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Após crise do “aluguel camarada”, governo volta a pagar por locação

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Motivo de uma das principais crises do governo Flávio Dino (PCdoB) em 2017, o pagamento pelo aluguel de um imóvel na Aurora – onde hoje funciona um anexo da Fundação da Criança e do Adolescente do Maranhão (Funac) segue rendendo dividendos a Jean Carlos Oliveira, aliado do governador, filiado ao PCdoB e, até janeiro deste ano, servidor da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap).

Segundo dados do Portal da Transparência, o Executivo desembolsou no dia 22 de março mais R$ 12 mil pelo aluguel da casa. Desse total, R$ 9.569,36 caíram líquidos na conta do comunista. O pagamento refere­se à locação no mês de janeiro deste ano e é o primeiro efetuado pela Funac desde o estouro da crise dos “aluguéis camaradas”, quando se descobriu que o prédio da Aurora pertence a Jean Carlos, filiado ao PCdoB de São Luís desde março de 2013.

Pelo aluguel o comunista recebe R$ 9,5 mil líquidos por mês desde abril de 2015, mesmo o imóvelsó tendo sido ocupado a partir do dia 4 de janeiro de 2017. No total, em 2016 Jean Carlos recebeu 12 pagamentos que, somados, chegam a R$ 114.832,32. Em 2015 haviam sido seis pagamentos, totalizando R$ 57.379,98. Coincidência – À época do escândalo, o governador Flávio Dino (PCdoB) e o secretário de Estado da Comunicação e Assuntos Políticos, Márcio Jerry (PCdoB), alegaram que não passou de coincidência o fato de a Funac haver escolhido o imóvel de um comunista para alugar.

“E só muita má fé ou ignorância para imaginar que num processo de locação de imóvel em uma Fundação se faz pesquisa de filiação partidária. Estado tem dezenas de imóveis alugados em todo o Maranhão. No meu governo nunca foi, e não será, realizada pesquisa de filiação partidária”, escreveu o comunista.

Jerry seguiu o mesmo tom. Segundo ele, o contrato foi intermediado por uma imobiliária, que não exigia do locador “documento que ateste filiação partidária”. “Contrato de locação não exige documento que ateste filiação partidária. A pessoa citada não tem nenhum vínculo orgânico com o partido. E o imóvel foi identificado por imobiliária, que intermediou. Tudo normal e legal. Imagina qual‘filtro’ seria possível para identificar que Jean de tal era filiado ao partido. Querem desviar a atenção do essencial”, afirmou.

Apesar da intransigente defesa dos aliados, Jean Carlos acabou não se sustentando. Manteve o contrato ­ que segue sendo religiosamente pago ­, mas perdeu o cargo que tinha na Emap. Segundo comunicado oficial emitido à época, apesar de não ver irregularidade no contrato entre o membro do PCdoB e o governo Flávio Dino, o órgão estadual decidiu pela demissão pelo fato de a “empresa não ter sido informada pelo servidor do referido contrato de locação”.

MAIS

Na ocasião da denúncia, o secretário Márcio Jerry (PCdoB) tentou explicar, também, o fato de os aluguéis terem começado a ser pagos em abril de 2015, apesar da efetiva ocupação do imóvel ocorrer apenas em janeiro de 2017. “Prédio ocupado antes e sendo preparado para a finalidade específica”, comentou.

Do Estado do Maranhão


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