda parlamentares e de Prefeituras, segundo informou o titular da Superintendência Estadual de Investigações Criminais, Tiago Bardal.

“Algumas prefeituras e até emendas parlamentares eram utilizadas para adquiri petróleo e derivados, só que na verdade entrava o dinheiro público pagando pelo serviço, só que o serviço nunca era prestado. O dinheiro que entrava era de agiotagem, pagamento de campanha, enfim, dinheiro de corrupção”, explicou o delegado Tiago Bardal.

Em razão da suspeita de participação de parlamentares e Prefeituras no esquema, a Polícia Civil deverá deflagrar a 2ª fase da operação Jenga, que irá consistir em identificar com clareza quais deputados e prefeitos integravam a organização criminosa.

De acordo com as investigações, um prefeito fazia um contrato de compra e venda de combustível com um dos postos envolvidos no esquema, e colocava no contrato o custo anual. O prefeito passava a fazer transferências de dinheiro do município para as contas bancárias dos donos dos postos de combustível. Mas, o valor pago não era para fornecimento de combustível, e sim para quitação de empréstimos do esquema de agiotagem.

Entenda o caso

Na tarde desta quinta-feira (4), a Polícia Civil fez a apresentação, no auditório da Secretaria de Segurança Pública, das 18 pessoas presas na Operação “Jenga”, que foi realizada na manhã desta quinta. Segundo a polícia, os detidos são integrantes de uma organização criminosa chefiada pelo agiota e empresário Josival Cavalcante da Silva, conhecido como “Pacovan”.

Pela sétima vez, a polícia conseguiu prender Pacovan, que segundo as investigações é o chefe da quadrilha que possui cerca de 200 milhões de reais em bens e serviços que incluem três fazendas, 11 imóveis e quatro veículos, e 7 postos de combustíveis que funcionavam em São Luís, Zé Doca e Itapecuru Mirim.

Além de “Pacovan” a Polícia Civil Conseguiu prender por meio de cumprimento de mandado de prisão Samia Lima Awad, Thamerson Damasceno Fontenele, Simone Silva Lima, Edna Maria Pereira (mulher de Pacovan), Rafaely de Jesus Souza Carvalho, Creudilene Souza Carvalho, Adriano Almeida Sotero, Geraldo Valdonio Lima da Silva, Lourenço Bastos da Silva Neto, José Etelmar Carvalho Campelo, estes dois últimos apontados como contadores da organização.

Foram presos também Renato Lisboa Campos, João Batista Pereira, Kellya Fernanda de Sousa Dualib, Manassés Martins de Sousa, Jean Paulo Carvalho Oliveira e Francisco Xavier Serra Silva.


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