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Prefeita eleita de Santa Luzia é acusada de compra de votos

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A prefeita eleita de Santa Luzia, Francilene Paixão de Queiroz, e o vice-prefeito, Juscelino da Cruz, estão sendo acusados de compra de votos e conduta abusiva do poder econômico. A acusação foi feita por Airton Chagas Cavalcante, que também concorreu à prefeitura de Santa Luzia no último pleito, em outubro de 2016. O ex-candidato ingressou  com uma ação judicial contra a próxima gestora do município.

Na ação judicial, Airton Chagas Cavalcante afirma que a prefeita eleita realizou uma “farta compra de votos”, menosprezando a legislação eleitoral e zombando da própria Justiça Eleitoral e da sociedade brasileira. Segundo Airton Chagas, a compra de votos era feita de várias formas: dinheiro em espécie, troca de bens, promessa de emprego e até distribuição de cestas básicas.

“Francilene Paixão de Queiroz tem praticado farta compra de votos, por meio de troca de bens, dinheiro em espécie, promessa de pagamento de contribuição sindical, distribuição de cestas básicas, promessa de empregos; tudo isso visando a obtenção de mandato eletivo, em menosprezo à legislação eleitoral e zombando da própria Justiça Eleitoral, do Ministério Público Eleitoral e da sociedade brasileira, que não aceita mais esse comportamento antidemocrático, ilegal, abusivo e criminoso”, diz o Airton Chagas na ação judicial.

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Como prova da afirmação, Airton Chagas apresentou um CD com a gravação de conversas da prefeita eleita com eleitores. Nas conversas, diz Airton Chagas, Francilene Paixão prometeu “de forma escancarada” o pagamento de contribuição sindical e cestas básicas a eleitores, além de doação de material de construção, aluguel de veículos e serviços médicos. “Não deixando qualquer margem de dúvida de que efetivamente se trata de compra de votos”, completa o denunciante.
Veja, abaixo, alguns trechos das conversas que a prefeita eleita teve com eleitores e que, segundo Airton Chagas, comprovam a compra de votos.

No primeiro trecho, um eleitor pede que ela garanta que o seu veículo seja alugado para prestar serviços à prefeitura.

(Eleitor) – …como esse serviço é um serviço mando, que não estraga muito o carro, se tu me arrumar ele, nós fecha bem aqui. Eu voto em você. Eu, por enquanto, não tô com ninguém.
(Candidata) – Certo.
(Eleitor) – …eu só quero uma coisa se você puder garantir: se você puder, você diga “posso”. O que você não puder, diz “não posso” que não tem nenhum problema também, viu?
(Candidata) – Não. Eu posso. Sabe por que eu digo que eu posso? Porque eu não tenho compromisso com ninguém. Eu vim aqui pedir seu voto, você se adiantou, falou comigo, e se a condição é essa

Em outra conversa, dessa vez com um eleitor que atende pelo nome de Del Rey, a prefeita eleita fala sobre “honrar a dívida” que fez com ele. E que pode gastar, no máximo, R$ 1 milhão do próprio bolso para pagar a campanha. Dinheiro que, segundo ela, será recuperado com “trabalho na prefeitura”.  Veja:

(Candidata) — eu venho gastando o que é meu, mas o que é meu, o que eu tenho pra gastar, não é muito, se eu tiver que gastar, é oitocentos mil, um milhão no máximo. Entendeu? E isso ai a gente tira com trabalho.

(Eleitor) – É..

(Candidata) – Né? A gente consegue o trabalho fazendo pelo município a gente tira isso ai.. eu vou honrar com o senhor, tá? Porque, a partir do momento que eu me endivido com outro [referência a agiotas, que ela afirmou não utilizar], passa a exigir as coisas da gente e a gente fica sem poder honrar os compromisso pra tá vivendo, né?

Veja, abaixo, alguns trechos do documento que foi obtido pelo Blog do Neto Ferreira.

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